Latitude 70 Norte

Depois de passarmos pelo Denali Park chegamos em Fairbanks na tarde do dia 07/07/15, mas a cidade estava tomada por uma densa fumaça em razão de um incêndio na região e, por isso, adiantamos nossos planos e partimos na manhã seguinte para o norte do Alasca.

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O resultado das queimadas próximas a Fairbanks

Pretendíamos subir a Dalton Highway, que liga Fairbanks a Prudhoe Bay em um trajeto de quase 800 quilômetros, dos quais cerca de 75% são de cascalho. Essa estrada é mais conhecida pelo programa Caminhoneiros do Gelo (Ice Road Truckers) do History Channel, mas há muito mais por trás dessa rodovia do que é mostrado no programa.

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Caminhão da Carlile do Caminhoneiros do Gelo

A opinião das pessoas que encontramos no caminho não é uníssona; uns disseram que não há nada para ver/fazer e outros que esse seria um passeio incrível. Como não dava para chegar a uma conclusão sobre a Dalton Highway, resolvemos conferir o que há além de Fairbanks e tirar nossas próprias conclusões.

A Dalton Highway foi construída em 1974 como rodovia de serviço e acesso ao Oleoduto Trans-Alaska que leva o petróleo de Prudhoe Bay a Valdez. Ela também é conhecida como North Slope Haul Road em razão do enorme movimento de caminhões que transportam suprimentos e equipamentos até a remota Prudhoe Bay.

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Além dos 600 quilômetros de cascalho e do enorme movimento de caminhões, a Dalton Highway também é uma das mais remotas estradas do Alasca; existem apenas 2 cidades entre Fairbanks e Prudhoe Bay (Coldfoot – 10 hab e Wiseman – 22 hab) e apenas 1 posto de gasolina em Coldfoot. Tudo isso somado a algumas regras não escritas para dirigir pela Dalton, fazem com que esse trecho seja bastante desafiador, por isso vale a pena se informar antes de sair (o guia Milepost é uma boa fonte de informações).

Nós saímos no dia 08/07/15 e rodamos pouco mais de 450 quilômetros até Coldfoot, mas quando a fumaça do incêndio dissipou começou a chover e foi assim que chegamos em Coldfoot. Mesmo assim, tivemos um pequeno momento para apreciar a natureza e de quebra ainda cruzamos o Círculo Polar Ártico, no paralelo 66 – muito legal!

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Como o tempo estava ruim quase desistimos de seguir em frente e, depois de uma noite mal dormida, balançamos mais ainda; mas quando saímos do alojamento o dia estava bonito e resolvemos dar uma chance para a Dalton. Em 09/07/15 seguimos norte até o assentamento de Deadhorse e acertamos! A paisagem de Coldfoot em diante mudou drasticamente e as paisagens mais bonitas que vimos nesses dois últimos dias foram nesse trecho.

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No começo da tarde chegamos em Deadhorse que é o último destino para os turistas, já que para chegar à Baía de Prudhoe é necessário ter uma autorização especial e uma excursão que te leva até o mar ártico. Em Deadhorse não há nada para fazer; essa cidade serve apenas como suporte para a operação em Prudhoe Bay e se parece com um grande canteiro de obras com poucos hotéis e nenhuma atração turística. De qualquer forma foi legal chegar até aqui.

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No caminho de volta vimos uma outra Dalton, tão bonita quanto a ida, mas o destaque ficou para o encontro com o Norio Sasaki (https://www.facebook.com/sasaki.norio.7?fref=ts), um japonês que está viajando a pé do Alasca até a Argentina, puxando uma carrocinha de 100 quilos. Encontramos com ele no meio do nada entre Deadhorse e Coldfoot (faltavam 130 km para chegar em Coldfoot) – muito legal a força de vontade e perseverança dele.

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Nós estamos realizados, com a sensação de missão cumprida! Nessa viagem chegamos à latitude 70 N em Deadhorse e 54 S em Ushuaia, cruzamos 3 vezes o Trópico de Capricórnio,  duas vezes a Linha do Equador, 1 vez o Trópico de Câncer e 1 vez pelo Círculo Polar Ártico. Agora vamos virar o nariz para o Sul e iniciar o longo caminho de volta para casa.

2 comentários em “Latitude 70 Norte

  1. Relato muito bacana, Dan e Liene!! Parabéns por mais esta conquista do projeto!! Continuaremos acompanhando vocês sentido sul! Abraços, Henrique e Sabrina.

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