Latitude 70 Norte

Depois de passarmos pelo Denali Park chegamos em Fairbanks na tarde do dia 07/07/15, mas a cidade estava tomada por uma densa fumaça em razão de um incêndio na região e, por isso, adiantamos nossos planos e partimos na manhã seguinte para o norte do Alasca.

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O resultado das queimadas próximas a Fairbanks

Pretendíamos subir a Dalton Highway, que liga Fairbanks a Prudhoe Bay em um trajeto de quase 800 quilômetros, dos quais cerca de 75% são de cascalho. Essa estrada é mais conhecida pelo programa Caminhoneiros do Gelo (Ice Road Truckers) do History Channel, mas há muito mais por trás dessa rodovia do que é mostrado no programa.

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Caminhão da Carlile do Caminhoneiros do Gelo

A opinião das pessoas que encontramos no caminho não é uníssona; uns disseram que não há nada para ver/fazer e outros que esse seria um passeio incrível. Como não dava para chegar a uma conclusão sobre a Dalton Highway, resolvemos conferir o que há além de Fairbanks e tirar nossas próprias conclusões.

A Dalton Highway foi construída em 1974 como rodovia de serviço e acesso ao Oleoduto Trans-Alaska que leva o petróleo de Prudhoe Bay a Valdez. Ela também é conhecida como North Slope Haul Road em razão do enorme movimento de caminhões que transportam suprimentos e equipamentos até a remota Prudhoe Bay.

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Além dos 600 quilômetros de cascalho e do enorme movimento de caminhões, a Dalton Highway também é uma das mais remotas estradas do Alasca; existem apenas 2 cidades entre Fairbanks e Prudhoe Bay (Coldfoot – 10 hab e Wiseman – 22 hab) e apenas 1 posto de gasolina em Coldfoot. Tudo isso somado a algumas regras não escritas para dirigir pela Dalton, fazem com que esse trecho seja bastante desafiador, por isso vale a pena se informar antes de sair (o guia Milepost é uma boa fonte de informações).

Nós saímos no dia 08/07/15 e rodamos pouco mais de 450 quilômetros até Coldfoot, mas quando a fumaça do incêndio dissipou começou a chover e foi assim que chegamos em Coldfoot. Mesmo assim, tivemos um pequeno momento para apreciar a natureza e de quebra ainda cruzamos o Círculo Polar Ártico, no paralelo 66 – muito legal!

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Como o tempo estava ruim quase desistimos de seguir em frente e, depois de uma noite mal dormida, balançamos mais ainda; mas quando saímos do alojamento o dia estava bonito e resolvemos dar uma chance para a Dalton. Em 09/07/15 seguimos norte até o assentamento de Deadhorse e acertamos! A paisagem de Coldfoot em diante mudou drasticamente e as paisagens mais bonitas que vimos nesses dois últimos dias foram nesse trecho.

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No começo da tarde chegamos em Deadhorse que é o último destino para os turistas, já que para chegar à Baía de Prudhoe é necessário ter uma autorização especial e uma excursão que te leva até o mar ártico. Em Deadhorse não há nada para fazer; essa cidade serve apenas como suporte para a operação em Prudhoe Bay e se parece com um grande canteiro de obras com poucos hotéis e nenhuma atração turística. De qualquer forma foi legal chegar até aqui.

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No caminho de volta vimos uma outra Dalton, tão bonita quanto a ida, mas o destaque ficou para o encontro com o Norio Sasaki (https://www.facebook.com/sasaki.norio.7?fref=ts), um japonês que está viajando a pé do Alasca até a Argentina, puxando uma carrocinha de 100 quilos. Encontramos com ele no meio do nada entre Deadhorse e Coldfoot (faltavam 130 km para chegar em Coldfoot) – muito legal a força de vontade e perseverança dele.

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Nós estamos realizados, com a sensação de missão cumprida! Nessa viagem chegamos à latitude 70 N em Deadhorse e 54 S em Ushuaia, cruzamos 3 vezes o Trópico de Capricórnio,  duas vezes a Linha do Equador, 1 vez o Trópico de Câncer e 1 vez pelo Círculo Polar Ártico. Agora vamos virar o nariz para o Sul e iniciar o longo caminho de volta para casa.

Alexander Supertramp

O Alasca está cheio de histórias de superação, sobrevivência em condições extremas e de pessoas que deixaram tudo para trás para viver uma nova vida. Nesse último quesito a história mais marcante para nós é a do Christopher Johnson McCandless, um americano que em 1992 abandonou tudo que tinha, adotou o nome de Alexander Supertramp e se aventurou pelo Alasca selvagem.

Sua história foi contada em um livro de Jon Krakauer em 1996 e posteriormente, em 2007, adaptada para o cinema em um filme de Sean Penn chamado Into the Wild (Natureza Selvagem no Brasil). Infelizmente a história do Chris McCandless não teve um final feliz, mas não é esse o ponto. Acreditamos que todos que estão na estrada como nós são um pouco Alexander Supetramp; não foi fácil abrir mão de tudo e chegar até aqui, mas estamos realizados e uma fase do Chris resume bem esse sentimento:

“So many people live within unhappy circumstances and yet will not take the initiative to change their situation because they are conditioned by a life of security, conformity, and conservatism, all of which may appear to give one peace of mind, but in reality nothing is more damaging to the adventurous spirit within a man than a secure future. The very basic core of a man’s living spirit is his passion for adventure.” (Chris McCandless – 1992)

“Muitas pessoas vivem dentro de circunstâncias infelizes e mesmo assim não fazem nada para mudar sua situação porque estão condicionadas a uma vida de segurança, conformidade e conservadorismo, as quais aparentemente trazem paz de espírito, mas na realidade nada é mais prejudicial para o espírito aventureiro dentro de um homem do que um futuro seguro. A base do espírito de um homem é a sua paixão pela aventura.” (Chris McCandless – 1992)

Denali National Park and Preserve

No dia 05/07/15 deixamos Anchorage sentido norte pela George Parks Highway, que liga Anchorage a Fairbanks. Nosso objetivo dessa perna da viagem era conhecer o Denali National Park, que é um dos maiores parques do EUA com mais de 24.000 quilômetros quadrados (dos 10 maiores 7 estão localizados aqui no Alasca, sendo o Denali o terceiro da lista).

Entretanto, como levamos o Godzilla para alinhar as patas antes de sair de Anchorage, acabamos passando a noite no meio do caminho e somente na manhã seguinte (06/07/15) fomos conhecer o parque. Mas valeu pois do nosso simples hotel tivemos a melhor vista das montanhas do Denali.

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Apesar de ser enorme, o Denali National Park não pode ser explorado livremente. O acesso aos carros particulares está restrito a um trecho de 15 milhas (24 quilômetros) entre a rodovia e Savage River; dali para frente somente com autorização especial (que pode ser obtida no Wilderness Center) e utilizando um dos ônibus do parque que fazem o trajeto até Kantishna na milha 90 (km 145). Tudo isso foi feito para proteger a fauna e flora do parque e manter o Denali selvagem.

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O ponto central do parque é o Denali ou Monte McKinley (já explicamos essa divergência do nome), que é o pico mais alto da América do Norte com 6.168 metros. Em dias de tempo aberto é possível ver o Denali de Anchorage, a mais de 380 quilômetros de distância – muito bonito.

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Para o povo Koyukon Athabaskan o pico mais alto da América do Norte sempre foi conhecido como Dinale ou Denali (o mais alto), mas em 1896 um minerador resolver atribuir o nome McKinley em homenagem ao candidato à presidência dos EUA William McKinley. Quando da criação do parque em 1917 o nome McKinley foi reconhecido, gerando enormes protestos do povo local, tanto que o Alaska Board of Geographic Names alterou o nome para Denali (reconhecido oficialmente somente em 2015).

Controvérsias a parte, esse é um parque muito bonito, mas vimos pouca vida selvagem. Talvez a única maneira de realmente interagir com a natureza seja fazendo um dos tours organizados pelo próprio parque e que podem levar de 4 a 11 horas, com preços que variam de 70 a 165 USD por pessoa, além da entrada do parque. Talvez uma opção sejam os shuttles que levam até pontos específicos do parque, com preços entre 27 e 35 USD, mas nos contentamos com a volta que demos.

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Dia da Independência em Anchorage

Hoje (4 de julho de 2015) comemoramos o Dia da Independência dos EUA e de quebra celebramos o centenário de Anchorage. Atualmente a cidade conta com aproximadamente 300 mil habitantes, que representa cerca de 40% da população do Estado do Alasca (o maior Estado americano em extensão territorial), mas ela começou como um acampamento para trabalhadores empregados na construção da ferrovia do Alasca.

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O acampamento sobreviveu apenas poucos meses, mas isso não tem a ver com as condições brutais do clima no Alasca; a “tent city” foi desmontada e remanejada para que no lugar pudesse ser construído um porto. Curiosamente, o nosso camping está localizado no bairro Ship Creek, a poucos metros do lugar onde ficavam as barracas (camping ontem, camping hoje).

Apesar de ter 100 anos, a Cidade de Anchorage é moderna, com avenidas largas e prédios de alvenaria. Isso porque ela teve que ser praticamente reconstruída após o fortíssimo terremoto de 27 de março de 1964, que atingiu 9.2 de magnitude (um dos mais fortes já registrados em todo mundo) e matou 115 pessoas. Segundo um guia local, o número de vítimas só não foi maior pois o terremoto aconteceu no feriado de sexta-feira santa.

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Voltando ao Dia da Independência, as comemorações no território comprado da Rússia em 1867 por 7.2 milhões de dólares, e reconhecido como estado norte americano apenas em 1959 foram bastante animadas. Logo de manhã seguimos para o Parque Delaney, que fica a poucas quadras do centro comercial de Anchorage e nos acomodamos para assistir a parada que aconteceria as 11h da manhã.

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Ganhamos bandeirinhas dos EUA e assistimos um desfile típico, com direito a motos Harley-Davidson, carros antigos, soldados na ativa e veteranos das forças armadas e muitas figuras engraçadas; até a família Okamoto marcou presença no desfile! Depois caminhamos pelo centro de Anchorage e fizemos um tour guiado pela cidade para ouvir um pouco mais da sua história.

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Essa é a primeira vez que passamos o 4 de julho nos EUA, mas não vimos os fogos de artifício por 2 motivos: (1) aqui escurece muito tarde (23h35); e (2) esse é um dos verões mais quentes e secos já registrados no Alasca e o risco de incêndio está alto, por isso ninguém sabia se haveria fogos de artifício. Mesmo assim foi legal!

Amanhã vamos levantar acampamento e continuar zanzando pelo Alasca. Agora é a vez do Denali Park e da Cidade de Fairbanks – até lá!

Península Kenai

Nossos primeiros dias no Alasca foram debaixo de chuva. Assim que cruzamos a fronteira no dia 30/06/15 começou a chover e não parou até chegarmos a Anchorage no dia 01/07/15. É uma pena pois o caminho de Tok até Anchorage é lindo, cheio de montanhas e geleiras, mas mal conseguimos ver os picos cobertos de neve em razão do tempo.

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Chegamos em Anchorage e, como o tempo tinha melhorado, ficamos em um camping próximo ao centro da cidade, mas não fizemos nada nesse dia pois queríamos organizar o roteiro dos próximos dias. No fim da tarde a Rosely e o Amabry do Vamos Pro Alasca (https://www.facebook.com/vamosproalasca) chegaram e depois de brindarmos as nossas conquistas, ficamos batendo papo e atualizando os últimos acontecimentos até tarde – muito bom!

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Na manhã seguinte (02/07/15) seguimos sentido Sul pela Península Kenai. Nosso destino era a Cidade de Seward, a cerca de 240 quilômetros de Anchorage, mas o melhor do dia foi a estrada que leva até lá. As paisagens são dignas de um cartão postal e até vimos algumas Dall Sheeps, que são típicas dessa região da América do Norte, mas muito difíceis de se encontrar.

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No começo da tarde chegamos na simpática cidade de Seward e descobrimos que ela havia sido invadida por uma verdadeira horda de turistas em seus gigantescos RVs, que estão aqui para comemorar o Dia da Independência dos EUA (4 de julho). Nesse dia acontece a Mount Marathon Race que parte do centro de Seward, sobe as Montanhas do Kenai a 930 metros e termina no mesmo lugar da largada. Por conta desse evento e do feriado de 4 de julho, foi muito difícil encontrar um lugar para ficar, mas demos um jeito.

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Depois de resolver a questão da acomodação, fomos caminhar pela cidade. Vimos alguns barcos de pesca charter retornarem cheios de salmão vermelho do Alasca fresquinho (hum!), passeamos pelas ruas de Seward, colocamos a mão na água do mar gelada (não dá para entrar de jeito nenhum) e visitamos alguns pontos históricos. Um deles é particularmente interessante, o marco zero da Iditarod Trail.

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A Iditarod Trail é uma trilha que liga a cidade de Nome (noroeste do Alasca) a Seward, passando pela cidade de Iditarod. Durante a corrida do ouro no Alasca no final do século 19, ela foi importante para levar suprimentos aos campos de mineração e exportar o ouro extraído do Alasca pelo porto de Seward. Em 1978 a Iditarod Trail foi reconhecida como uma Trilha Histórica Nacional pelo governo dos EUA.

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Apesar dessa origem interessante, talvez essa trilha seja mais conhecida pela corrida anual de trenós puxados por cachorros que parte de Anchorage e termina mais de 1800 quilômetros depois em Nome. Durante a corrida, que pode levar mais de 10 dias, os competidores (homens, mulheres e cachorros) enfrentam temperaturas que chegam a -100 Fahrenheit (-73 Celsius).

O recorde dessa competição que começou em 1973 pertence a Dallas Seaver que em 2014 terminou a corrida após 8 dias, 13 horas, 4 minutos e 19 segundos. Dallas também foi o mais novo competidor a ganhar a corrida (25 anos). Dá para imaginar participar de uma competição como essa? Depois nós que somos loucos!

Imagens da Internet

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À noite (modo de dizer pois só escureceu às 23h35 e amanheceu pouco depois das 4 da manhã) comemos um Carangueijo das Neves do Alasca (sim, aquele que aparece no programa do Discovery – Deadliest Catch!). O pernudo (como diz a Rosely do Vamos pro Alasca) pode chegar a medir um metro e meio e é servido apenas cozido, com uma manteiga derretida e um pouco de limão. Muito bom!

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Na manhã seguinte (03/07/15) decidimos retornar a Anchorage e ficar parados até depois do feriado de 4 de julho, mas antes de sair de Seward visitamos o Exit Glacier, que é uma geleira localizada dentro do Kenai Fjords National Park. Essa é a única geleira que se pode visitar sem ter que fazer um passeio de barco. Do estacionamento do parque é uma caminhada curta de cerca de 20 minutos até a geleira. Na volta ainda encontramos um alce (muito assustado) correndo ao lado da pista. Muito legal!

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Alasca – A Última Fronteira

Alasca, a última fronteira. Foram necessários 304 dias de viagem, 58 mil quilômetros, 18 países e inúmeras fronteiras, mas finalmente chegamos! Há dez meses parecia um sonho distante, mas o tempo passou, ou melhor, voou e finalmente chegamos!

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Nós cruzamos a fronteira para o Alasca por Poker Creek, no alto do Klondike Loop e lá ganhamos nosso primeiro presente da oficial de imigração norte americana: um belíssimo Caribou em nosso passaporte indicando que realmente passamos pelo Alasca.

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O caminho desde o Brasil até aqui não foi fácil. Deixar o conforto de nossa casa, a família e os amigos para viver em um carro e quartos de hotéis por quase 1 ano foi mais difícil do que imaginávamos, mas por outro lado experimentamos muitas coisas diferentes, vimos lugares incríveis e, principalmente, conhecemos muitas pessoas legais; tudo isso fez o sacrifício valer a pena!

Hoje (30/06/15) à noite (modo de falar pois quase não escurece aqui) brindamos um objetivo cumprido e estendemos esse brinde à todos vocês (família e amigos) que nos acompanham. Mas não se preocupem pois essa ainda não é a nossa despedida – ainda continuaremos zanzando por aí. Nos próximos dias vamos explorar a última fronteira americana e depois iniciaremos a jornada rumo a costa leste do Canadá/EUA.

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The Klondike Loop

De Whitehorse deixamos a Alaska Highway na manhã do dia 29/06/15 e seguimos pela Highway 2, que liga Whitehorse a Dawson City, no Yukon, Canadá e de lá segue até Tok, Alasca, EUA. Também conhecida como Klondike Loop, essa estrada muito bonita é composta por três trechos: Klondike Highway (535 km), Top of the World Highway (175 km) e Taylor Highway (102 km).

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A opção de seguir pelo Klondike Loop representou quase 200 quilômetros a mais em relação à rota mais direta pela Alaska Highway, além de vários trechos de cascalho/terra agravados pela chuva do dia 30/06/15, mas a recompensa foi conhecer a Cidade de Dawson no território do Yukon, ainda no Canadá.

Hoje, Dawson é uma cidade com pouco mais de 1.800 habitantes, mas no final do século 19, durante a corrida do ouro do Yukon, Dawson chegou a ter 40.000 habitantes, na sua grande maioria mineiros atrás do ouro do Klondike. Talvez alguns de vocês já tenham ouvido falar dessa região e da Cidade de Dawson em razão do seriado Klondike que foi produzido por Ridley Scott e exibido pelo Discovery Channel.

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Com o final da corrida do ouro e após a transferência da capital do Estado do Yukon para Whitehorse no início da década de 50, a população de Dawson City diminuiu dramaticamente para pouco mais de 600 habitantes, mas hoje a cidade vem se recuperando graças, principalmente, ao turismo.

Como Dawson ficou literalmente parada no tempo, muitas construções dos anos “dourados” da cidade continuam de pé e hoje estão sendo restauradas para abrigar serviços públicos, hotéis e restaurantes. O resultado desse esforço é uma cidade incrivelmente pitoresca; se não fossem pelos carros e RVs (muitos deles) teríamos certeza que o Godzilla voltou no tempo.

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Nossa passagem por Dawson foi rápida, mas achamos a cidade muito interessante. Infelizmente tínhamos que seguir em frente pois nosso grande objetivo (o Alasca) estava logo ali, depois do Ferry.

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Na manhã seguinte (30/06/15) saímos de Dawson, pegamos a balsa grátis que atravessa o Rio Yukon e seguimos pela Top of the World Highway. Infelizmente o tempo estava bem fechado, mas mesmo assim ficamos impressionados com a vista – muito bonita. Depois de muito pó e terra chegamos à fronteira Canadá-EUA (assunto de outro post) e de lá seguimos até a simpática Cidade de Chicken, Alasca, EUA, já no trecho final do Klondike Loop, chamado Taylor Highway, que no verão tem 23 habitantes e no inverno apenas 7; e, enfim, chegamos em Tok, Alasca, EUA.

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Alaska Highway

Depois de visitarmos Barkerville passamos a noite em Quesnel e no dia seguinte (25/06/15) seguimos até a Cidade de Chetwynd, a cerca de 1 hora de Dawson Creek. Apenas no dia 26/06/15 chegamos na Cidade de Dawson Creek, marco zero da Alaska Highway, que liga Dawson Creek a Fairbanks no Alasca e tem a extensão total de 2.395 quilômetros.

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Também conhecida como Alcan (Alaska-Canada) Highway, essa rodovia foi construída em 1942 por militares norte-americanos após o ataque japonês a Pearl Harbor, para que suprimentos e tropas pudessem ser levados dos EUA ao Alasca por terra. Apenas em 1948 a estrada foi aberta ao público e hoje ela é considerada uma grande atração para turistas de todas as partes do mundo (como nós), cheia de parques, vida selvagem e paisagens incríveis.

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No centro de Dawson Creek encontra-se o marco zero da estrada (bem no meio de um cruzamento). Em uma das esquinas está localizado um museu gratuito que conta a história da construção da estrada – muito interessante.

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Seguindo pela Alaska Highway, nossa primeira parada foi em um camping no meio do nada em Pink Mountain. Na manhã seguinte (27/06/15) seguimos até Watson Lake em uma puxada de mais de 750 quilômetros. O mais impressionante no caminho, além da paisagem, são os inúmeros RVs (recreational vehicles) que cruzamos pela estrada; também vimos algumas modificações bem interessantes.

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Em Watson Lake está localizado o curiosíssimo Sign Post Forest, que é uma verdadeira floresta de placas de todo mundo. Tudo começou em 1942, durante a construção da Alaska Highway, quando o corpo de engenheiros do exército dos EUA ergueu um poste com placas indicando distâncias para diversos lugares.

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Segundo consta, um soldado chamado Carl Lindley acrescentou uma placa com a sua cidade natal no poste, iniciando assim a tradição. Em 1992, Carl Lindley retornou a Watson Lake pela primeira vez, acompanhado de sua esposa Eleanor e ficou impressionado com o tamanho da floresta. Em uma cerimônia especial, ele recolocou a placa indicando Danville (sua cidade natal no Estado de Illinois). Nós, sem nenhuma cerimônia (com trocadilho), deixamos uma camisa da nossa seleção com os nossos nomes para a posteridade.

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No meio da tarde chegamos na Cidade de Whitehorse, Yukon, depois de ter percorrido 1425 quilômetros da Alaska Highway. Daqui faremos um desvio para seguir atrás do ouro do Alasca, mas isso é assunto para o próximo post.

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Milepost – Alaska Travel Planner

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Quando nós começamos o planejamento da viagem tivemos muita dificuldade para determinar o número de dias que levaríamos para subir de Vancouver/Canadá até o Alasca. Também sofremos bastante para traçar uma rota, apesar dos poucos caminhos que levam até o Alasca.

Os guias de viagem (lonely planet, michelin etc.) são ótimos para quem viaja de mochila ou do ponto A para o ponto B de avião, mas não servem para viajantes como nós. Não obstante, os blogs de outros viajantes e sites de viagem como o trip advisor também têm poucas informações sobre essa região.

O resultado disso tudo é que, somente agora, já no meio do caminho, conseguimos ter uma ideia mais clara do tempo, distâncias e pontos de parada, mas não foi fácil.

Uma boa dica para quem estiver planejando uma viagem para a última fronteira americana, é o guia The Milepost. Nós ficamos sabendo dele pesquisando informações sobre as condições da estrada até o Alasca, e gostamos muito do guia.

O Milepost é um guia publicado anualmente que dá informações quilômetro a quilômetro de todas as estradas ao norte de Seatle em Washington até Deadhorse (Prudhoe Bay) no Alasca, passando pelos Estados da Columbia Britânica, Alberta, Yukon e Northwest Territories no Canadá.

Ele também sugere atrações, campings e restaurantes na rota, o que facilita muito a vida dos viajantes.

Cariboo Gold Rush

Após passarmos a noite em Williams Lake seguimos na manhã seguinte (24/06/15) pela Highway 97 sentido norte. Nós havíamos planejado inicialmente seguir direto até a cidade de Prince George, mas fizemos um desvio para visitar a cidade de Barkerville, situada a cerca de 80 quilômetros da Highway 97.

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No seu auge, Barkerville foi a maior cidade ao norte de San Francisco e a oeste de Chicago. Essa cidade foi fundada em 1861 por um inglês chamado Billy Barker durante a corrida do ouro na Columbia Britânica, conhecida como Cariboo Gold Rush.

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Em meados da década de 1860, Barkerville tinha cerca de 5.000 habitantes e uma interessante característica: a cidade era dividida entre a parte europeia e Chinatown, que era facilmente identificada pelo portal e casas decoradas com lanternas orientais e letreiros em chinês.

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European Town

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Chinatown

Em 16 de setembro de 1868, Barkerville foi quase totalmente destruída por um incêndio que se espalhou rapidamente pelos prédios de madeira, mas foi rapidamente reconstruída e continuou prosperando até que a crise de 1930 derrubou os preços do ouro, resultando no declínio da cidade.

Apenas em 1997 o governo da Columbia Britânica decidiu que a cidade deveria ser restaurada e aberta ao turismo. Os poucos habitantes que ainda viviam em Baskerville foram transferidos para a New Barkerville durante os trabalhos de restauração e hoje a cidade com cerca de 125 prédios é um parque aberto ao público.

Caminhar por suas ruas é como voltar no tempo. Além dos prédios muitas pessoas que trabalham no parque se vestem com trajes típicos do início do século 20 e até utilizam ferramentas da época. Nós vimos um ferreiro trabalhando, um outro minerador procurando pepitas no cascalho com uma bateia e fizemos um tour por chinatown com uma guia chinesa.

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Ouro!

A cidade tem atividades o dia inteiro e o ingresso é válido para dois dias. É possível até ficar em um dos 3 hoteis que ocupam os edifícios históricos e comer em um dos inúmeros cafés e restaurantes espalhados pela cidade (nós almoçamos em um restaurante chinês em chinatown) – MUITO LEGAL!

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Sea-to-Sky Highway

Após uma tarde muito agradável em Vancouver saímos na manhã seguinte (22/06/15) com destino a Whistler, uma charmosa cidade a cerca de 2 horas de Vancouver que foi sede das Olimpíadas de Inverno do ano 2010. No caminho ainda paramos no Capilano Suspension Bridge.

O Capilano Suspension Bridge é um parque situado nos arredores de Vancouver e sua maior atração é uma ponte suspensa com 140 metros de comprimento a 70 metros do Rio Capilano. A ponte inaugurada em 1889 foi originalmente construída com tábuas de cedro e cordas, mas foi totalmente reconstruída posteriormente.

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Além da ponte o parque conta com uma trilha que beira o cânion com muitas informações sobre a vegetação e animais da região. Também tem um passeio pela copa das árvores chamado Treetops Adventure que é muito legal, mas a grande surpresa foi o cliff walk, que é um passeio pela beirada do cânion inaugurado em 2011.

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Saindo do Capilano Suspension Bridge seguimos para Whistler pela CA-99, também conhecida como Sea-to-Sky Highway. Só a estrada já vale o passeio, mas a cereja do bolo é a vila de Whistler.

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Conhecemos Whistler em 2009 em nossa lua de mel e a cidade estava nos preparativos finais para receber as Olimpíadas de Inverno de 2010. Na época gostamos muito do clima da cidade, com um calçadão onde carros não entram, restaurantes e hoteis, e dessa vez não foi menos gostoso.

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Caminhamos pela vila e jantamos em um restaurante muito gostoso, mas como tudo que é bom dura pouco, na manhã seguinte (23/06/15) seguimos em frente pela Sea-to-Sky highway sentido norte até a cidade de Williams Lake, onde paramos.

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Agora começamos definitivamente nossa subida rumo ao Alasca!

Hoje (21/06/15), após 295 dias e 54 mil quilômetros, entramos no décimo oitavo país dessa incrível jornada, o Canadá. Nossa porta de entrada foi pela Cidade de Vancouver, na Província da Columbia Britânica, e foi bem tranquila. Apenas respondemos algumas perguntas e em seguida fomos liberados sem ter que passar pela vistoria de aduana.

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De Bellingham/EUA a Vancouver/Canadá são menos de 100 quilômetros e por isso tivemos tempo de sobra para caminhar por essa cidade incrível. A última vez que estivemos aqui foi no outono de 2009 em nossa lua de mel, então já dá para imaginar que guardamos uma ótima lembrança dessa Cidade.

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Infelizmente não deu para ficar no mesmo hotel que ficamos em nossa lua de mel (até cogitamos, mas o bom senso e o bolso disseram não – rs), mas caminhar pelas ruas do centro e relembrar o que vimos em 2009 foi muito legal. Passeamos pelo bairro de Gastown, vimos o relógio a vapor apitar às 15h e depois seguimos para o centro comercial na Robson Street.

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Uma surpresa muito boa foi o Vancouver Jazz Festival que estava acontecendo em frente ao Vancouver Art Gallery. Esse festival começou há algumas semanas e no último dia 19 contou com a presença do Buddy Guy (famoso jazzista de Chicago), pena que não estávamos aqui! Ficamos um tempinho no festival (que é de graça!) curtindo um som e aproveitando o tempo maravilhoso que estava fazendo em Vancouver (quem conhece sabe que aqui chuva é normal).

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Nossa primeira passagem pelos EUA foi marcada por problemas com o Godzilla, mas mesmo assim aproveitamos bastante o nosso tempo por aqui, encontramos outros brasileiros que estão na estrada e descobrimos mitas coisas novas. Nossa passagem pelos EUA não terminou, mas vamos publicar uma prévia dos números dos primeiros 47 dias por aqui.

Com isso, seguem os números parciais da nossa passagem pelos EUA:

GPS

Km total rodado 14.632*
Km médio/dia 311
Dias com o carro parado 13
Paradas policiais 2
Paradas fitosanitárias 1

* Considera 3.400 quilômetros que rodamos com carros alugados

Diesel

Litros consumidos 1274,4
Autonomia média Km/L 8,75*
Litro mais caro (USD) 1,138
Litro mais barato (USD) 0,713
Valor médio diesel (USD) 0,835

* Não considera a quilometragem que rodamos com carros alugados

Calendário

Data inicial 05.05.15
Data final 21.06.15
Número de dias total 47
Departamentos (Estados) 6

Clima

Condição Dias
Sol 31
Nublado 5
Neblina 1
Neve 2
Chuva 3
Sol/Chuva 5
Calor > 20 30
Normal 12
Frio < 10 1
Frio < 0 4

Acomodação

Condição Dias
hotel 35
acampamento 10
hostel
casa 2

Nessa primeira passagem pelos EUA ficamos quase 50 dias, então resolvemos fazer uma prévia dos hotéis e números da viagem. Os hotéis nos EUA não são baratos e para piorar estamos na alta temporada (férias de verão); os campings por sua vez são comuns, mas muitos só aceitam trailers ou RV’s (recreational vehicles) e outros só barracas, mas mesmo assim passamos mais de 10 dias acampados.

Vejam onde ficamos e o que achamos:

PHOENIX (05/05/15 e 12/05/15)

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Econo Lodge Airport (https://www.choicehotels.com/arizona/phoenix/econo-lodge-hotels/az191). Um hotel simples, mas muito confortável. Ar condicionado nos quartos, wifi, estacionamento aberto, piscina, lavanderia (coin laundry) e café da manhã.

Nossa classificação – Bom

PHOENIX (07/05/15 e 13/05/15)

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Holiday Inn Express Phoenix/Chandler (http://www.ihg.com/holidayinnexpress/hotels/us/en/phoenix/phxcd/hoteldetail?cm_mmc=GoogleMaps-_-ex-_-USEN-_-phxcd). Após o susto com o Godzilla, ficamos no Holiday Inn Express que fica próximo a casa do Gerry e da Sandy em Phoenix. O hotel é muito confortável, com piscina, wifi grátis, estacionamento aberto e café da manhã.

Nossa classificação – Muito bom

SAN DIEGO (08/05/15)

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Motel 6 Downtown (https://www.motel6.com/en/motels.ca.san-diego.1419.html). Ao contrario do Brasil, nos EUA motel tem um significado diferente, são apenas acomodações econômicas. O Motel 6 é uma rede espalhada por todos EUA. Os quartos são simples, mas limpos e funcionais. Wifi pago (3 USD/dia), estacionamento aberto, ar condicionado e TV a cabo.

Nossa classificação – Bom

LOS ANGELES – ANAHEIM (10/05/15)

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Little Boy Blue Motel (http://littleboyblueanaheim.com). Um Motel simples a poucas quadras da entrada da Disneyland em Anaheim. O preço não é dos melhores, mas é bem mais em conta que os outros hotéis próximos ao parque. Considerando o valor que você gasta na Disney, acaba sendo uma barganha esse hotel. Wifi (muito bom), estacionamento aberto, ar condicionado e piscina.

Nossa classificação – Razoável

LOS ANGELES – LAGUNA HILLS (11/05/15)

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Laguna Hills Lodge (http://www.lagunahillslodge.com). Como o Godzilla passou a manhã na oficina para verificar um vazamento de fluído da direção hidráulica, decidimos ficar uma noite mais em Orange County na região de Los Angeles. O hotel é muito confortável, com quartos amplos e limpos, estacionamento aberto, wifi grátis e café da manhã.

Nossa classificação – Muito bom

FLAGSTAFF (14/05/15)

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Mormon Lake Campground (http://www.mormonlakelodge.com/mormon-lake-camping). Participamos da feira Overland Expo West (http://www.overlandexpo.com/west/) e ficamos acampados na área de camping com outros brasileiros que estavam participando da feira. As duchas eram pagas (o valor subiu de 25 cents para 2 dólares do dia para a noite), não havia eletricidade e banheiros apenas químicos. Os maiores problemas foram a chuva, frio e neve, que transformaram nosso acampamento em um lamaçal. Carros atolados, roupas e sapatos imundos. Por conta disso saímos da feira mais cedo.

Nossa classificação – Ruim

KINGMAN (16/05/15)

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Days Inn Kingman East (http://www.daysinn.com/hotels/arizona/kingman/days-inn-kingman-east/hotel-overview). Como o tempo estava muito ruim no Mormon Lake, fechamos tudo molhado, enfiamos nossas coisas no carro e saímos da área de camping do Overland Expo. Seguimos sentido Los Angeles até encontrarmos um lugar mais quente e com tempo seco para poder secar a barraca e o toldo, limpar o Godzilla por dentro e arrumar as coisas. Em razão disso, o hotel não importou muito. Café da manhã, quartos com ar condicionado, wifi e estacionamento aberto.

Nossa classificação – Bom

GRAND CANYON (17/05/15)

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Best Wester Premier Grand Canyon Square Inn (http://book.bestwestern.com/bestwestern/US/AZ/Grand-Canyon-hotels/BEST-WESTERN-PREMIER-Grand-Canyon-Squire-Inn/Hotel-Overview.do?propertyCode=03049&group=&srcPage=SelectHotel&isMapOpen=false&selectedHotels=). Próximo a entrada Sul do Grand Canyon não existem muitas opções de acomodação e as poucas que existem são muito caras. Ficamos no Best Western que tem wifi, estacionamento aberto, piscina, mas não tem café da manhã.

Nossa classificação – Muito bom

KAYENTA (18/05/15)

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Hampton Inn Kayenta (http://hamptoninn3.hilton.com/en/hotels/arizona/hampton-inn-kayenta-KAYAZHX/index.html). Um hotel do grupo Hilton a cerca de 40 quilômetros do Monument Valley. Não existem opções em Kayenta e os preços estão acima da média. O hotel é confortável, com estacionamento aberto, wifi, piscina aquecida, café da manhã e restaurante.

Nossa classificação – Muito bom

PAGE (19/05/15)

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Page Lake Powell Campground (http://pagecampground.com). Primeiro camping em território americano. Estávamos preocupados pois em Page todos os hotéis disponíveis tinham diárias acima de 150 USD (um absurdo para um Motel 6). Achamos esse camping sem querer e entramos para perguntar. Nos EUA muitos RV parks só recebem trailers e não tem banheiros ou chuveiros, outros só aceitam barracas, o que não nos ajuda em nada. Wifi (lento), chuveiros e banheiros, terreno um pouco irregular e próximo a rodovia (um pouco barulhento), mas compensou pelo valor (17 USD).

Nossa classificação – Bom

KANAB (20/05/15)

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The Hitch-N-Post RV Park (http://www.hitchnpostrvpark.com). Um bom camping e RV park. A área para barracas fica no fundo e é bem menos barulhento. O terreno é razoavelmente nivelado e o camping conta com wifi (bom), banheiros com chuveiros quentes (apenas um chuveiro e um vaso) e supermercado próximo.

Nossa classificação – Bom

BRYCE CANYON NATIONAL PARK (21/05/15)

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Bryce Canyon North Campground (http://www.nps.gov/brca/planyourvisit/campgrounds.htm). Ficamos acampados dentro do Parque Nacional. O custo do camping é relativamente baixo (15 USD), mas os chuveiros são pagos (2 USD) e distantes da área de camping (1o min. caminhando). Ainda assim foi legal ficar no parque. Pudemos fazer caminhadas sem se preocupar com o horário. Banheiros com água quente, mesas de picnic e muito verde. Não tem wifi ou energia elétrica.

Nossa Classificação – Razoável

ST. GEORGE (22/05/15)

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Ramada St. George (http://www.ramada.com/hotels/utah/st-george/ramada-st-george/hotel-overview). Um hotel da rede Ramada com estacionamento aberto, piscina, lavanderia, wifi grátis e café da manhã. Próximo a um outlet e restaurantes.

Nossa classificação – Bom

LAS VEGAS (24/05/15)

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Treasure Island (http://www.treasureisland.com). Las Vegas tem acomodações para todos os gostos e bolsos. Escolhemos o Treasure Island que fica na Strip (Las Vegas Boulevard). Esse hotel é um pouco antigo; eu (Dan) já havia ficado aqui em 1995 e pouco mudou, mas mesmo assim nos atende muito bem. O estacionamento (self-parking) tem um andar para carros grandes (oversized) e o Godzilla entrou nesse piso, então ficamos mais tranquilos. Wifi (pago – 24 USD/dia), piscina, casino, restaurantes, bares, lojas etc.

Nossa classificação – Muito bom

DEATH VALLEY (28/05/15)

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Panamint Springs Resort (http://www.panamintsprings.com). A apresentação no site é melhor que o lugar ao vivo, mas dá para ficar. Como o Godzilla está na oficina, tivemos que ficar em uma tenda montada pelo hotel. Apenas duas camas de campana e a barraca de lona. Banheiros comunitários e um restaurante do outro lado da estrada. Além das barracas eles tem área de camping para barracas normais, RVs e alguns quartos simples atrás do restaurante. Não tem wifi, nem sinal de celular.

Nossa classificação – Razoável

MAMMOTH LAKES (30/05/15)

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Travelodge Mammoth Lakes (http://www.travelodge.com). Mammoth Lakes é um lugar com muitas opções de acomodações, mas por ser uma estação de ski, mesmo fora da temporada é bem caro. Ficamos no travelodge, que é um hotel de rede. O hotel é um pouco antigo e está precisando de uma manutenção urgente. Os quartos são grandes, mas desatualizados. Estacionamento, wifi (muito bom), café da manhã e lavanderia.

Nossa classificação – Razoável

YOSEMITE PARK (31/05/15)

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Housekeeping Camp (http://www.yosemitepark.com/housekeeping-camp.aspx). Um camping no Yosemite Village. Muito bem localizado, próximo ao Visitor Center. Tem banheiros coletivos, lavanderia e um mercadinho. As barracas são pré-montadas com 3 paredes de alvenaria, teto e uma parede de lona. Todas contam com energia elétrica e uma churrasqueira, uma cama de casal e um beliche, mas é possível acrescentar até duas camas extras. Existe uma área externa com uma mesa para 6 pessoas, uma pequena bancada para cozinhar e um armário para guardar comida (a prova de ursos). Não tem wifi.

Nossa classificação – Muito bom

LOS ANGELES – SAN BERNARDINO (03/06/15)

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La Quinta Inn San Bernardino (http://www.lq.com/en/findandbook/hotel-details.san-bernardino.html?cid=YEXT570). Voltamos para Los Angeles para pegar o Godzilla que está na oficina. Ficamos no La Quinta Inn que é um hotel de rede onde também estavam hospedados o Xixo, Francisco e Barbara da Nossa Grande Viagem. O hotel é bom, com quartos grandes e limpos. Estacionamento aberto e wifi, além de restaurantes próximos.

Nossa classificação – Muito bom

LOS ANGELES – LAKE FOREST (05/06/15, 10/06/15 e 14/06/15))

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Quality Inn & Suites Irvine Spectrum (https://www.choicehotels.com/california/lake-forest/quality-inn-hotels/cac63?source=yext). Ficamos próximos a oficina que consertou o Godzilla para poder organizar a bagunça antes de seguir em frente. Hotel de rede com wifi, estacionamento aberto, lavanderia, piscina e café da manhã.

Nossa classificação – Razoável

SAN LUIS OBISPO (06/06/15)

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Ramada Olive Tree San Luis Obispo (http://www.ramadasanluisobispo.com). Encontramos o Ramada por acaso. Os hotéis de San Luis Obispo são bem caros. Esse Ramada tem quartos claros com wifi (lento), estacionamento aberto, piscina e café da manhã. O nosso quarto tinha duas camas, mas uma delas estava quebrada.

Nossa classificação – Razoável

SAN FRANCISCO – CORTE MADERA (08/06/15)

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Best Western Corte Madera Inn (http://book.bestwestern.com/bestwestern/US/CA/Corte-Madera-hotels/BEST-WESTERN-Corte-Madera-Inn/Hotel-Overview.do?propertyCode=05259&group=&srcPage=SelectHotel&isMapOpen=false&selectedHotels=) Um Best Western com destaque para a piscina. A diária é um pouco salgada, mas é mais barato que os hotéis de San Francisco. Fica convenientemente localizado ao lado de um shopping.

Nossa classificação – Muito bom

NAPA (09/06/15)

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Wine Valley Lodge (http://www.winevalleylodge.com). Um hotel na entrada da Cidade de Napa. É confortável, mas fica distante do centro, onde estão os restaurantes e bares. O wifi é muito lento, estacionamento aberto, piscina e café da manhã.

Nossa classificação – Razoável

FRESNO (12/06/15)

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Best Western Plus Fresno Airport (http://www.bwfresnoairporthotel.com). Um ótimo hotel próximo ao aeroporto de Fresno. Estacionamento aberto, piscina, wifi (muito bom) e café da manhã.

Nossa classificação – Muito bom

VISALIA (13/06/15)

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La Quinta Visalia (http://www.laquintavisaliasequoiagateway.com). Um hotel da rede La Quinta com piscina, café da manhã, estacionamento aberto e wifi. Não tem muita coisa próxima ao hotel, então comer pode ser um pouco complicado, mas dá para passar a noite.

Nossa classificação – Muito bom

RED BLUFF (17/06/15)

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Best Western Red Bluff (http://book.bestwestern.com/bestwestern/processSearchHotel.do?iata=00170260&city=Red_Bluff&stateCode=CA&countryCode=US&sob=PBMS2&PBM2002688&cm_mmc=PS-_-PBMS2-_-red%20bluff-_-best%20western%20red%20bluff). O carro finalmente ficou pronto e resolvemos dar uma esticada para ganhar tempo. Chegamos em Red Bluff e ficamos no Best Western, que é muito confortável. Piscina, wifi (razoável), café da manhã, estacionamento aberto.

Nossa classificação – Muito bom

SALEM (18/06/15)

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La Quinta Inn & Suites Salem (http://www.laquintasalemor.com). Vimos uma placa na estrada que dizia que todos os quartos eram novos e resolvemos conferir. Sim, o hotel foi reformado há pouco tempo e tudo está com cheiro de novo. Quartos bons, com wifi, café da manhã e estacionamento aberto.

Nossa classificação – Muito bom

SEATTLE (19/06/15)

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Sleep Inn Seatac (https://www.choicehotels.com/washington/seatac/sleep-inn-hotels/wa090). Esse fim de semana era dia dos pais e tinha uma etapa do PGA (torneio de golfe professional) em Tacoma, cidade vizinha a Seattle. Resultado, quase ficamos sem lugar para ficar. Tudo estava cheio e os poucos lugares que tinham vagas estavam cobrando o dobro da tarifa normal. O jeito foi encarar. Estacionamento aberto, wifi (mais ou menos) e café da manhã

Nossa classificação – Bom / Custo benefício – Ruim

BELLINGHAM (20/06/15)

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Econo Lodge Inn & Suites Bellingham (https://www.choicehotels.com/washington/bellingham/econo-lodge-hotels/wa228). Bellingham é a última cidade antes da fronteira com o Canadá. Como Seattle estava muito caro resolvemos subir até a fronteira e procurar um lugar para ficar. O Econo Lodge é um hotel simples, mas nos atende bem. Wifi (ruim), estacionamento aberto e café da manhã.

Nossa classificação – Razoável

Goodbye, USA

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Depois de 3 dias em Los Angeles finalmente conseguimos resolver os problemas do Godzilla e pudemos seguir viagem. Como estávamos cansados de tantas idas e vindas a Los Angeles, decidimos dirigir direto e só parar para dormir.

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No primeiro dia (17/06/15) rodamos quase 929 quilômetros de Los Angeles a Red Bluff (acima de Sacramento); no dia seguinte (18/06/15) rodamos mais 667 quilômetros de Red Bluff a Salem, capital do Estado do Oregon (sim, finalmente saímos da Califórnia); e no terceiro dia (19/06/15) rodamos 351 quilômetros de Salem a Seattle, no Estado de Washington.

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Nossa ideia era descansar alguns dias em Seattle antes de cruzar para o Canadá, mas demos o azar de chegar no fim de semana do Dia dos Pais, no meio das férias de verão e com uma etapa do PGA (torneio de golfe profissional) na cidade de Tacoma, vizinha a Seattle. O resultado disso foi sentido nos hoteis e campings que estavam absolutamente lotados e muito acima do preço normal.

Conseguimos ficar em uma cidade próxima a Seattle (pagando o preço de caviar por um patê de fígado – rs) e no dia 20/06/15 fomos conhecer a cidade. Seattle é conhecida por uns como um grande hub de indústrias limpas e negócios sustentáveis, mas para outros será sempre o berço do movimento grunge e de bandas como Pearl Jam, Nirvana, Soundgarden e Alice in Chains.

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Também foi em Seattle que surgiu a famosa rede Starbucks, salvação para todos os overlanders com seu café quente e wifi GRÁTIS! O primeiro Starbucks ainda está lá, no mesmo lugar em frente ao Pike Market, mas é quase impossível entrar nesse Starbucks em razão das filas.

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Nosso passeio por Seattle começou no Seattle Center, onde está localizada a torre Space Needle, que foi construída em 1962 para a Feira Mundial. A torre tem 184 metros de altura e na época de sua construção era a estrutura mais alta a oeste do Rio Mississipi. Hoje seus milhares de visitantes podem admirar a vista de Seattle do observatório localizado a 160 metros de altura.

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Saindo da torre pegamos o Monorail, que também foi construído para a Feira Mundial e tinha um visual (imaginamos) futurístico para os anos 60, e seguimos até o centro da cidade onde caminhamos até o Pike Market. Por ser sábado estava absurdamente cheio de pessoas, produtores locais, artistas de rua etc. – muito legal!

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Infelizmente nosso tempo em Seattle foi abreviado pelo custo dos hoteis, então o jeito foi comer algo na rua e retornar para o Seattle Center de onde seguimos para a cidade de Bellingham, que fica quase na fronteira com o Canadá, nosso próximo destino.

Essa primeira passagem pelos EUA foi marcada por alguns problemas com o Godzilla e tivemos que retornar muitas vezes a Los Angeles até finalmente conseguirmos arrumar o carro, por isso tivemos pouco tempo para explorar os Estados do Oregon e Washignton. Esperamos um dia retornar com calma para conhecer a cidade de Portland e explorar Seattle com um pouco mais de calma.

Iô-Iô na Califórnia

Não, não ficamos loucos e sim, o título está correto. Por conta de problemas com o carro estamos indo e voltando a Los Angles em um verdadeiro efeito iô-iô.

Após San Francisco no dia 09/06/15 nós fomos para Napa, famosa região produtora de vinhos na Califórnia, mas o nosso passeio foi abreviado pois voltamos a ter problemas com o Godzilla. Como o problema poderia estar relacionado com a manutenção que fizemos em Los Angeles, decidimos que o melhor seria retornar à oficina.

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Assim, no dia 10/06/15 saímos cedo de Napa e retornamos a Los Angeles. No mesmo dia a oficina liberou o Godzilla (aparentemente era apenas um problema com o isolador da bateria que tinha queimado) e no dia seguinte (11/06/15) seguimos para Sacramento, capital da Califórnia, onde ficamos hospedados na casa do Jan e Robin Smutny-Jones.

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Infelizmente quando chegamos em Sacramento o carro voltou a apresentar o mesmo problema e suspeitamos que o alternador que foi instalado em Los Angeles esteja sobrecarregando e queimando o sistema. Essa foi uma das peças mais caras da manutenção (mais de 700 USD) e não estávamos dispostos a gastar novamente com mão de obra e peças, por isso decidimos retornar mais uma vez a Los Angeles.

Não sabemos se é falta de sorte nossa ou falta de competência da oficina, mas enfim. Poderíamos até ficar bravos com essa situação toda, mas preferimos não deixar isso nos afetar e parafraseando o Xixo da Nossa Grande Viagem, decidimos ser felizes e encarar esse episódio como um mero contra tempo em nossa viagem.

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Não é só Land Rover que quebra.

Como só conseguiremos levar o carro para a oficina na segunda-feira (15/06/15), paramos em Fresno (metade do caminho entre Sacramento e Los Angeles) no dia 12/06/15 e no sábado 13/06/15 fomos ao Sequoia National Park. O dia estava muito bonito e quente (38 graus) e vimos algumas sequoias maiores do que as que vimos no Yosemite National Park, mas o destaque ficou para dois ursos (os primeiros) que vimos na beira da estrada. Muito legal!

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As sequóias:

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Os destaques do dia:

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Amanhã (14/06/15) voltaremos para Los Angeles e na segunda-feira (15/06/15) levaremos o Godzilla novamente à oficina.

Smutny-Jones Family

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Como comentamos em um post anterior, durante a nossa estadia no hotel Explora de San Pedro de Atacama entramos acidentalmente em um tour privativo de grupo de executivos e políticos da Califórnia. Lá conhecemos o Patrick Mason, que visitamos em nossa passagem por San Francisco e também o Jan Smutny-Jones, que mora em Sacramento.

Quando nos despedimos, o Jan disse se chegássemos a Califórnia dirigindo poderíamos ligar para ele e ficar em sua casa em Sacramento. É claro que aceitamos e assim que chegamos aos EUA mandamos uma mensagem para o Jan. Chegamos em Sacramento no dia 11/06/15 e apesar de ser no meio da semana, o Jan fez questão de nos receber em sua casa por uma noite.

Encontramos com ele no centro de Sacramento, próximo ao seu escritório, e de lá seguimos para sua casa onde conhecemos a sua esposa Robin e sua filha Corinna, a Laura e seus filhos, a cadela Tofu e os gatos Tinkerbell e Romeo, tomamos um ótimo vinho californiano, jantamos um ótimo steak preparado pelo Chef Jan e tivemos uma ótima noite de descanso.

Jan, Robin e Corinna, muito obrigado pela hospitalidade. Adoramos conhecê-los!

Um grande abraço,

Dan e Lica

*     *     *

As we mentioned in a previous post, during our stay at the Atacama Desert Explora Hotel we accidentally joined a private tour for a group of Californian businessmen and politicians. During the tour we met Patrick Mason from San Francisco and also Jan Smutny-Jones from Sacramento.

When the tour ended Jan said that if we drive to California we could stay with them. Obviously we accepted and when we arrived in the USA we sent a message to Jan. We arrived in Sacramento on June 11, 2015 and even though it was in the middle of the week, Jan kindly opened his house to us.

We met Jan in Sacramento’s downtown, close to his office and went to his house where we met his wife Robin and their daughter Corinna, Laura and her kids, the dog Tofu and the cats Thinkerbell and Romeo. We had a great Californian wine with a delicious steak prepared by Chef Jan and had a great night of rest.

Jan, Robin and Corinna, thank you so much for the hospitality. We really loved to meet you!

All the best,

Dan and Lica

Big Sur e San Francisco

Após uma noite em San Luis Obispo, saímos na manhã do domingo (07/06/15) com destino a uma de nossas cidades americanas favoritas, San Francisco. Escolhemos seguir pela Highway 1 e passar pelo Big Sur, que tem cerca de 140 quilômetros de extensão, entre San Luis Obispo e Carmel.

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Esse trecho da Highway 1 é incrível! A cada curva (e não são poucas) o cenário é mais bonito, mas infelizmente o tempo estava fechado e a neblina muito forte. Essa é a segunda vez que passamos por esse trecho da estrada e da outra vez também pegamos uma neblina muito forte (coisas da primavera/verão californianos).

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Mesmo com o tempo fechado ainda conseguimos parar em alguns mirantes e admirar a paisagem. Em Carmel também fizemos um trajeto conhecido como 17 Miles, que passa por dentro de uma área residencial, mas confessamos que a maior atração para nós era o campo de golfe Pebble Beach Golf Links, que recebe uma das etapas do PGA Tour (torneio de golfe profissional americano).

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À tarde chegamos em San Francisco e fomos direto para a casa do Patrick e Chris Mason, que nos receberam por uma noite. Jantamos com eles, seu filho Dan (meu xará) e a sua esposa Natalie e aproveitamos para comemorar o aniversário do Dan (o xará!) que tinha sido na semana passada.

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Na manhã seguinte (08/06/15), tomamos o café da manhã com o Patrick e a Chris e saímos com destino a Napa. Como o dia estava muito bonito e o trecho seria curto (aproximadamente 100 km), decidimos dar uma volta por San Francisco; paramos no mirante da ponte Golden Gate, mas 15 minutos depois uma forte névoa escondeu a ponte.

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Na hora que chegamos

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5 minutos depois

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10 minutos depois

De lá seguimos até o Fishersman’s Wharf, onde almoçamos.

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Saímos de San Francisco e pretendíamos passar em Sausalito ainda. Quando estávamos chegando lá recebemos uma mensagem da Bárbara da Nossa Grande Viagem (http://www.nossagrandeviagem.com) dizendo que eles estavam a caminho de Sausalito para almoçar. Pronto, foi a desculpa que precisávamos para ficar mais um pouquinho.

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No final acabamos não chegando em Napa. Ficamos pelo caminho, mas foi muito bom o passeio por San Francisco e principalmente encontrar o Xixo, a Bárbara e o Francisco novamente.

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Mason Family

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Em nossa passagem pelo Explora de San Pedro de Atacama – Chile, em novembro de 2014, acidentalmente saímos para um passeio com um grupo fechado de empresários e políticos da Califórnia que estavam no Chile a trabalho. Obviamente não é legar ser um “penetra”, mas a culpa não foi nossa e só ficamos sabendo disso no meio do caminho, quando o Patrick Mason explicou que esse era um grupo fechado (rs).

O Patrick, ou Paizão como é chamado por seus amigos brasileiros, foi muito simpático e durante o passeio tivemos a oportunidade de conversar um pouco e contar sobre a nossa aventura. Naquele momento os EUA pareciam um sonho distante; não tínhamos nem completado 3 meses de estrada e ainda estávamos no quarto país da viagem. Mesmo assim, no final do passeio trocamos cartões com o Patrick e recebemos o convite para visitá-lo em San Francisco.

O tempo passou, nós avançamos no nosso roteiro e quando chegamos em Phoenix mandamos uma mensagem para o Patrick para dizer que finalmente chegamos nos EUA e que em pouco mais de 30 dias passaríamos por San Francisco. Ficamos muito felizes quando recebemos um email de volta dando as boas vindas e com um convite para ficarmos em sua casa em San Francisco (é claro que topamos!).

Assim, no dia 07/06/15 chegamos em San Francisco e fomos direto para a casa do Paizão, que apesar de ter retornado no dia anterior de uma viagem a Austrália, nos recebeu de braços abertos. De quebra, ainda ficamos sabendo que o jantar seria especial pois comemoraríamos o aniversário do seu filho Dan (meu xará), que tinha sido na semana anterior e da sua esposa Chris.

Um pouco mais tarde a Chris, o Dan e sua esposa Natalie chegaram e ficamos batendo um papo muito animado. Antes do jantar ainda assistimos ao segundo jogo das finais da NBA (o time de San Francisco – Golden State Warriors – está na final), mas apesar da nossa torcida os Warriors perderam o jogo por apenas 2 pontos (95 a 93).

O jantar estava ótimo e a conversa melhor ainda! O clima estava tão bom que nem vimos a hora passar e quando nos demos conta já eram quase 10 da noite. O Dan e a Natalie fora para sua casa e nós para o nosso aconchegante quarto. Hoje de manhã, após uma ótima noite, tomamos café da manhã com a Chris e o Patrick e seguimos nosso caminho.

Paizão, Chris, Dan e Natalie, muito obrigado pela hospitalidade. Adoramos conhecê-los e esperamos revê-los em breve.

Um grande abraço,

Dan e Lica

*     *     *

In the Explora Hotel of San Pedro de Atacama – Chile, in November 2014, we accidentally joined a private tour of a group of Californian businessmen and politicians that were in Chile for professional reasons. Obviously we had no idea that the tour was private and we only realized that in the middle of the way when Patrick Mason told us about the group.

Patrick (aka Paizão by his Brazilian friends) was really nice to us and during the tour we had the chance to talk and tell about our ongoing adventure. In that moment the USA were just a distant dream; we hadn’t even completed 3 months in the road and Chile was only the fourth country of the trip. In the end of the tour we’ve traded cards and Patrick invited us to visit him in San Francisco.

Time has passed, miles and countries stayed behind and when we finally arrived in Phoenix we sent a message to Patrick to say hello. We were really happy when we received a welcome email back with the invitation to stay in his home in San Francisco.

Yesterday (Jun 07, 2015) we arrived in San Francisco and went straight to Paizão’s home that despite of the jet lag from the trip to Australia, was there waiting for us. Patrick also mentioned that dinner would be special because they would be celebrating his son’s (Dan – like me) and his wife (Chris) birthdays – What a nice surprise!

His wife Chris, Dan and Natalie arrived just after us and before dinner we watched the second game of the NBA’s playoffs (the Golden State Warriors are in the finals), but despite of our efforts and support, the Warriors loose the game for a difference of only 2 points (95 x 93).

After a perfect dinner Dan (my xará) and Natalie went home and we went to our cozy room to rest. This morning we had breakfast with Chris and Patrick and got back to the road.

Paizão, Chris, Dan and Natalie thank you so much for the hospitality and the great time. It was an immense pleasure meeting you all and we hope to see you again soon.

Um grande abraço,

Dan e Lica

A Volta do Godzilla!

Como mencionamos em um post anterior, no dia 26/05/15 deixamos o Godzilla na West Coast Rovers em Los Angeles para arrumar a correia do alternador que arrebentou a caminho de Las Vegas e, já que ele ficaria lá alguns dias a espera de peças, aproveitamos para fazer uma revisão geral.

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O nosso companheiro de viagem ficou 10 dias no total em seu SPA e saiu de lá tinindo sem o vazamento do diferencial traseiro, com o alternador e correias novos, baterias novas, suspensão nova, freios revisados, óleos e filtros trocados; enquanto isso fomos ao Death Valley e Yosemite National Park com um carro alugado.

Voltamos a Los Angeles (terceira vez nessa viagem) na quarta-feira (03/06/15), mas o Godzilla ainda não estava pronto. Então, aproveitamos para encontrar com o Xixo, Francisco e Bárbara da Nossa Grande Viagem (http://www.nossagrandeviagem.com) que também estavam em Los Angeles tentando resolver os problemas mecânicos da Lola, sua companheira de viagem.

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No dia 04/06/15, apesar do tempo nublado e frio, usamos a desculpa de que levaríamos o Fran e a Bá para o Six Flags Magic Mountain para que pudéssemos ter outro dia de criança nessa viagem. A última vez que eu (Dan) estive nesse parque foi há exatos 20 anos e, infelizmente, esses anos pesam; descobrimos que não temos mais o mesmo pique do Fran (15 anos) e da Bá (14 anos), mas foi um dia incrível!

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Finalmente, no dia 05/06/15, o Godzilla voltou! Acho que nossa alegria e alívio nos ajudaram a digerir a salgada conta da oficina (nos EUA é mais fácil encontrar peças e equipamentos, mas a mão de obra é caríssima). Passamos o resto do dia arrumando a bagunça e planejando o roteiro dos próximos dias.

Hoje (06/06/15) demos uma volta rápida por Hollywood e finalmente saímos de  Los Angeles (esperamos que seja a última vez) pela Pacific Highway com destino a San Luis Obispo.

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A paisagem é muito bonita, mas é apenas uma amostra do que veremos amanhã no trecho de San Luis Obispo a San Francisco, conhecido como Big Sur. No caminho cruzamos com nossos amigos e companheiros de viagem Amabry e Rosely do Vamos Pro Alasca (https://www.facebook.com/vamosproalasca) e é claro que paramos para fazer farofa e colocar a conversa em dia.

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