NYC (Almost) Off the Beaten Track

Após uma noite em Lancaster, chegamos em Nova Iorque no dia 07/08/15. Quem conhece a cidade sabe que ela não foi feita para circular de carro pois o trânsito não é fácil, não há vagas para parar o carro e os estacionamentos/valets dos hotéis são super caros (média 50/60 USD por dia); imagina então entrar com o Godzilla nesse pesadelo?! Impossível!

Até cogitamos levar o Godzilla para uma sessão de fotos pela 5th Avenue ou por Times Square, mas acabamos desistindo. Para evitar o transtorno decidimos que o melhor seria deixar o Godzilla em um estacionamento fora de Manhattan e pegar o metrô/trem até a Big Apple e foi o que fizemos; deixamos o carro em um estacionamento perto do Aeroporto de Newark em New Jersey por 15 USD/dia e pegamos o trem até a Penn Station em Manhattan.

Para nós, Nova Iorque é uma cidade incrível. Não importa quantas vezes você visite a cidade, sempre há alguma coisa diferente para ver, uma comida nova para provar e um barzinho descolado para conhecer; e talvez seja por isso que nós sempre voltamos para cá. Dessa vez não tínhamos nada programado e a única atividade de turista que estava na nossa lista era conhecer o observatório do One World que fica no topo do edifício erguido no lugar onde ficavam as torres gêmeas, destruídas no atentado terrorista de 11 de setembro de 2001.

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O observatório fica no centésimo andar do One World, foi inaugurado recentemente (no dia 29/05/2015) e já acumula mais de 600.000 visitantes, que pagam um ingresso de 32 USD (adulto), 30 USD (senior) ou 26 (criança) para subir.

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A atração já começa no elevador que leva apenas 1 minuto para chegar ao centésimo segundo andar. Durante a subida, as paredes do elevador exibem um vídeo que mostra a evolução da Cidade de Nova Iorque desde 1500. Chegando ao observatório todos seguem para uma sala onde é exibido um vídeo com imagens de Nova Iorque e em seguida somos liberados para entrar no observatório.

Tudo é novinho em folha e cheio de tecnologia, mas nada disso supera a vista, e que senhora vista! O dia também não poderia estar melhor pois o céu estava limpo e de todos os lados tínhamos uma vista total. As vistas da Ponte do Brooklyn e do Empire State Building são, em nossa opinião, os grandes destaques desse observatório. Muito legal!

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Voltando a Nova Iorque, nós queríamos conhecer/fazer coisas diferentes, fora do circuito turístico normal, e ninguém melhor para nos apresentar esses lugares “diferentes” do que o nosso grande amigo Marcel Nadal Michelman, que está morando em NY enquanto faz o seu MBA em Performing Arts Administration na New York University (uma das mais respeitadas dos EUA). Quando ficamos sabendo que o Nadal estava mudando para NY para fazer esse MBA comentamos que era a cara dele (o curso e a cidade). Ele é a única pessoa que conhecemos que está registrado nas duas únicas ordens do Brasil, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Ordem dos Músicos do Brasil (OMB).

Encontramos com o Nadal logo que chegamos e almoçamos com ele e sua colega de curso Chie Saito, que é de Tóquio, Japão. Depois do almoço ficamos atualizando os últimos acontecimentos e a noite nos encontramos novamente para conhecer o Barzinho, um boteco perdido em Chinatown que serve caipirinhas (muito bem feitas), coxinha (sim, comemos uma coxinha!), mandioca frita e linguiça calabresa. O Dono do Barzinho, Leo, é uma figura a parte; um americano super simpático que ADORA a cultura brasileira. Ele é uma daquelas pessoas que nasceu no lugar errado. Da próxima vez voltaremos para provar a feijoada, Leo!

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No dia seguinte demos uma volta por Manhattan e vimos que a restauração da Igreja de Saint Patrick está praticamente finalizada. Nossa, nem pudemos acreditar pois acho que desde 2010 só conseguíamos ver os tapumes e andaimes, do lado de dentro e de fora. A igreja ficou muito bonita!

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A noite nos encontramos com o Nadal e a Chie novamente para assistir um show, mas não era um espetáculo da Broadway. Fomos ver uma banda chamada The Aristrocrats, que é formada por um guitarrista inglês (Guthrie Govan), um baixista americano (Bryan Beller), e um baterista alemão (Marco Minnemann). Os 3 são individualmente excelentes músicos, tendo tocado com nomes famosos como Joe Satriani, Steve Vai, Zappa, Steve Wilson, entre outros. Com perfis assim o show não tinha como errar! O Show foi ANIMAL! 2 horas de rock n’ roll instrumental da melhor qualidade! Valeu, Nadal!

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Para fechar nossa passagem por Nova Iorque, nos encontramos com o Nadal ontem 09/08/15 para experimentar um belíssimo hamburger, mas nada de Shake Shack ou Burger Joint. Fomos até o Brooklyn para comer um delicioso hamburger no The Burger Bistro.

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No dia seguinte (10/08/15) voltamos para Newark para buscar nosso companheiro de viagem e seguimos em frente. Nossa passagem por Nova Iorque foi mais curta do que gostaríamos, mas ainda temos muita estrada pela frente e sabemos que ainda voltaremos muitas outras vezes para essa cidade incrível.

Nadal, foi ótimo encontrar com você; valeu por tudo! Um abraço e até a próxima!

Batalha de Gettysburg

Continuando o nosso belicoso passeio pelos EUA, do Museu da Força Aérea em Dayton, Ohio fomos para Gettysburg, Pennsylvania, onde no dia 06/08/15 fizemos um tour guiado pelos campos onde aconteceram uma das maiores batalhas da Guerra Civil Norte Americana.

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A Guerra Civil Norte Americana durou 4 anos (de 1861 a 1865) e tinha como pano de fundo a escravidão nos EUA. Quando em 1860 os republicanos liderados pelo presidente Abraham Lincoln se opuseram à expansão do regime escravocrata para outros territórios dos EUA, alguns estados sulistas, cujas economias estavam baseadas na agricultura, se insurgiram e formaram os Estados Confederados.

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Essa guerra é até hoje a mais sangrenta dos EUA. Nos 4 anos de combate mais de 620.000 soldados perderam suas vidas (o número de vítimas da Guerra Civil é maior do que de todas as outras guerras que os EUA participaram juntas) e ao final da guerra quase 30% dos homens entre 18 e 40 anos dos Estados Confederados haviam sido mortos.

Nesse contexto, a batalha de Gettysburg é considerada uma das batalhas mais importantes da Guerra Civil. De um lado a União com 93.000 soldados; do outro lado os Confederados com uma força de 71.000 homens; e no meio uma cidade que ficava no cruzamento de diversas importantes estradas, inclusive a que levava à Capital Washington. A ideia do general sulista Robert Lee era levar a guerra, até então lutada nos campos do Sul, até o Norte.

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Em apenas 3 dias de batalha no começo de julho de 1863 os Confederados (Estados separatistas do Sul dos EUA) e a União (Estados do Norte) perderam mais de 51 mil soldados entre mortos, feridos e capturados; curiosamente, apesar da guerra ter acontecido nos quintais das casas de Gettysburg apenas 1 civil (uma mulher de 21 anos) morreu nos 3 dias de batalha.

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O tour foi bem interessante e recomendamos para todos que pretendem conhecer Gettysburg, não apenas pelo conteúdo histórico, mas principalmente pelo fato de não se tratar de um único ponto de parada. O Parque Nacional é formado por uma área enorme nos arredores da Cidade de Gettysburg, com vários monumentos erguidos por soldados de ambos os lados para marcar os locais onde foram travadas as batalhas. Não obstante, alguns prédios sobreviventes de Gettysburg também guardam as marcas da batalha, como buracos de bala e balas de canhão; por isso ter um guia oficial para percorrer o campo de batalha pode ser mais interessante que o auto-tour.

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Com esse passeio fechamos o capítulo bélico de nossa passagem pelos EUA. De Gettysburg seguimos até Nova Iorque, onde passaremos alguns dias relaxando e aproveitando a vida boa.

 

Irmãos Wright x Santos Dumont

Saímos de Indianapolis no dia 04/08/15 e seguimos sentido leste pela I-70. Em Dayton, Ohio, paramos para visitar o National Museum of the US Air Force, um museu gigantesco que ocupa 3 hangares enormes, além de uma área onde fica o Air Force 1, avião utilizado pelo Presidente dos EUA.

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Os hangares estão divididos pela cronologia dos fatos, iniciando com a invenção do avião até o final da guerra fria e a conquista do espaço, mas já no primeiro hangar notamos uma discrepância entre a história contada pelos americanos e o que aprendemos na escola. Segundo o museu os irmãos Wilbur e Orville Wright são os inventores do avião e pioneiros da aviação por terem voado pela primeira vez em 17 de dezembro de 1903, três anos antes do nosso Santos Dumont; enquanto isso, o nosso Santos Dumont nem sequer é mencionado.

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Wright Flyer I

Nós já havíamos visto algo semelhante no National Air and Space Museum de Washington, onde novamente Santos Dumont nem sequer é mencionado. Mas, afinal, qual das datas está correta? Quem foi o inventor do avião?

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Única referência aos brasileiros no museu

Para tentar responder essas perguntas, é preciso voltar à virada do século 19 para o 20. Em 1903 já haviam rumores de que os irmãos Wright haviam realizado os primeiros vôos controlados em um avião, porém, a única evidência era um telegrama escrito pelos próprios irmãos; eles não divulgavam uma foto sequer, e também não permitiam que testemunhas neutras acompanhassem o experimento.

Em razão da falta de evidências concretas, o Aeroclube Francês criado em 1898 para fomentar a competição e criar os critérios de homologação o primeiro voo, ignorou a notícia dos irmãos Wright e homologou o primeiro voo da história apenas no dia 23 de outubro de 1906, quando o nosso Santos Dumont pilotou seu 14 Bis por exatos 60 metros, a uma altura entre 2 e 3 metros.

Enfim, deixando de lado a polêmica de quem inventou o avião, é inegável que os EUA foram os grandes responsáveis pela evolução da aviação, principalmente durante as guerras mundiais, e esse museu é um retrato dessa evolução. A quantidade e estado de preservação das aeronaves é impressionante! Nós que nem somos aficionados pelo assunto passamos mais de 3 horas dentro do museu, então imagine se você for fanático pelo assunto (Pensamos em você Rodrigo).

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Indianapolis – Race Capital of The World

Depois de dois ótimos dias em Chicago, saímos da cidade do vento no dia 03/08/15 e seguimos em direção a Indianapolis, no Estado de Indiana. Nosso objetivo era conhecer o autódromo onde é disputada a prova mais importante e famosa da Fórmula Indy, as 500 milhas de Indianapolis.

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Para os norte americanos Indianapolis é a “Capital Mundial da Velocidade” (em uma tradução livre) pois nenhuma outra prova automobilística consegue reunir um público de mais 450 mil pessoas. Bom, deixando de lado os exageros, é inegável a importância desse circuito oval construído em 1909 e inaugurado em 1911 para o automobilismo; mesmo que você não entenda nada do assunto, já deve ter ouvido falar do circuito e da prova de 500 milhas.

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Godzilla marcando território na Capital da Velocidade

Mas não são apenas as provas da Fórmula Indy que são disputadas nesse circuito, Indianapolis também recebe provas de Gran Turismo, Nascar e no próximo fim de semana será disputada a Moto GP; além disso, durante alguns anos a Fórmula 1 foi disputada nesse circuito e em uma delas um piloto brasileiro brilhou no lugar mais alto do pódio.

Alguns brasileiros estão na lista dos pilotos que levantaram a taça de primeiro colocado em Indianapolis, são eles: Emerson Fittipaldi (Fórmula Indy – 1989 e 1993), Hélio Castroneves (Fórmula Indy – 2001, 2002 e 2009), Tony Kanaan (Fórmula Indy – 2013), Gil de Ferran (Fórmula Indy – 2003) e Rubens Barrichello (Fórmula 1 – 2002).

Como o circuito estava sendo preparado para receber a Moto GP não pudemos fazer o tour pela pista ou andar em um carro de Fórmula Indy (sim, é possível dar uma volta pelo circuito a bordo de um carro de Fórmula Indy fazendo a reserva com antecedência), mas pudemos visitar o museu que é uma verdadeira viagem pela história do automobilismo. Muito legal!

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No próximo ano será disputada a centésima prova de 500 milhas de Indianapolis da Fórmula Indy, então fica dada a dica para quem quiser estar presente nessa que será, sem dúvida nenhuma, a maior e melhor corrida de todas.

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Chicago – The Windy City

Como mencionamos, decidimos mudar nosso roteiro e continuar nos EUA. Em nosso roteiro original não passaríamos pelo meio oeste norte americano, mas com a mudança conseguimos incluir algumas cidades bem legais, começando por Chicago, que é uma das nossas cidades favoritas nos EUA.

Nossa última visita a Chicago foi em 2013, quando fizemos todos os passeios obrigatórios para qualquer turista, como visitar o Sky Deck do Willis Tower (antiga Sears Tower) e o 360 Chicago do John Hancock Building, fazer compras na Magnificent Mile, tirar uma foto no Cloud Gate, também conhecido como “the bean” etc. Em 2013 também assistimos a um show de blues no Buddy Guy’s Legends e demos a sorte de encontrar com o Buddy Guy em pessoa, que autografou os cds e camisetas que compramos.

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Dessa vez retornamos com um orçamento mais modesto, mas com a mesma empolgação para curtir uns dias na cidade do vento. Chegamos no sábado 01/08/15 e ficamos em um hotel fora do centro, mas perto do metrô. A noite fomos conferir o pôr do sol e fotografar a silhueta da cidade do Adler Planetarium.

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No dia seguinte (02/08/15) saímos cedo do hotel, pegamos o metrô e fomos caminhar pela Cidade. O dia estava muito bonito e a cidade estava lotada (estava rolando o Lollapalooza no Grant Park, então tratamos de aproveitar o dia). Passeamos pelo Chicago Loop; registramos nossa passagem pelo marco zero da Route 66 (em Los Angeles registramos o final da Mother Route); vimos o Wrigley Building e lembramos do jantar com o Gerry e a Sandy no Wrigley Mansion em Phoenix; passeamos pelo Millennium Park e demos uma passadinha pelo “the bean”; comemos o tradicional hotdog do Portillo’s (imperdível!); e caminhamos pela Magnificent Mile (sem comprar nada) e pelo o Navy Pier.

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Infelizmente nossa visita a Chicago foi mais curta do que gostaríamos, mas acreditamos que é sempre bom sair com um gostinho de quero mais. Até a próxima, Chicago!

Mount Rushmore National Memorial

No dia 29/07/15 visitamos outro lugar que tínhamos muita curiosidade de conhecer, o Mount Rushmore National Memorial. Situado no Estado de Dakota do Sul, no Parque Nacional Black Hills, o Mount Rushmore é famoso por ter sido esculpido com o rosto de 4 ex-presidentes norte americanos, George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln.

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A construção do memorial teve início em 1927 e foi finalizada em 1941. Durante as obras, mais de 400 operários trabalharam sob a coordenação do escultor Gutzon Borglum e seu filho Lincoln Borglum. Inicialmente o memorial deveria conter a imagem dos 4 ex-presidentes da cabeça até a cintura, mas a falta de fundos e as dificuldades técnicas resultantes da geologia peculiar do Mount Rushmore interromperam as obras restando apenas os rostos dos ex-presidentes.

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Maquete do projeto

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Resultado final

Além da montanha per se, existe uma alameda com bandeiras de todos os Estados e Territórios dos EUA, auditório ao ar livre, museu e lojinha, tudo com as cores dos EUA, bandeiras e frases de patriotismo etc. Ufa! Esse foi um verdadeiro mergulho no patriotismo norte americano.

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Por estar localizado dentro de um parque nacional, existem algumas trilhas interpretativas curtas mas muito bonitas. Nós seguimos por uma que passava bem embaixo do memorial e ainda acompanhamos um park ranger que estava dando explicações sobre a geologia do monumento. Nessa conversa aprendemos que o Mount Rushmore é formado por Granito e Mica, mas que apenas o granito servia para ser esculpido (uma das razões técnicas para não ser terminado os bustos).

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A escolha dos 4 presidentes também não foi por acaso. George Washington foi escolhido por representar o nascimento dos EUA; Thomas Jefferson representa o crescimento do país; Theodore Roosevelt representa o desenvolvimento da nação; e Abraham Lincoln representa a sua preservação. Muito interessante!

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Saindo do Mount Rushmore fomos para a cidade de Rapid City, a cerca de 45 quilômetros, mas não conseguimos encontrar um hotel com quartos disponíveis a um preço razoável. A razão disso era um encontro de Harley-Davidsons que estava acontecendo na Cidade de Sturgis. Já estávamos desconfiados que tinha alguma coisa acontecendo pois há alguns dias estávamos cruzando o tempo todo com motociclistas em suas Harleys.

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Depois ficamos sabendo que Sturgis é um dos maiores encontros (se não for o maior) de Harleys do mundo e esse ano é o septuagésimo quinto encontro. A expectativa é que esse ano o evento atraia mais de 1 milhão de pessoas; exatamente: 1 milhão! Como resultado tivemos que rodar mais de 200 quilômetros até acharmos um hotel com vaga e preço razoável.

Esse dia foi incrivelmente americano. Sair de um monumento a 4 ex-presidentes dos EUA e acompanhar a romaria de Harley-Davidsons, moto símbolo do espírito americano, até a sua Meca foi uma verdadeira imersão na cultura norte americana. Até comemos um cheese burger com french fries para entrar no espírito.

Buffalo Bill

“Ladies and Gentlemen, permit me to introduce to you a congress of rough riders of the world” (W.F.Cody)

Com essa frase William Frederick Cody apresentava sua trupe e iniciava o espetáculo que levava um pouco da cultura do Oeste Norte Americano, mas talvez vocês não consigam reconhecer o anfitrião por seu nome verdadeiro já que todos o conheciam como Buffalo Bill.

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William F. Cody nasceu em 26 de fevereiro de 1846, quando os EUA ainda estavam em guerra com o México, e faleceu no dia 10 de janeiro de 1917, quando os EUA estavam lutando contra a Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Durante sua vida William F. Cody foi guia para caravanas que seguiam para o Oeste e caçador de bisões, mas o seu legado é sem dúvida o Buffalo Bill’s Wild West.

O Buffalo Bill’s Wild West era uma espécie de circo idealizado em 1883, que apresentava cowboys, índios americanos, turcos, gaúchos, árabes. O espetáculo rodou os EUA e a Europa e até a Rainha Vitória da Inglaterra e o Papa Leão XIII assistiram o espetáculo. Por isso, Buffalo F. Cody é tido como um dos primeiros superstars. Talvez por isso nós, muitos anos mais tarde, ainda associamos o nome Buffalo Bill aos cowboys e ao velho oeste americano.

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imagem da internet

O que não sabíamos é que, além da ser uma celebridade, William F. Cody foi importante para a história de alguns lugares do meio oeste americano, como  a Cidade de Cody, que não tem esse nome por acaso; ela foi fundada por William F. Cody em 1895.

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Em nossa rápida passagem por Cody fizemos questão de conhecer o museu que conta com uma exibição permanente sobre Buffalo Bill, além de outras salas muito interessantes. O museu é enorme e dá para ficar o dia todo por lá, o que seria impossível para nós, mas mesmo assim foi muito legal conhecer um pouco mais da história do Buffalo Bill.

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Yellowstone National Park

No dia 25/07/15 chegamos ao Yellowstone National Park. Esse era um dos lugares que tínhamos muita vontade de conhecer nos EUA por ser o primeiro parque nacional americano (criado em 1872), um dos maiores em área (8.983 quilômetros quadrados), com fantásticas formações geológicas e lar de bisões (o maior mamífero da América do Norte), ursos, elks e muitos outros animais.

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O parque é ligado por um sistema viário em formato de 8 conhecido como o Grand Loop. Para dar a volta toda é necessário andar pouco mais de 220 quilômetros, mas é impossível percorrer o Grand Loop, parando nas principais atrações, em apenas 1 dia. Nós passamos 3 dias rodando pelo parque e saímos com a impressão de que não foi suficiente. Quem sabe um dia não retornamos.

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No primeiro dia (25/07/15) ficamos na parte norte do parque e passamos por Mammoth Hot Springs, Norris Gêiseres e Tower Fall. Também vimos alguns Bighorn Sheeps e outros animais, mas nada do Zé Colmeia ou do Catatau.

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No segundo dia (26/07/15) nós passamos pelo Albright Visitor Center, que está situado em um antigo complexo militar. De lá seguimos até a entrada noroeste pois no caminho seria possível ver alguns bisões, e de fato vimos muitos. Legal pensar que os bisões foram caçados até quase a total extinção, mas hoje existem mais de 4.000 bisões caminhando livremente pelo parque.

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Retornado ao Grand Loop, seguimos sentido sudeste e demos a volta admirando toda a beleza do parque até chegar a uma de suas maiores atrações, o Old Faithful. No caminho vimos mais alguns bisões, um ninho no topo dos cânions e alguns White-tailed Deers, mas nada do Zé Colmeia ou do Catatau (começamos a ficar preocupados).

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O Old Faithful é um dos principais cartões postais do Yellowstone. Para quem não conhece, trata-se de um gêiser que tem erupções em intervalos regulares. As erupções duram cerca de 5 minutos, expelindo água a mais de 30 metros de altura em uma temperatura de 90 graus celsius. De tão previsíveis que são as erupções do Old Faithful, o parque construiu uma espécie de arquibancada que fica lotada a cada “apresentação”. Não esperávamos encontrar uma estrutura como essa!

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Saindo do Old Faithful passamos pelo Grand Prismatic Srping, que é uma lagoa termal super colorida devido à presença de uma bactéria que gosta de calor. As cores são indescritíveis, mas da passarela construída pelo parque não é possível ver toda a lagoa, apenas a borda e mesmo assim é incrível!

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Apenas sobrevoando o parque em um dia de céu claro é possível admirar todas as cores e beleza desse lugar único, mas como nosso orçamento não permite tamanha extravagância, buscamos uma imagem da lagoa na internet para que vocês possam ter uma noção do que estamos falando.

Prismatic Spring

No terceiro e último dia zanzando pelo parque fizemos o trecho de oeste a leste e rodamos mais uma centena de quilômetros de lindas paisagens. Estávamos animados, certos de que iríamos encontrar os moradores mais ilustres do parque, e ficamos esperançosos quando o trânsito parou, mas no final era apenas um bisão que resolveu passear pela estrada.

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Pois é, as maiores estrelas do parque deviam estar procurando cestas de picnic em outras áreas, pois não os encontramos. Vamos deixar uma foto deles que pegamos na internet. Se alguém for visitar o Yellowstone e encontrá-los mande um abraço nosso!

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No começo da tarde chegamos na Cidade de Cody – Wyoming, onde mora a super simpática e hospitaleira brasileira Gisele. Há alguns meses recebemos uma mensagem da Gisele dizendo que ela gostaria de nos conhecer se passássemos por Cody, porém justo hoje ela tinha um compromisso super importante em outra cidade. Nós até tentamos ficar uma noite a mais em Cody, mas a cidade está lotada de turistas aproveitando o verão e o rodeio que começou em junho e vai até agosto. Infelizmente esse encontro com a Gisele vai ficar para uma próxima oportunidade – que pena!

Welcome (Again) to USA

Depois de um ótimo jantar com nossos amigos Thiago e Lais em Calgary no dia 23/07/15, era hora de mais uma vez dizer tchau para esse país incrível. Na manhã do dia 24/07/15 pegamos a Highway 2 sentido Sul e seguimos em direção à fronteira com o Estado americano de Montana.

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No caminho ainda paramos em um sítio arqueológico chamado Head-Smashed-In Buffalo Jump, que é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1981. O Buffalo Jump é um penhasco utilizado por mais de 5.500 anos por povos indígenas para caçar búfalos.

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Os búfalos eram mortos de forma muito inteligente pois os índios se organizavam e guiavam manadas de búfalos para esse penhasco de cerca de 12 metros de altura, e sem perceber o perigo acabavam caindo do precipício. As caçadas aconteciam sempre no outono e dependiam de uma série de fatores, como vento, sol e preparação dos caminhos por onde a manada passaria. Muito interessante!

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Saindo do sítio arqueológico, seguimos para a fronteira com os EUA. Apesar do oficial de imigração curto e grosso, não tivemos maiores dificuldades para regressar aos EUA e em pouco mais de 20 minutos estávamos cruzando o Estado de Montana. No fim da tarde chegamos em Great Falls e daqui seguiremos para o Yellowstone National Park.

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Resolvemos dividir os números do Canadá entre as Costas Oeste e Leste. Nessa primeira etapa passamos pelos estados da Colúmbia Britânica, Yukon e Alberta e rodamos bastante.

Com isso, seguem os números da nossa primeira passagem pelo Canadá:

GPS

Km total rodado 6.999
Km médio/dia 156
Dias com o carro parado 1
Paradas policiais 0
Paradas fitosanitárias 0

Diesel

Litros consumidos 777,08
Autonomia média Km/L 9,01
Litro mais caro (USD) 1,224
Litro mais barato (USD) 0,839
Valor médio diesel (USD) 1,029

Calendário

Número de dias total 20
Províncias (Estados) 3

Clima

Condição Dias
Sol 7
Nublado 5
Neve
Chuva 3
Sol/Chuva 5
Calor > 20 11
Normal 8
Frio < 10 1
Frio < 0

Acomodação

Condição Dias
hotel 12
acampamento 8
hostel
casa

Nessa passagem pela costa oeste do Canadá conseguimos acampar bastante. Só não acampamos mais por conta dos vários dias de chuva que pegamos pelo caminho, mas mesmo assim valeu. Vejam onde ficamos e o que achamos:

VANCOUVER (21/06/15)

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City Center Motor Hotel (http://www.citycentermotorhotel.com). Um motel afastado do centro comercial de Vancouver, mas próximo do Monorail e de restaurantes e bares alternativos da Main Street. Os quartos são simples e um pouco antigos, mas o estacionamento é aberto e o wifi é ótimo.

Nossa classificação – Razoável

WHISTLER (22/06/15)

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Tantalus Resort Lodge (http://www.tantaluslodge.com). Um ótimo hotel a 5 minutos a pé do Whistler Village. Nosso quarto era um apartamento com cozinha, sala de estar com lareira e dois quartos (uma suite). O estacionamento é cobrado (18 USD), mas é aberto e o hotel ainda tem piscina, lavanderia e wifi (muito bom).

Nossa classificação – Ótimo

WILLIAMS LAKE (23/06/15)

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Super 8 Williams Lake (http://www.super8.com/hotels/british-columbia/williams-lake-bc/super-8-williams-lake-bc). O Super 8 é um hotel de rede. Estacionamento aberto, wifi e café da manhã. Os quartos são simples mas confortáveis.

Nossa classificação – Bom

QUESNEL (24/06/15)

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Quality Inn Quesnel (http://www.qualityinnquesnel.com/index.shtml). Em Quesnel ficamos em um Quality Inn. Estacionamento aberto, wifi e café da manhã.

Nossa classificação – Bom

CHETWYND (25/06/15)

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Caron Creek RV Park (http://www.hellobc.com/accommlisting/all/campgrounds-rv-parks-private/4540407/caron-creek-rv-park.aspx). Um camping a beira da estrada muito bom, mas um pouco barulhento. Wifi, mesas de picnic, chuveiros e banheiros.

Nossa classificação – Bom

PINK MOUNTAIN (26/06/15)

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Pink Mountain Campsite & RV Park (https://www.facebook.com/pages/Pink-Mountain-Campsite-Ltd/305027166198855). Um camping entre Dawson Creek e Fort Nelson. Mesas de picnic, wifi (bom), chuveiros (pagos) e banheiros.

Nossa classificação – Razoável

WATSON LAKE (27/06/15)

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Big Horn Hotel (http://www.bighornhotel.ca). Watson Lake é uma cidade pequena (1523 habitantes) e com poucas opções de acomodação. Achamos  melhor ficar em um hotel e escolhemos o Big Horn, mas o custo benefício não foi bom. O quarto era uma quitinete e estava bem limpo. wifi ruim, estacionamento (em frente ao hotel) aberto e só.

Nossa classificação – Razoável

WHITEHORSE (28/06/15 e 14/07/15)

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HI Country RV Park (http://www.hicountryrvyukon.com). Um dos melhores campings que ficamos. É possível optar por locais com e sem infraestrutura (água, luz e esgoto), com diferença de preço entre elas. O wifi é bom, mas apenas os primeiros 30 minutos são liberados, depois tem que pagar. Mesa de picnic, chuveiro, banheiros e muita sombra.

Nossa classificação – Muito bom

DAWSON CITY (29/06/15)

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Dawson City RV Park & Campground (http://www.dawsoncityrvpark.com). Um camping simples a cerca de 1.5 km da Cidade de Dawson. É uma área aberta de cascalho com locais com energia, água e esgoto e outros sem nada. Banheiros mais ou menos e chuveiros pagos (2 USD por 5 minutos).

Nossa classificação – Razoável

KLUANE LAKE (13/07/15)

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Cottonwood RV Park (http://cottonwoodpark.ca). Um ótimo camping localizado a beira do lago Kluane na Alaska Highway. Chuveiros, wifi (apenas próximo ao escritório), mesas e churrasqueiras. O melhor é a vista para o lago, mas estava ventando bastante e isso foi bem incômodo.

Nossa classificação – Muito bom

WATSON LAKE (15/07/15)

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Baby Nugget RV Park (http://nuggetcity.com/baby-nugget-rv-park). Um camping situado a 20 quilômetros de Watson Lake no entroncamento com a Stewart-Cassiar Highway. O local não é dos melhores, mas tem chuveiro (pago), banheiros limpos, lavanderia e wifi (somente próximo ao escritório).

Nossa classificação – Razoável

DEASE LAKE (16/07/15)

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Mountain Shadow RV Park & Campground (http://www.mtshadowrvpark.com/index.html). Um camping bem estruturada e muito tranquilo. Wifi apenas próximo ao escritório e chuveiros pagos. Todas as áreas de camping contam com mesa e um espaço para fogueiras.

Nossa classificação – Bom

STEWART (17/07/15)

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King Edward Motel (http://www.kingedwardhotel.com). Um motel na rua principal de Stewart com estacionamento aberto. Os quartos do motel são pequenos quitinetes com cozinha equipada. Do outro lado da rua está localizado o hotel com quartos, restaurante e lavanderia. O wifi é um hotspot e tivemos problemas para conectar.

Nossa classificação – Bom

SMITHERS (18/07/15)

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Capri Motor Inn (http://www.caprimotorinnsmithers.com). Um hotel confortável com estacionamento aberto, lavanderia e wifi. Está localizado próximo do centro de Smithers na rodovia de acesso.

Nossa classificação – Bom

PRINCE GEORGE (19/07/15)

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Econo Lodge City Centre Inn (https://www.choicehotels.com/british-columbia/prince-george/econo-lodge-hotels/cna31). Um hotel da rede Econo Lodge com estacionamento aberto, wifi (bom) e quartos com microondas, geladeira e TV a cabo.

Nossa classificação – Bom

JASPER (20/07/15)

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Best Western Jasper (http://bestwesternalberta.com/hotels/best-western-jasper-inn-and-suites). Jasper não tem muitas opções de hotel e com a chuva que estava para cair não dava para ficar em um camping. Os hotéis em Jasper são caros, mas confortáveis. Decidimos ficar no Best Western, que é bastante confortável, com estacionamento aberto, wifi (um pouco lento) e piscina.

Nossa classificação – Muito bom

CANMORE (21/07/15)

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Ramada Inn & Suites Canmore (http://www.ramadacanmore.com). Os hotéis em Jasper, Lake Louise e Banff estavam muito caros, então resolvemos ficar em Canmore, entre Banff e Calgary. Ficamos em um hotel da rede Ramada. Quartos confortáveis, estacionamento aberto e wifi (bom).

Nossa classificação – Muito bom

CALGARY (23/07/15)

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Best Western Plus Downtown (http://www.bestwesternsuitescalgary.com). Um Best Western com estacionamento (aberto), café da manhã e wifi grátis. Pegamos uma suite (única disponível) por um valor um pouco maior.

Nossa classificação – Muito bom

Yellowhead Highway e Icefields Parkway

Saímos de Smithers no dia 19/07/15 e seguimos até Prince George, que é a maior cidade ao norte da Colúmbia Britânica. A estrada também mudou já que deixamos a Cassiar Highway e seguimos pela Yellowhead Highway; ao contrário da Cassiar, a Yellowhead é mais movimentada e existem muitas fazendas e pequenas cidades pelo caminho, mas mesmo assim conseguimos ver um alce que atravessou a estrada correndo e se escondeu na mata.

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Na manhã seguinte (20/07/15) seguimos até Jasper, que fica dentro do parque de mesmo nome no Estado de Alberta. A estrada também muda da Yellowhead Highway para a Icefields Parkway, que corta os parques de Jasper e Banff e passa por algumas das mais impressionantes e bonitas geleiras canadenses. Como a cidade de Jasper está localizada dentro do parque, tivemos que pagar a entrada (19,60 CAN), mas vale a pena pois o caminho é muito bonito.

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No começo da tarde chegamos em Jasper e demos uma volta pela pequena e simpática cidade, comemos e voltamos correndo para o hotel antes da chuva que desabou no fim da tarde. A cidade estava bem cheia e foi difícil encontrar uma acomodação mais em conta, mas tudo bem.

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No dia 21/07/15 saímos de Jasper e continuamos sentido Sul pela Icefields Parkway. No caminho paramos na Geleira Athabasca que é uma das pontas dos campos de gelo de Colúmbia. Em 2009 já tínhamos passado nesse lugar e fizemos um passeio pela geleira a bordo de um ônibus modificado especialmente para andar sobre a geleira (muito legal!). Além desse passeio se pode fazer um tour a pé com guia pela geleira e, desde o ano passado, caminhar por uma passarela de vidro sobre o vale formado pelo recuo da geleira.

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O único problema era a quantidade de turistas. Em 2009 chegamos na última semana da temporada e já estava bem frio e com bastante neve, por isso havia pouquíssimos turistas, mas dessa vez foi difícil até entrar no centro de visitantes. Como já havíamos feito o passeio no ônibus em 2009, dessa vez nos contentamos apenas com uma caminhada até a ponta da geleira Athabasca.

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De lá seguimos até um dos lugares mais bonitos que vimos em nossa viagem de 2009, Lake Louise. Às margens do lago está localizado um luxuoso hotel da rede Fairmont e quando passamos por aqui em 2009 (com dívidas da obra do apartamento, sofá, casamento etc.) nos perguntamos se um dia teríamos condições de ficar hospedados nesse hotel. Nessa viagem até pensamos em ficar hospedados lá, mas quando chegamos e demos de cara com uma verdadeira enxurrada de turistas, além da módica diária de 650 USD, acabamos desistindo.

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Em 2009 a impressão era de que tínhamos o lago só para nós (não havia ninguém), mas dessa vez havia ônibus de turismo, carros e pessoas para todos os lados. Mesmo assim a paisagem é muito bonita e vale o sacrifício de procurar um lugar para parar o carro etc. Quem sabe um dia não retornamos em outra época e ficamos hospedados no Fairmont. Abaixo colocamos uma foto do lago tirada em 2009 (em preto e branco) e outra tirada nessa visita.

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Já que não passamos a noite em Lake Louise, seguimos até a simpática cidade de Canmore, a 20 quilômetros de Banff. No dia seguinte (22/07/15) voltamos até Banff e caminhamos pelas ruas que lembram a Vila Capivari em Campos de Jordão, visitamos um museu, almoçamos um hot dog de carne de búfalo no Farmer’s Market e seguimos até Calgary.

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Calgary é uma das maiores cidades do meio oeste canadense. Seu centro é moderno e agitado, mas mesmo assim a cidade conserva um clima gostoso de cidade pequena. Calgary foi sede das Olimpíadas de Inverno de 1988, e nesse ano uma equipe de bobsled roubou toda atenção e holofotes mesmo sem ter levado nenhuma medalha; a história dessa equipe virou um filme chamado no Brasil “Jamaica Abaixo de Zero”, lembram?

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Em Calgary encontramos com nossos amigos Lais e Thiago, que mudaram de São Paulo para Calgary há pouco mais de 2 meses. Ficamos um tempão batendo papo, comemos uma pizza (como bons paulistanos) e tomamos algumas cervejas escolhidas a dedo pelo Thiago. Foi muito bom encontrar com vocês; parabéns pela casa, pelos novos empregos e pela nova vida! Desejamos a vocês muito sucesso!

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Cassiar Highway

Para retornar do Alasca decidimos seguir pela Cassiar Highway, que liga Watson Lake a Stewart no Sul, já no Estado da Columbia Britânica. Essa rota é uma alternativa para quem quiser fazer um caminho diferente da Alaska Highway e também é considerada uma das estradas mais bonitas da região, com muita vida selvagem e paisagens incríveis.

No dia 16/07/15 começamos bem e a estrada prometia, mas logo o tempo fechou e não abriu mais. Vida selvagem? Vimos apenas um tímido urso negro escondido na mata, tanto que nenhum outro carro que seguia na nossa frente viu.

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Passamos a noite no meio do caminho em um camping muito agradável e na manhã seguinte seguimos para Stewart, onde estão localizadas algumas das maiores geleiras da América do Norte. Já no caminho até Stewart é possível ver algumas geleiras, mas para chegar até as maiores é necessário cruzar novamente a fronteira para o EUA, pois Stewart está localizada na fronteira com Hyder, Alasca, EUA.

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Atravessar a fronteira é simples; se não fosse por uma placa dando as boas vindas não teríamos nem percebido (não existe imigração do lado norte americano), mas para retornar a Stewart é necessário passar pela aduana canadense (super tranquilo).

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Já em solo americano, existem duas atrações que valem a pena: a primeira é uma passarela que fica sobre um trecho do rio onde os ursos pescam salmão e a segunda é o Salmon Glacier, a quinta maior geleira da América do Norte. Mas, como já comentamos, o tempo estava bem ruim e não conseguimos ver a geleira (tiramos uma foto da densa névoa e juntamos com uma imagem da geleira que pegamos da internet).

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Também não demos sorte com os ursos, pois os peixes ainda não subiram o rio (estão atrasados) e por isso não havia nenhum urso esperando o banquete.

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Um pouco frustrados por não ter visto nada (tudo bem, faz parte!) seguimos em frente até a Cidade de Smithers, já fora da Cassiar Highway. Daqui iremos sentido Leste até a Cidade de Jasper, de onde seguiremos pela Icefields Parkway, outro trajeto bem bonito da Costa Oeste Canadense.

Welcome (back) to Canada

Voltamos! Hoje (13/07/15), depois de 14 ótimos dias na última fronteira americana, nos despedimos do Alasca e cruzamos a fronteira com o Canadá. Dessa vez seguimos pela Alaska Highway e entramos no Canadá por Beaver Creek no Estado do Yukon e foi super tranquilo (menos de 5 minutos).

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De lá seguimos pela Alaska Highway que estava parecendo um canteiro de obras (no Canadá só existem duas estações: verão e obras) até um camping a beira do lago muito bonito chamado Kluane. No caminho ainda vimos um urso negro cruzando a estrada e paramos para tirar algumas fotos. Engraçado que no Alasca não vimos nenhum urso, caribou ou alce, mas foi só cruzar a fronteira com o Canadá para encontramos o primeiro urso (rs).

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Daqui seguiremos por outra estrada sentido Sul conhecida como Stewart-Cassiar Highway ou inside passage. Todos que passaram por lá ficaram surpresos com a quantidade de vida selvagem e beleza da paisagem, então não dá para deixar de conferir – certo? Até lá!

EUA em Números (Parte 2 – Alasca)

O Alasca é o maior estado dos EUA e as distâncias entre um lugar e outro são enormes, mas a paisagem compensa o esforço. Ainda, no verão os dias são mais longos, o que nos permite dirigir por mais tempo com luz do dia.

Com isso, seguem os números parciais da nossa passagem pelo Alasca:

GPS

Km total rodado 4.077
Km médio/dia 314
Dias com o carro parado 2
Paradas policiais 0
Paradas fitosanitárias 0

Diesel

Litros consumidos 459,74
Autonomia média Km/L 8,87
Litro mais caro (USD) 1,294
Litro mais barato (USD) 0,876
Valor médio diesel (USD) 0,892

Calendário

Data inicial 30.06.15
Data final 13.07.15
Número de dias total 13
Departamentos (Estados) 1

Clima

Condição Dias
Sol 7
Nublado 1
Fumaça 1
Neve 0
Chuva 4
Sol/Chuva 0
Calor > 20 3
Normal 7
Frio < 10 2
Frio < 0 1

Acomodação

Condição Dias
hotel 9
acampamento 4
hostel
casa

Onde Ficamos – EUA (Parte 2 – Alasca)

No Alasca conseguimos acampar, mas também passamos algumas noites em hotéis. Nas cidades menores e na Dalton Highway as opções de acomodação são limitadas e caras, e os mosquitos são um problema, mas nada que um bom repelente não resolva.

Vejam onde ficamos e o que achamos:

TOK (30/06/15 e 12/07/15)

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Snowshoe Motel (http://www.alaska-snowshoemotel.com). Nossa chegada ao Alasca foi debaixo de chuva, então resolvemos ficar em um hotel. Achamos que os preços seriam absurdos, mas até que conseguimos um bom quarto a um preço razoável. Estacionamento aberto e wifi (um pouco instável).

Nossa classificação – Bom

ANCHORAGE (01/07/15 e 03/07/15)

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Anchorage Ship Creek RV Park (http://www.bestofalaskatravel.com/alaska_rv_parks/anchorage_rv_park.htm). Um camping próximo ao centro de Anchorage. A infraestrutura do camping é muito boa com wifi, chuveiros e banheiros, mas fica próximo ao aeroporto e encostado na linha do trem (passou um agora) então pode ser bem barulhento.

Nossa classificação – Bom

SEWARD (02/07/15)

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Breeze Inn Seward (http://www.breezeinn.com). Por conta do feriado de 4 de julho a cidade estava abarrotada de turistas de todas as partes. Foi impossível achar um lugar nos campings da cidade e acabamos optando por um hotel. Estacionamento aberto e wifi. O valor ficou um pouco caro, mas não havia outro hotel disponível.

Nossa classificação – Bom

TRAPPER CREEK (05/07/15)

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McKinley View Lodge (http://www.mckinleyviewlodge.com). Um café na beira da estrada que conta com 8 quartos simples no fundo. O wifi só funciona no café e os quartos não tem TV, frigobar ou microondas. A simplicidade do lugar é compensada pela vista muito bonita do Monte McKinley.

Nossa classificação – Razoável

HEALY (06/07/15)

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Tatlanika RV Park (http://www.tatlanika.com/#!campground/czpx). Um camping bem estruturado e localizado as margens de um riacho. Os espaços contam com bastante sombra, água e luz e o wifi só funciona perto da loja, mas é bom.

Nossa classificação – Bom

FAIRBANKS (07/07/15)

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7 Gables Inn & Suites (http://7gablesinn.com). Uma pensão com quartos aconchegantes e limpos. O estacionamento é aberto e a casa oferece café da manhã e wifi (muito bom). Tem alguns quartos com cozinha e outros que o banheiro fica fora do quarto.

Nossa classificação – Muito bom

COLDFOOT (08/07/15)

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Coldfoot Camp (http://www.coldfootcamp.com). Quem decidir subir a Dalton Highway tem que estar preparado para qualquer coisa. Coldfoot e a vizinha Wiseman tem os únicos e caros hotéis da Dalton Highway entre Fairbanks e Deadhorse a 797 quilômetros de distância. Ficamos no Coldfoot Camp que é uma parada de caminhoneiros (o restaurante é bom) com um barracão com quartos velhos e camas ruins por 200 USD/noite. A roupa de cama estava bem surrada e o cobertor não foi suficiente para nos manter aquecidos. O banheiro, apesar de ser compartilhado, era muito bom e limpo. Não tem wifi.

Nossa classificação – Muito ruim

DEADHORSE (09/07/15)

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The Aurora Hotel (http://www.prudhoebayhotel.com/auroraresv.html#). Deadhorse é o ponto final da Dalton Highway para os turistas e uma base para todos os trabalhadores de Prudhoe Bay. O lugar parece um canteiro de obras e as acomodações são limitadíssimas e os trabalhadores tem preferência, então chegar sem reserva é como jogar na loteria. Nós conseguimos um quarto no Aurora Hotel que é enorme. A diária de 270 USD inclui café da manhã, almoço e jantar; fora do horário existem lanches, frutas e pratos rápidos, tudo incluído na diária. Os quartos são muito bons com banheiro e wifi.

Nossa classificação – Muito bom

FAIRBANKS (10/07/15)

Hampton Inn Fairbanks (http://hamptoninn3.hilton.com/en/hotels/alaska/hampton-inn-and-suites-fairbanks-FAIAKHX/index.html). Um hotel da rede Hampton que pertence ao Hilton. Quartos muito bons com wifi, estacionamento aberto e café da manhã.

Nossa classificação – Muito bom

Expedição Alaska

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No hotel que ficamos em Fairbanks conhecemos o Juliano Generali do Moto Atacama (http://motoatacamaentretenimento.com.br/blog) e seu pai Ricardo, que estavam voltando de Prudhoe Bay. O Juliano e seu irmão Eduardo viajaram de Itu, São Paulo a Prudhoe Bay, Alasca em pouco mais de 70 dias em duas motos BMW e embarcariam as motos de Anchorage para Buenos Aires, mas infelizmente quando estavam saindo de Prudhoe Bay o Eduardo sofreu uma queda que acabou antecipando seu retorno para o Brasil.

O Ricardo, pai do Juliano e Eduardo, voou de São Paulo para o Alasca para encontrar com os irmãos e estava agora acompanhando o Juliano até Anchorage, de onde eles retornarão para o Brasil. Esperamos que o Eduardo se recupere prontamente e que possa viver muitas outras aventuras como essa.

*     *     *

In our hotel in Fairbanks we have met Juliano Generali from Moto Atacama (http://motoatacamaentretenimento.com.br/blog) and his father Ricardo who were coming back from Prudhoe Bay. Juliano and its brother Eduardo traveled from Itu, São Paulo to Prudhoe Bay, Alasca in only 70 days in two BMW motos. They would embark the motos from Anchorage to Buenos Aires, but unfortunately when they were leaving Prudhoe Bay Eduardo has fallen from the bike and had to anticipate its return home.

Ricardo, father of Juliano and Eduardo, flew from São Paulo to Alasca to meet the brothers and was now following Juliano to Anchorage from where they will fly back home. We hope that Eduardo recovers soon to live many other adventures like this one.

Claudio Gomes

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Em Fairbanks conhecemos o Claudio Gomes, um brasileiro que vive há 14 anos em Fairbanks. Goiano de coração, o Claudio vive na última fronteira com sua esposa e seus dois filhos que infelizmente não tivemos a oportunidade de conhecer. Antes de nós, o Claudio ainda recebeu o Xixo, Fran e Bá da Nossa Grande Viagem e o casal Amabry e Rosely do Vamos Pro Alasca – muito legal!

Essa semana o Claudio estava bastante ocupado com o trabalho entre Anchorage e Fairbanks; e hoje de manhã ele iria para Prudhoe Bay e só retornaria amanhã a noite, então só pudemos nos encontrar para o café da manhã. A conversa estava tão boa que nem percebemos a hora passar e infelizmente o Claudio teve que seguir para Prudhoe.

Foi um prazer enorme Claudio! Obrigado pelas dicas e pela hospitalidade. Esperamos um dia revê-lo e conhecer sua família (aqui ou no Brasil).

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In Fairbanks we’ve met Claudio Gomes, a Brazilian that lives in Fairbanks for 14 years. Born in Goiás, Claudio now lives in the last frontier with his wife and their two children, but unfortunately we had no opportunity to meet them. Before we arrive in Fairbanks, Claudio has also hosted Xixo, Fran and Bá from Nossa Grande Viagem and the couple Amabry and Rosely from Vamos Pro Alasca – very cool!

This week Claudio was really busy with his work between Anchorage and Fairbanks, and today he had to go to Prudhoe Bay in the morning, returning only tomorrow. As a result we could only meet him for a quick breakfast and the conversation was so good that we haven’t even notice the time passing.

Claudio, it was an immense pleasure meeting you! Thanks for the tips and for the hospitality. We hope to see you again and meet your family (here or in Brazil).

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No dia 11/07/15 conhecemos o KP McClanahan e o Winston Wolfrider (http://wwolfrider.tumblr.com) e, como o KP mesmo disse, eles são a dupla de viajantes mais diferente que a gente poderia conhecer; começando pela origem KP – americano e Winston – britânico e pela diferença de idade entre os dois, mas nada disso importa pois eles formam uma grande dupla.

Eles se conheceram a cerca de 1 ano de uma forma muito inusitada, durante uma viagem que o Winston fez pelos EUA. O Winston pegou uma carona e acabou no lugar errado, onde ele conheceu o KP e eles acabaram viajando juntos até a costa oeste dos EUA. Depois disso trocaram algumas mensagens até que decidiram embarcar nessa outra viagem para o Alasca a bordo de um camper. Eles dirigiram do Estado de Nova Iorque até o Alasca e ainda ficarão cerca de 6 semanas na estrada, finalizando a viagem em Portland no Estado do Oregon.

Nós conhecemos os dois pois o KP viu nosso carro parado no hotel e resolveu mandar uma mensagem pelo facebook. Combinamos de tomar uma cerveja a noite e estava tão divertido que nem vimos a hora passar. No dia 12/07/15 todos nós seguimos viagem: eles para o Sul em direção ao Denali Park e nós para o leste sentido Tok.

KP e Winston, foi um enorme prazer conhecê-los. Façam um ótima viagem e até a próxima!

*     *     *

On 07/11/15 we have met KP McClanahan and Winston Wolfrider (http://wwolfrider.tumblr.com) and as KP said, they are two of the most different people we could imagine, starting by the origin, KP – American and Winston – British and for the difference of age between them, but nothing matters because they are just great together.

They have met about 1 year ago in a unusual situation. During a trip that Winston did through the USA, he hitchhiked to the wrong place where he met KP and they traveled together to the west coast of the USA. After that they decided to embark in this trip to Alaska in a camper. They have driven from New York State to Alaska and will stay around for a few weeks before the end of the trip in Portland, Oregon.

We have met KP and Winston because KP saw our car in the hotel and decided to send us a message. We got together for drinks and burgers in the evening and it was so good that we didn’t notice the time flying. Next morning (07/12/15) we all followed our paths, Winston and KP South to Denali Park and Liene and I East to Tok.

KP and Winston, it was a huge pleasure meeting you. Safe travels and we hope our paths cross again.

Norio Sasaki

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Nesses 10 meses de estrada conhecemos muita gente legal viajando de carro, caminhão, motorhome, bicicleta e carona, mas o encontro com o Norio Sasaki (https://www.facebook.com/sasaki.norio.7?fref=ts) foi especial. Não sabemos se foram as circunstâncias ou a sua história, mas ficamos muito sensibilizados com esse encontro.

O Norio é um salva-vidas de Okinawa, Japão, que está viajando sozinho e a pé do Alasca, EUA até a Argentina em uma jornada de 3 anos, puxando uma carrocinha com seus pertences pessoais, equipamentos e suprimentos. A carrocinha chega a pesar 100 quilos e mesmo assim ele é capaz de andar 50 quilômetros por dia, sempre com um sorriso no rosto.

Encontramos com o Norio na Dalton Highway, uma das mais remotas estradas de um Estado já não muito povoado (já dá para imaginar); vimos ele pela primeira vez a cerca de 200 quilômetros de Prudhoe Bay enquanto estávamos subindo, mas só paramos para falar com ele no dia seguinte, quando retornávamos, e ele só tinha avançado cerca de 70 quilômetros e ainda faltavam cerca de 130 até a próxima cidade Coldfoot.

A nossa conversa foi bem rápida, mas muito legal; e como ele ainda não tinha comido nada (já passava das 14h quando nos encontramos) deixamos dois sanduíches que fizemos antes de sair de Prudhoe Bay e um galão de água e desejamos boa sorte ao Norio.

Gambate Sasaki-san!

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In the last 10 months we’ve met a lot of great people traveling by car, truck, RV, bicycle and hitchhiking, but the meeting with Norio Sasaki (https://www.facebook.com/sasaki.norio.7?fref=ts) was truly special. We don’t know if it was the circumstance or Norio’s history, but we were touched with this meeting.

Norio is a life guard in Okinawa, Japan, and he is traveling alone on foot from Alasca, EUA to Argentina in a 3 years journey pulling a small wagon with his personal belongings, equipment and supplies. The wagon weight roughly 100 kilos, nevertheless he is able to walk 50 kilometers a day always with a smile in his face.

We have met Norio at the Dalton Highway, one of the most isolated roads of the most wild state (you can imagine); we spotted Norio for the first time about 200 kilometers away from Prudhoe Bay when we were driving North, but we only stopped to talk to him in the next day when we were coming back, and he had walked only 70 kilometers with at least 130 kilometers missing to reach the next city Coldfoot.

We talked for a while (really nice) left some sandwiches (it was 2pm and he hadn’t ate yet), a gallon of water and wished the best luck for Norio.

Gambate Sasaki-san!

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