Barrancas de Cobre

Lendo alguns blogs de outros viajantes como nós, descobrimos um passeio de trem que sai de Los Mochis na costa do Pacífico até a Cidade de Chihuahua. Esse trajeto de 673 quilômetros é considerado uma das mais bonitas viagens de trem em razão das incríveis paisagens da Serra Tarahumara, onde se encontram 6 cânions que formam as Barrancas de Cobre, cuja extensão corresponde a quatro vezes o tamanho do Grand Canion no Estado do Colorado – EUA.

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São duas classes de trens que fazem o trajeto entre Los Mochis e Chihuahua, uma classe econômica e a primeira express, mas apenas os passageiros da primeira express podem descer em até três estacões ao longo do trajeto e subir no trem do dia seguinte pagando a mesma tarifa. Assim, optamos por pegar o trem da primeira express (que luxo!).

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A saída de Los Mochis é bem cedo (6h da manhã), por isso no dia 30/04/15 tivemos que madrugar, arrumar as coisas, fechar o Godzilla que ficou no hotel e pegar um taxi até a estação de trem, mas fomos recompensados com uma bonita alvorada. Para os que seguem até o destino final, Chihuahua, a viagem leva longas 15 horas, chegando apenas às 21h, mas nossa parada foi no meio do caminho na estação chamada Posada Barrancas.

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Nessa parada estão localizados poucos e exclusivos hotéis, cuja maior atração é a vista dos cânions que formam as Barrancas de Cobre. Ficamos no Hotel Mirador e aproveitamos nosso dia de vida boa para fazer uma caminhada pelo cânion, tirar algumas fotos e comer bem.

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Na manhã seguinte (01/05/15) acordamos cedo para ver um novo dia chegar e fizemos um tour até o teleférico entre as estações Posada Barrancas e Divisadero.

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A manhã estava tão agradável que até paramos para comer uma gordita, que é uma tortilha recheada com queijo, carne, cebola e molho picante – muito bom! A tarde pegamos novamente o trem e seguimos até Creel, que está a duas horas de distância de Posada Barrancas.

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Creel é uma cidade pequena e a rua principal lembra um pouco a Calle San Martin em Ushuaia. De Creel saem vários passeios para os cânions das Barrancas de Cobre, mas nós decidimos apenas passar a noite em Creel e retornar no dia seguinte para Los Mochis de onde seguiremos viagem.

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Trocamos a Baja California por esse passeio e gostamos muito. Não imaginávamos encontrar no México um lugar tão diferente. Aliás, não esperávamos encontrar essas e tantas outras coisas maravilhosas no México; estamos certos que o tempo que passamos no México não foi suficiente, mas infelizmente não dá para conhecer tudo.

De Tequila ao Trópico de Câncer

Calma, não estamos dirigindo pelo México alcoolizados, são apenas os lugares que passamos entre Querétaro e Los Mochis (onde estamos agora).

No dia 27/04/15 saímos de Querétaro cedo e seguimos até a segunda maior cidade do México, Guadalajara. Nesse dia não fizemos nada, apenas aproveitamos para descansar um pouco e fazer coisas normais, como andar pelo Shopping e assistir um pouco de TV.

Na manhã seguinte caímos novamente na estrada para cumprir um trecho de mais de 480 quilômetros até Mazatlán. No caminho paramos na cidade de Tequila, cujo nome não é mera coincidência. Esse pequeno município do Estado de Jalisco, com pouco mais de 60 mil habitantes é a sede de diversas destilarias da bebida símbolo do México.

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A palavra tequila deriva da palavra Tekilan, que na língua Náhuatl significa lugar de trabalhadores, o que não tem relação nenhuma com o mé (como diria o Mussum), mas no final a bebida acabou sendo batizada com o nome da cidade onde foi criada (ainda bem que não veio de Coatzacoalcos – rs).

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O ritual para se tomar tequila

A tequila hoje tem denominação de origem controlada, só podendo ser utilizada em alguns municípios dos estados de Guanajuato, Michoacán, Nayarit e Tamaulipas e em todo estado de Jalisco; e é produzida a partir da fermentação e destilação do agave azul, ou agave tequilana, que é uma espécie de cactus.

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Agave

Na praça central de Tequila existe um parque temático da destilaria José Cuervo, mas nós optamos por passar na destilaria Sauza. Eles fazem tours de 1 hora pela destilaria e de 2 horas pela destilaria e plantação de agave, onde explicam todo o processo de produção da bebida. No final do passeio há uma degustação de tequilas e ainda é oferecida uma refrescante marguerita.

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De tequila seguimos até nossa parada do dia, a cidade costeira de Mazatlán. Essa é uma cidade bem agradável, com bons (e caros) restaurantes e hoteis. Daqui também é possível pegar o ferry que cruza o Mar de Cortez e nos leva à Baja Califórnia, paraíso dos surfistas, estudantes universitários americanos durante o Spring Break, amantes de praias e mergulhadores.

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Como já tivemos uma boa dose de praia em Cancun, resolvemos não atravessar para a Baja Califórnia e seguir no dia seguinte (29/04/15) até Los Mochis, de onde faremos um passeio até as Barrancas de Cobre, que são formadas por um grupo de 6 cânions distintos localizados na Serra Tarahumara, no estado de Chihuahua, mas esse é assunto para o próximo post.

O legal do trecho entre Mazatlán e Los Mochis foi cruzar o Trópico de Câncer exatamente 241 dias após termos cruzado o Trópico de Capricónio pela primeira vez, na Rodovia dos Bandeirantes em nosso primeiro dia de viagem; 168 dias após a nossa segunda passagem pelo Trópico de Capricórnio, na Ruta Panamericana no Chile; e 120 dias após cruzarmos a Linha do Equador.

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Trópico de Câncer – Mazatlán – México – 29/04/15

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Linha do Equador – Mitad del Mundo – Equador – 30/12/14

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Trópico de Capricórnio (segunda passagem) – Antofagasta – Chile – 12/11/14

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Trópico de Capricórnio (primeira passagem) – São Paulo – Brasil – 31/08/14

Hoje (29/04/15) recebemos um email dos nossos amigos Silvia e Paco de Madrid. Nós os conhecemos em 22/10/14 em um posto perdido na Ruta 40 (Argentina), em um povoado minúsculo e feioso chamado Bajo Caracoles.

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Silvia, Dan, Liene e Paco

Nós já havíamos cruzado com eles antes em El Calafate e depois em El Chaltén, mas só fomos parar para conversar no lugar mais improvável e foi um bate papo super legal. Descobrimos que eles eram repórteres e que estavam testando um Renault Duster para uma matéria que seria publicada na revista Fórmula TodoTerreno Magazin 4×4.

Apesar do breve encontro, mantivemos contato com eles por email e até recebemos algumas fotos tiradas pelo Paco do Godzilla em ação pelas estradas argentinas (abaixo), já publicadas em post anterior com os devidos créditos para o fotógrafo.

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A grande surpresa ficou por conta da matéria do Renault Duster, que foi publicada na edição de fevereiro desse ano e traz um box ao final com uma menção muito especial à nossa viagem pelas Américas. Ficamos muito surpresos e gratos com a gentil lembrança – Obrigado, Silvia e Paco!

Quem quiser ler a matéria é só clicar no link TT176_Prueba_ruta_Dacia_Duster

Querétaro – A Cidade de Ronaldinho Gaúcho

Hoje 26/04/15 deixamos a Cidade do México e seguimos até Santiago de Querétaro, ou simplesmente Querétaro, localizada a cerca de 220 quilômetros de distância.

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Sede dos Gallos Blancos de Querétaro (atual time de futebol do Ronaldinho Gaúcho) e declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1996, Querétaro se destaca por estar no centro de alguns dos mais importantes episódios da história mexicana.

– Em 1810 foi sede da Conspiração de Querétaro, que resultaria na Independência do México;

– Mais tarde, em 1848 foi sede da assinatura do acordo de paz entre México e EUA, que resultou na anexação pelos EUA de quase metade do território mexicano, correspondente aos atuais estados da Califórnia, Nevada, Utah, Novo México e Texas, além de partes dos estados do Arizona, Colorado, Wyoming, Kansas e Oklahoma;

– Ainda, em 1917, Querétaro foi sede do Congresso Constituinte que promulgou a atual Constituição Mexicana.

 

Com uma história tão rica não poderíamos deixar de conhecer Querétaro, mas como tínhamos pouco tempo (apenas uma tarde) optamos por fazer um city tour a partir do centro histórico. O tour foi rápido, mas muito rico em informações sobre a cidade e sua importância histórica.

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Gostamos muito do que disse um dos guias sobre a história: “Conhecer a sua história é uma forma de evitar os erros do passado. Um povo que não conhece a sua história é facilmente manipulado.

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Explorando a Cidade do México

Como mencionamos em um post anterior, em razão da restrição para circulação de veículos na Cidade do México, decidimos chegar um dia antes do programado, na terça-feira 21/04/15, e sair somente no domingo 26/04/15.

5 dias parece muito, mas na realidade é pouco para conhecer uma das maiores metrópoles do mundo com quase 9 milhões de habitantes e cerca de 21 milhões na região metropolitana. Muita coisa por aqui lembra a nossa cidade São Paulo, em especial o trânsito caótico.

Após o breve reconhecimento que fizemos no dia 22/04/15 e do passeio no dia 23/04/15 para a Basílica da Virgem de Guadalupe e Teotihuacan, no dia 24/04/15 pegamos o Turibus para explorar a Cidade do México. O Turibus segue o esquema dos ônibus de turismo “double decks” onde se pode subir e descer em pontos determinados sem pagar uma nova tarifa.

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Na Cidade do México o Turibus circula em 4 rotas diferentes: Centro (vermelho); Sul (verde); Polanco (amarelo); e Basílica (roxo). O único problema é que a cidade é enorme e o trânsito, como já mencionamos, é muito pesado. Com isso os percursos são muito demorados (vermelho – 2h30; verde – 3h30; amarelo – 1h; e roxo 1h30) e é praticamente impossível fazer todos os percursos em apenas 1 dia, mesmo que você desça do ônibus apenas para trocar de linha.

Mesmo assim, esse ônibus é uma forma barata de conhecer os principais pontos da cidade e ainda ouvir um pouco da história da cidade, já que durante o percurso são passadas informações turísticas pelo sistema de áudio.

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No dia seguinte (25/04/15) pegamos o metrô e visitamos o Museu de Antropologia, que foi construído em 1964 e abriga uma incrível coleção de peças e obras de arte das diferentes civilizações e povos que habitaram o território mexicano, como os Mayas e Astecas.

Metrô

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Museu de Antropologia

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Pedra do Sol (Asteca)

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Do lado de fora do Museu de Antropologia, no Parque Chapultepec, vimos uma cerimônia chamada Rito de los Voladores, que está associado à fertilidade e foi considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 2009. Muito legal!

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De lá seguimos para o Zócalo (centro histórico), visitamos a Catedral e caminhamos de volta até o hotel. No caminho paramos no Museu da Memória e Tolerância, que abriga uma exibição sobre o holocausto e outros genocídios como os ocorridos em Ruanda, Camboja e na Ex-Yugoslavia. Esse museu parecia ser muito interessante, mas faltava menos de 1 hora para fechar e achamos que seria muito corrido.

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Com isso fechamos nossa passagem pela Capital dos Estados Unidos do México. Saímos daqui com a impressão de que tivemos apenas um panorama geral da cidade, mas sabemos que essa é uma cidade como São Paulo, onde se pode passar uma vida toda e mesmo assim não conhecer tudo.

A Virgem de Guadalupe e Teotihuacan

Ontem no final da tarde encontramos novamente com a Katia (irmã do Dan) e hoje 23/04/15 fizemos um passeio com um guia até a Basílica de Santa María de Guadalupe e as ruínas de Teotihuacan. Antes de sair da Cidade do México, ainda paramos na Plaza de las Tres Culturas.

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A Plaza de las Tres Culturas simboliza a fusão das raízes pré-hispânicas e espanholas na identidade mestiça do povo mexicano. A praça conta com um legado arquitetônico de três culturas: as pirâmides astecas de Tlatelolco, o Templo espanhol de Santiago que data do século 17, e a torre moderna que hoje abriga os apartamentos do Centro Cultural Universitário.

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De lá seguimos para a Basílica de Santa María de Guadalupe, ou simplesmente Virgem de Guadalupe, que é a Padroeira do México. Diz a história que em 1531 a Virgem de Guadalupe apareceu para um índio chamado Juan Diego e disse para ele procurar o Bispo Juan de Zumárraga e pedir que fosse construído um templo em sua homenagem.

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O Bispo não acreditou na história contada pelo índio e exigiu uma prova da aparição da Virgem. Na sua quarta aparição a Virgem de Guadalupe entregou a Juan Diego rosas que não poderiam ter crescido naquele lugar árido, como prova de sua existência. Ao chegar ao Bispo, o índio Juan Diego se deu conta que a imagem da Virgem de Guadalupe ficou milagrosamente estampada no tecido que ele utilizou para transportar as flores.

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Esse milagre foi a prova que a igreja precisava para construir a primeira igreja em homenagem à Virgem de Guadalupe no ano de 1666. Esse templo era pequeno e simples e no ano de 1695 a igreja remeteu fundos e autorizou a construção de um templo maior, que foi finalizado no ano de 1709.

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Infelizmente esse templo foi erguido sobre um charco e está literalmente afundando. Além disso, após a decretação oficial em 1737 da Virgem de Guadalupe como a Padroeira do México, o número de visitantes aumentou sensivelmente, chegando a incríveis 5 milhões atualmente.

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Em razão disso, em 1976 foi inaugurada a nova Basílica, que é uma incrível obra de engenharia e cheia de simbologias. Como em Aparecida, os peregrinos passam por uma passarela e podem admirar a imagem da Virgem de Guadalupe.

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Após renovarmos nossa fé, seguimos para as ruínas de Teotihuacan, que foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1987. Esse incrível complexo de pirâmides foi construído entre os anos de 250 A.C. e 600 D.C., mas foi abandonado no século 8 após o colapso da sociedade, até que os Astecas descobriram as ruínas e novamente ocuparam a cidade por volta do século 14.

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No auge de seu desenvolvimento, Teotihuacan chegou a ter mais de 150 mil habitantes  e era um importante centro político e religioso. O sítio arqueológico é bem grande com várias estruturas, mas as mais impressionantes são as pirâmides do Sol (66 metros) e da Lua (45 metros). Subir os 248 degraus da Pirâmide do Sol é penoso, mas a vista lá de cima vale o sacrifício.

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Cidade do México – Primeiras Impressões

Saímos de Palenque no dia 20/04/15 e seguimos até a Cidade de Coatzacoalcos, a cerca de 320 quilômetros de distância. Em nossos planos faríamos outra parada antes de chegar na Cidade do México, mas descobrimos que aqui o nosso carro não poderia circular (rodízio) na quarta-feira e no sábado.

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Para evitar o rodízio acabamos adiantando nossa chegada e no dia 21/04/15 rodamos mais de 640 quilômetros (foi bem puxado). A Cidade do México é como a nossa cidade São Paulo: grande, tumultuada e com um trânsito bastante complicado. Não é a toa que muitos overlanders simplesmente pulam a Cidade do México.

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No dia 22/04/15 fomos fazer um reconhecimento básico pela cidade e descobrimos que essa megalópole é muito mais parecida com a nossa do que poderíamos imaginar. Caminhamos até o Zócalo (praça central), entramos em algumas igrejas e conhecemos um pouco do centro histórico.

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No caminho encontramos diversas manifestações que pediam o fim da corrupção e da impunidade dos políticos, melhor educação, menos burocracia, menos impostos, mais hospitais; isso nos fez lembrar das manifestações que estão acontecendo pelo Brasil. No fundo acreditamos que todos, mexicanos ou brasileiros, querem o mesmo: uma vida mais justa e melhor.

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As Ruínas de Palenque

Como ainda era cedo quando saímos das ruínas decidimos não ficar em Uxmal e seguir em frente até a cidade de Campeche, onde passamos a noite. San Francisco de Campeche, ou simplesmente Campeche, foi fundada em 1540 por Francisco de Montejo y Leon e hoje é a capital do estado de mesmo nome, com uma população aproximada de 250 mil habitantes.

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O colorido das casas do centro histórico de Campeche está representado nas placas dos carros

A maior atração da cidade é o centro histórico, que foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1999. As construções em estilo colonial do centro histórico são protegidas por uma muralha com guaritas e canhões.

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O centro histórico lembra muito outra cidade que passamos nessa viagem (Cartagena de Índias – Colômbia), em razão das muralhas e também do estilo das casas e prédios do centro histórico. Até as cores das casas são parecidas – muito legal!

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Praça do relógio em Cartagena

No dia seguinte (19/04/15) seguimos rumo a Palenque, onde estão localizadas as ruínas da cidade Maya de mesmo nome. Declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1987, Palenque é considerada uma das mais importantes cidades Mayas do período pós clássico (de 200 a 900 D.C.) e estima-se que no auge de seu desenvolvimento a população era de 25.000 habitantes.

Gostamos muito da condição das ruínas. A impressão é que a intervenção feita pelos arqueólogos no processo de escavação e restauração foi menor do que o que vimos em Uxmal. A estrutura mais curiosa de Palenque é uma torre situada no Palácio; os arqueólogos acreditam que era utilizada pelos governantes para rituais e observações astronômicas.

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As Ruínas de Uxmal

Após 5 ótimos dias em Cancún nos despedimos da Katia, deixamos a vida boa e voltamos para a estrada no dia 17/04/15. Pegamos a estrada que vai a Chichén-Itzá, mas como já havíamos passado por lá no dia 14/04, seguimos até Mérida que é a capital do estado de Yucatán.

Essa estrada é conhecida com a “Autopista del Mayab” e é toda de pista dupla, mas o custo dos 2 pedágios é altíssimo. Para rodar pouco mais de 300 km, pagamos quase 28 USD; e pensar que tem gente que acha caro o pedágio da Rodovia dos Imigrantes.

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No caminho paramos para almoçar em Valladolid, que é uma cidade super simpática localizada a poucos quilômetros de Chichén-Itzá. A excursão que pegamos para visitar as ruínas passou por Valladolid mas não parou, então após o almoço pudemos dar uma volta rápida pelo centro histórico e ver suas construções coloniais.

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veículo adaptado com peças de moto, scooter e um carrinho por um senhor cadeirante. Incrível!

No fim da tarde chegamos em Mérida sob um forte calor de mais de 38 graus (ufa!). Não tínhamos planejado passar por essa cidade, mas ela entrou no roteiro para que pudéssemos rever a família Gonzalez, que conhecemos no camping de Mahahual.

O José Luis, Rebeca, Valentina e o José Luis (filho) nos receberam em sua casa para um delicioso jantar com um prato típico e um carpaccio de atum (delicioso e feito pelo José Luis), vinho e whisky e um ótimo bate-papo; e antes de voltarmos ao hotel eles ainda nos levaram para dar uma volta pelo centro histórico de Mérida (gracias, amigos!).

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No dia 18/04/15 saímos de Mérida e fomos conhecer as ruínas de Uxmal, que foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1996. A cidade de Uxmal data do período clássico Maya (entre 200 e 900 D.C.) e no auge de seu desenvolvimento tinha uma população estimada em 25 mil habitantes.

Suas construções seguem o estilo Puuc, que se caracteriza por muros lisos na parte inferior e com frisos e ornamentos Mayas na parte superior. Os maiores destaques são o Templo do Adivinho, com cinco níveis e formato elíptico, e o Palácio do Governador, que ocupa uma área de mais de 1.200 metros quadrados.

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Cancún e a Riviera Maia

Segundo pesquisas, Cancún é um dos destinos favoritos dos brasileiros que viajam ao exterior. Por aqui é muito fácil encontrar casais de brasileiros em lua de mel ou simplesmente descansando, famílias aproveitando os resorts “all inclusive“, executivos em convenções e outros viajantes sozinhos ou em grupo que querem descobrir os encantos de Cancún e da Riviera Maia.

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Enquanto uns preferem um jantar romântico na praia…

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…outros fazem festa na Jacuzzi…

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…mas todos querem assistir esse incrível nascer do sol…

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…e curtir a praia!

A verdade é que nós nunca entendemos muito bem o fascínio que esse lugar exerce sobre as pessoas e no nosso “bucket list” de lugares para conhecer, Cancún aparecia em último lugar. Talvez essa posição nada honrosa em nossa lista esteja relacionada com o fato de não gostarmos muito de praia, areia, água salgada etc; mas o fato é que Cancún não era um destino óbvio para nós.

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Enfim, gostando ou não de praia, no dia 12/04/15 chegamos a Cancun. A grande surpresa é que encontraríamos a Katia (irmã do Dan) que está de férias. Assim, decidimos deixar de lado nossa vida de overlander e curtir esses dias como turistas normais, fazendo de Cancún nossa base para conhecer os lugares próximos.

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Logo no dia 13/04/15, fomos à Ilha de Cozumel para mergulhar nos recifes de corais. Como o passeio saiu de Cancún tivemos pouco tempo para percorrer a ilha e nenhum tempo para aproveitar Playa del Carmen, mas mesmo assim valeu!

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Dizem que Cozumel é o melhor lugar da região para mergulhar, mas pegamos uma correnteza fortíssima no primeiro mergulho e tudo parecia um filme em “fast forward 32x“. O segundo mergulho já foi mais tranquilo. Ainda podíamos sentir uma correnteza forte, mas deu para ver um linguado, dois tubarões, algumas lagostas e vários peixes.

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Liene em um momento Nirvana – Nevermind

A operadora de mergulho foi a Acquaworld (http://aquaworld.com.mx), que é recomendada pelo Trip Advisor e guias de viagem como o Lonely Planet, mas não ficamos com uma boa impressão da operação. A recepção ainda em Cancún não foi das melhores e ao chegar em Cozumel encontramos equipamentos ruins e uma equipe que deixou um pouco a desejar em pontos importantes como briefing do mergulho, informações sobre o barco e (principalmente) a segurança.

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No dia 14/04/15 visitamos as ruínas Maias de Chichén-Itzá, que foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1988 e eleita por voto popular como uma das 7 maravilhas do mundo moderno em 2007. Chichén-Itzá foi fundada em 525 D.C., mas atingiu o seu auge no início do período pós-classico (de 900 a 1.500 D.C.). O sítio arqueológico é menor do que Copán em Honduras e Tikal na Guatemala, mas não menos interessante.

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A construção mais impressionante e conservada é o Templo de Kukulkán. Hoje não é mais permitido subir as escadas do templo como uma forma de preservar o monumento, mas nem por isso ficamos menos impressionados. Para quem for visitar Chichén-Itzá, não deixe de bater palmas de frente para a escada do lado norte do Templo de Kukulkán, garantimos que é muito interessante!

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A única coisa não gostamos em Chichén-Itza foi a multidão de ambulantes dentro da área protegida vendendo “artesanato” (segundo nosso guia a grande maioria dos produtos é fabricando em massa em países como a China), camisetas, flautas que imitam um jaguar etc.

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De Chichén-Itzá paramos para almoçar em um restaurante turístico (próprio para os milhares de ônibus de excursões que levam os turistas de Cancún e região a Chichén-Itzá) e de lá seguimos para o Cenote (gruta) Il-Kil, onde se pode nadar. Achamos a estrutura do lugar impressionante, com um hotel, restaurante, lanchonetes, vestiários, lojas de souvenirs etc., e pensamos se um dia Bonito no Mato Grosso do Sul ficará assim; esperamos que não.

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Almoço com dança típica

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O dia 15/04/15 foi um dia para descansar no hotel, curtir a praia, piscina e ficar de bobeira. A impressão que temos é que Cancún é como Las Vegas com praia, ou seja, é quase impossível ficar parado. de dia passeios, praia, piscina e a noite festa, balada, bares; haja pique!

No dia 16/04/15 fomos comemorar o aniversário da Kátia no parque temático Xcaret. Saímos cedo do hotel (7h30) e só retornamos às 22h30. Passamos o dia todo nesse lugar enorme, nadamos em um rio subterrâneo, fizemos um mergulho com escafandro, almoçamos em um restaurante “all you can eat buffet” de Mariscos, vimos a Katia nadar com tubarões lixa, assistimos à encenação de um ritual Maia, uma apresentação com cavalos e fechamos a noite com um jantar-show folclórico mexicano. Ufa! Haja pique!

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A Caminho de Cancún

Na sexta-feira (10/04/15) saímos de Chetumal e seguimos a estrada em direção a Cancún. Como de Chetumal até Cancun são quase 380 quilômetros, decidimos quebrar esse trecho em vários, mais curtos. Nossa primeira parada foi em Mahahual e não poderíamos ter tomado decisão melhor.

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Ficamos hospedados em um camping a beira mar (literalmente pé na areia) em uma pequena vila a cerca de 20 quilômetros de Mahahual. Luz por aqui só com painéis solares, ou seja, quando a noite cai a energia acaba, mas havia wifi (curioso).

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Como não havia mais ninguém, ficamos bem à vontade, cozinhamos, relaxamos e até conhecemos o José Luis de 6 anos, que entende tudo de carros 4×4. Sua família tem uma cabana muito simpática vizinha ao camping, mas eles vivem em Mérida, a cerca de 320 quilômetros de Cancun. A Rebeca (mãe do José Luis) nos ofereceu uma deliciosa salada feita com maionese, cebola e pedaços de garoupa desfiada e a noite passamos mais algumas horas com eles jogando conversa fora.

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Também fomos convidados para jantar na casa deles se passarmos por Mérida, e como convite feito significa convite aceito, faremos o possível para dar uma esticadinha até lá para revê-los.

No dia seguinte (11/04/15) deixamos Mahahual com destino a Tulum, a cerca de 130 quilômetros de Cancún. Esse já é um destino mais badalado e procurado por turistas mexicanos e estrangeiros e como era sábado, estava lotado.

Muitos campings aqui na Riviera Maia também funcionam como “clubes” onde as pessoas pagam um ingresso para passar o dia. Por essa razão todos os lugares que passamos em Tulum estavam cheios e achamos que não seria legal montar o acampamento no meio da muvuca.

Uma das principais atrações de Tulum são as ruínas maias que ficam a beira mar e eram utilizadas como porto pelos Maias; mas como acabamos não ficando em Tulum, fica apenas uma imagem que buscamos na internet das ruínas.

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Visitamos alguns outros campings na estrada, mas sempre o mesmo esquema de “clube”, até que chegamos a um lugar chamado Paa Mul, já muito próximo à Playa del Carmen. Aqui também se pode passar o dia, mas o esquema é bem diferente e o lugar é bem organizado (talvez seja mais caro para passar o dia).

Paa Mul é muito interessante pois funciona como um trailer park, mas muitas pessoas construíram abrigos ao redor dos trailers (muitos dos quais já foram chumbados ao chão), que mais se parecem com verdadeiras casas, com cortinas, varandas etc.

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Existem alguns residentes permanentes, mas muitos trailers pertencem a norte americanos e canadenses que se refugiam aqui durante o inverno. Vimos muito carros com placas do Texas, Flórida, Idaho, British Columbia (Canadá) e até uma van de Illinois que já está por aqui há um ano e fez um jardim na área de camping.

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Hoje (12/04/15) chegamos em Cancún. Nós havíamos planejado chegar aqui apenas no dia 14/04, mas acabamos adiantando para poder encontrar com a Katia (irmã do Dan) que veio passar as férias e o seu aniversário (16/04) em Cancún.

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Nos próximos dias ficaremos hospedados em um resort com todas as regalias e mordomias e faremos alguns passeios pela região.

México – Primeiras Impressões

Continuamos na cidade de Chetumal que está localizada a poucos quilômetros da fronteira com Belize. Após nossa difícil passagem pela aduana mexicana, resolvemos ficar alguns dias por aqui e relaxar.

Um fato interessante sobre o México é que veículos estrangeiros classificados como motorhomes podem permanecer em território mexicano por até 10 anos e não é necessário o depósito de garantia, enquanto os veículos de passeio tem permissão para ficar no país por apenas 180 dias e são obrigados a depositar um valor que varia de 200 a 400 USD (dependendo do ano do veículo), que é devolvido quando o veículo deixa o país.

Muitos americanos e canadenses trazem seus enormes motorhomes para o México, que ficam estacionados em campings ou trailer parks e são utilizados como “casas de veraneio”. Além disso, alguns overlanders (principalmente europeus) deixam suas “casas rodantes” estacionadas no México enquanto eles regressam para suas casas para trabalhar ou dar uma pausa na viagem.

A consequência disso é o grande número de campings e trailer parks espalhados pelo país. Existem até guias de campings no México, semelhantes aos guias de viagem do Lonely Planet, Rough Guides etc. Assim, escolhemos um camping agradável a beira mar e nos instalamos.

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Os campings são ótimos não apenas pelo custo (em média 10 a 15 USD por noite), mas também para dar uma geral no carro e arrumar a bagunça; e foi dando uma geral que descobrimos que o bagageiro do Godzilla estava com duas barras quebradas.

Pois é, as barras quebraram na solda em razão do peso que carregamos no teto (o Fraga já havia alertado que isso poderia acontecer). Que isso sirva de alerta para quem está planejando uma viagem longa; o pior lugar para carregar peso é no teto – a estabilidade do carro fica prejudicada e a maioria (para não dizer todos) dos bagageiros e racks NÃO aguenta carregar tanto peso por tanto tempo.

Ainda bem que vimos (a Liene que viu) a tempo, pois se continuássemos dessa forma poderíamos ter um problema maior caso outras barras quebrassem e perfurassem o teto do carro. Assim, hoje de manhã levamos o Godzilla até uma oficina próxima ao camping para soldar as barras que quebraram e reforçar a solda de outras barras que estavam um pouco ruins. Com isso ficamos garantidos!

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Bienvenidos a Mexico

Ufa! Entramos no México!

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Hoje (07/04/15) cruzamos a nossa décima sexta fronteira e entramos na América do Norte. Saímos de Belize City pouco antes das 9 da manhã e antes do meio dia chegamos à fronteira. A saída de Belize foi bem tranquila, apenas tivemos que pagar 37,50 USD de taxa de imigração e 15 USD de taxa do carro (que não foi cobrada quando entramos); em menos de 15 minutos já estávamos prontos para seguir.

Da imigração de Belize seguimos por mais 2 km até a imigração mexicana, que de longe é a mais bonita e organizada que vimos nessa viagem. Um prédio novo, limpo (vimos a faxineira limpar o chão várias vezes durante o tempo que passamos lá), sem camelôs ou “facilitadores” e com pouco movimento de turistas.

A imigração foi tranquila e de lá seguimos para a aduana, onde começaram nossos problemas. Para contextualizar, o México exige o pagamento de uma taxa de aproximadamente 20 USD para visitantes estrangeiros; 60 USD pelo ingresso do veículo e um depósito de garantia pelo veículo de 300 USD que será devolvido quando deixarmos o país.

Até aí tudo bem, já sabíamos dos valores e tínhamos todos os documentos em ordem. O problema foi o sistema da aduana que caiu e ficou fora do ar por várias horas. Quando retornou já estávamos esperando por cerca de 3 horas e meia e ainda levamos mais 1 hora e meia para finalizar o processo, que no final foi feito manualmente.

É incrível como viramos escravos da tecnologia e mais incrível ainda é uma fronteira não contar com um sistema “off line” ou de emergência para situações como essa. Só esperamos não ter nenhum problema com o nosso documento de importação na estrada ou na saída do México para os EUA.

Belize em Números

O propósito de nossa passagem por Belize era conhecer as Cayes. Por isso rodamos muito pouco por Belize, apenas o necessário para chegar da fronteira com a Guatemala à Belize City e de lá para a fronteira com o México.

Com isso, seguem os números de nossa passagem pelo último país da América Central:

GPS

Km total rodado 233
Km médio/dia 27
Dias com o carro parado 4
Paradas policiais 1

Diesel

Litros consumidos 25*
Autonomia média Km/L  9,32*
Litro mais caro (USD)**
Litro mais barato (USD)**
Valor médio diesel (USD)**

* Aproximado

** Não abastecemos o Godzilla em Belize

Calendário

Data inicial 02.04.15
Data final 07.04.15
Número de dias total 5
Distritos (Estados) 4

Clima

Condição Dias
Sol 4
Nublado
Neve
Chuva
Sol/Chuva 1
Calor > 20 5
Normal
Frio < 10
Frio < 0

Acomodação

Condição Dias
hotel 2
acampamento
hostel
casa 3

Onde Ficamos – Belize

Em Belize City optamos por ficar em um lugar com maior segurança e um estacionamento onde pudéssemos deixar o Godzilla por alguns dias. Em Caye Caulker é muito comum alugar quartos ou bangalôs na casa das pessoas e achamos um lugar bastante confortável pelo site Airbnb.

Vejam onde ficamos e o que achamos:

BELIZE CITY (02/04/15)

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Radisson Fort George Hotel and Mariana (http://www.radisson.com/belize-city-hotel-bz/belize). Belize City não tem muitas opções de acomodação e alguns bairros da cidade não são muito legais. Optamos por ficar no Radisson, que fica em um bairro mais tranquilo e próximo das docas de onde partem os barcos para Caye Caulker. Também deixamos o Godzilla no estacionamento do hotel.

Nossa classificação – Ótimo

CAYE CAULKER (03/04/15)

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Georgia Peach (https://www.airbnb.com/rooms/4501831). Em Caye Caulker alugamos um quarto na casa da americana Ariel pelo Airbnb (www.airbnb.com). O quarto tinha ar condiconado e TV. O banheiro era compartilhado, mas não foi um problema. Também tinha wifi na casa, mas tivemos dificuldade para conectar na última noite.

Nossa classificação – Muito bom

BELIZE CITY (06/04/15)

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Radisson Fort George Hotel and Marina (http://www.radisson.com/belize-city-hotel-bz/belize). Voltamos para o Radisson. O hotel conta com estacionamento (grátis para hóspedes), 2 piscinas, 2 restaurantes e 1 café, wifi grátis e está em uma região tranquila de Belize City.

Nossa classificação – Ótimo

La Isla Bonita

Belize é um país pequeno (do tamanho de Sergipe), novo (tornou-se independente em 1981) e com uma população estimada em pouco mais de 340 mil habitantes. Contudo, recebe por ano quase 1 milhão de turistas, e tem as ilhas de Caye Caulker e Caye Ambergris como principais destinos.

Até a Madonna compôs uma música (La Isla Bonita – https://www.youtube.com/watch?v=7YzW1nMB9fk) em homenagem a San Pedro, cidade principal de Caye Ambergris, ressaltando suas belezas naturais. Com um histórico como esse é claro que não poderíamos deixar de conferir o que as ilhas têm de bom.

Assim, na sexta-feira (03/04/15), em pleno feriado de Páscoa, resolvemos deixar o Godzilla estacionado em Belize City e pegar um “water taxi” até Caye Caulker para descobrir o que atrai tantos turistas a esse lugar improvável. O ticket de ida e volta custa 25 USD por pessoa e é a única forma de chegar nas Cayes se você não tem um barco.

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Caye Caulker é considerada mais tranquila e mais barata que Caye Ambergris. Na ilha não existem carros, apenas carrinhos de golfe e bicicletas; as ruas são de areia; e os lemas por aqui são “Go Slow” (Vá Devagar) e “No shoe, no shirt, no problem” (Sem sapato, sem camisa, sem problema) e foi assim que passamos a Páscoa.

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Nem pense em infringir a lei, pois a polícia está presente em Caye Caulker… Rs.

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Detalhe da viatura com giroflex e tudo!

Mas as maiores atrações das Cayes não são as ruas tranquilas e sim a Barreira de Corais de Belize que é a segunda maior do mundo com cerca de 300 quilômetros de extensão, perdendo apenas para a grande barreira de corais da Austrália. Esse ecossistema único é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1996 e, também, um dos melhores lugares para mergulho do continente americano.

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The Great Blue Hole

Infelizmente não tivemos oportunidade de mergulhar no Great Blue Hole (foto acima), mas passamos 2 dos 3 dias do feriado de Páscoa embaixo d’água no Atol de Turneffe (sábado) e Recife de San Pedro (domingo) e ficamos impressionados com as cores dos corais e peixes. Vimos até algumas tartarugas, raias e tubarões!

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Tentamos registrar nossos mergulhos com nossas pequenas GoPros sem flash e sem muitos recursos, então ficou tudo azulado/esverdeado. Se alguém tiver uma dica para tratar as fotos mande uma mensagem; nós agradecemos.

E para fechar os dias incríveis que tivemos nas Cayes, um belíssimo pôr do sol. Quer algo mais?

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Welcome to Belize

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Yes, we speak English in Belize!

Hoje (02/04/15) entramos no último país da América Central e décimo quinto dessa viagem, Belize. O primeiro choque, ainda na imigração, foi o idioma. Apesar de já sabermos de antemão que a língua oficial em Belize é o inglês, é difícil virar a chave e parar de falar o espanhol após mais de 6 meses.

A segunda curiosidade sobre Belize é que essa é a única Monarquia Parlamentarista da América Latina. A Chefe de Estado é a Rainha Elizabeth II, que também acumula o título de Rainha de Belize, mas quem manda por aqui é o Governador-Geral.

O terceiro problema é a confusão com a moeda, que se chama dólar de Belize e cuja cotação está em 2/1 para o dólar norte americano. Tivemos que pagar algumas taxas e o seguro do carro na fronteira, e nunca sabíamos se os valores eram em dólares norte americanos ou dólares belizenhos.

Resumindo, inglês como idioma, rainha inglesa e dólar (que não é americano) como moeda; ufa, que confusão! Pelo menos aqui os carros transitam pela mão normal; já pensou se além de tudo isso a gente tivesse mão inglesa no trânsito (rs)?!

Entramos em Belize pela fronteira de Melchor de Mencos na Guatemala e foi relativamente tranquilo; em cerca de 1 hora e meia já estávamos liberados. Antes de cruzar a ponte que leva à fronteira, tivemos que pagar uma taxa de 50 quetzales (cerca de 6,50 USD), mas aparentemente ela só é cobrada de veículos estrangeiros.

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Imigração e Aduana da Guatemala

Em Belize pagamos 10 USD pela fumigação do Godzilla e 15 USD pelo seguro do carro por 1 semana. A imigração foi super tranquila e a aduana sem nenhuma burocracia ou cópias de documentos (incrível). O seguro é feito após os processos de imigração e aduana em um quiosque a cerca de 200 metros da fronteira.

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Fumigação

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Imigração e Aduana de Belize

Da fronteira seguimos direto para Belize City (que não é a capital de Belize) onde passaremos a noite e amanhã vamos para Caye Caulker, onde passaremos a Páscoa.

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Guatemala em Números

Nossa passagem pela Guatemala foi marcante. Acompanhamos uma procissão da semana santa em Antigua; vimos lagos, vulcões e selva; e conhecemos diversos sítios arqueológicos Mayas. Tudo isso acompanhado da hospitalidade e simpatia do povo guatemalteco. Se recomendamos a Guatemala? Sem dúvida!

Com isso, seguem os números da nossa passagem pela Guatemala:

GPS

Km total rodado 1.417
Km médio/dia 89
Dias com o carro parado 7
Paradas policiais 0

Diesel

Litros consumidos 135,20
Autonomia média Km/L 10,48*
Litro mais caro (USD) 0,769
Litro mais barato (USD) 0,675
Valor médio diesel (USD) 0,722

* Foi o país com a melhor autonomia até agora

Calendário

Data inicial 16.03.15
Data final 02.04.15
Número de dias total 16
Departamentos (Estados) 11

Clima

Condição Dias
Sol 7
Nublado 5
Neve
Chuva
Sol/Chuva 4
Calor > 20 16
Normal
Frio < 10
Frio < 0

Acomodação

Condição Dias
hotel 11
acampamento 4
hostel 1
casa

Onde ficamos – Guatemala

Mais um país que nos surpreendeu. Nossa passagem pela Guatemala foi muito agradável, mesmo com a chuva dos últimos dias na região de Tikal. Ficamos encantados com as belezas naturais e com as inúmeras ruínas Mayas, mas o que marcou mesmo foi o povo, sempre muito simpático e solícito.

Com isso, vejam onde ficamos na Guatemala e o que achamos:

ANTIGUA GUATEMALA (16/03/15)

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Daniel – proprietário do hotel

Chez Daniel B&B (http://chezdanielantigua.blogspot.com). Um ótimo B&B localizado a cerca de 1km do centro de Antigua. Quartos grandes, confortáveis e limpos com TV. O B&B tem wifi e estacionamento fechado e os hóspedes podem utilizar a cozinha.

Nossa classificação – Ótimo

PANAJACHEL (19/03/15)

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Hotel Bahia del Lago (http://www.bahiadellago.com.gt). Um hotel bem antigo com uma grande área gramada de frente para o lago onde se pode acampar. Os banheiros do camping estavam sendo reformados, mas o pudemos tomar banho em um dos quartos. Wifi somente na recepção e muitos mosquitos.

Nossa classificação – Razoável

ANTIGUA GUATEMALA (20/03/15)

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Chez Daniel B&B (http://chezdanielantigua.blogspot.com). Voltamos para o Chez Daniel, mas como o B&B estava cheio por conta da procissão de domingo, ficamos acampados no estacionamento por 3 noites e mais duas em um quarto normal.

Nossa classificação – Ótimo

CHIQUIMULA (25/03/15)

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Hostal Maria Teresa (14.796805, -89.546242). Hotel simples no centro de Chiquimula com garagem fechada (o Godzilla entrou raspando) e um grande jardim. Alguns quartos não tem janela, mas tem ar condicionado e TV.

Nossa classificação – Razoável

CHIQUIMULA (26/03/15)

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Hotel Casa Blanca (http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g292005-d7309358-Reviews-Hotel_Casa_Blanca-Chiquimula_Chiquimula_Department.html). Hotel simples um pouco afastado do centro da cidade. O estacionamento é muito bom (aberto), wifi e quartos com ar condicionado.

Nossa classificação – Razoável

RIO DULCE (27/03/15)

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Bruno’s Hotel e Marina (http://brunoshotel.com). Um hotel e marina na tumultuada Rio Dulce. Daqui partem os passeios para Livingston. A infraestrutura é simples, mas honesta. É possível acampar no estacionamento, mas achamos melhor ficar em um quarto. Os quartos têm ar condicionado e TV.

Nossa classificação – Razoável

POPTUN (28/03/15)

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Finca Ixobel – Hotel Ecológico (http://www.fincaixobel.com). Um hotel enorme com restaurante, cabañas, área para camping, quartos com e sem banheiro. O hotel pode organizar várias atividades, de tirolesa a passeio em cavernas e rios. Os quartos são simples, sem TV e sem ar condicionado, mas com mosquiteiro.

Nossa classificação – Bom

TIKAL (29/03/15)

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Jungle Lodge (http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g292015-d307233-Reviews-s1-Jungle_Lodge-Tikal_National_Park_Peten_Department.html). Um ótimo hotel a 10 metros da entrada das ruínas. Quartos privativos sem banheiro ou bungalows. Wifi lento, piscina, estacionamento e restaurante. Como o parque não tem energia elétrica, tudo depende de geradores. Os quartos não tem ar condicionado.

Nossa classificação – Muito bom

ISLA DE FLORES (31/03/15)

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Ramada Isla de Flores (http://www.ramada.com/hotels/guatemala/isla-de-flores/ramada-tikal-isla-de-flores/hotel-overview). Um hotel muito bom situado a beira do lago. Estacionamento fechado, quartos com ar condicionado, 2 piscinas. O wifi só estava funcionando na recepção.

Nossa classificação – Muito bom

MELCHOR DE MENCOS (01/04/15)

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Rio Mopan Lodge (http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g608644-d735868-Reviews-Rio_Mopan_Lodge-Peten_Peten_Department.html). Um hotel ficável na fronteira da Guatemala com Belize. O proprietário é um suíço especialista na cultura Maya. Quartos com vista para o rio e sem ar condicionado ou na casa grande com ar condicionado. Em comum apenas o banho que é frio.

Nossa classificação – Razoável

Despedida da Guatemala

Estamos nos despedindo da Guatemala já que amanhã pretendemos entrar no último país da América Central, Belize; e a nossa despedida não poderia ter sido melhor. Saímos de Tikal no dia 31/03/15 e decidimos passar a noite na Isla de Flores, que está a cerca de 100km das ruínas.

A ilha é bem pequena e dá para conhecer tudo a pé em pouco mais de 1 hora. Na realidade não há muita coisa para fazer a não ser que você pegue um barco e faça um passeio pelas ilhas próximas. Como nosso intuito era repassar nosso roteiro de viagem e nos organizarmos para cruzar a fronteira com Belize, nos contentamos com uma caminhada após a chuva da tarde.

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E por falar em chuva, desde que chegamos à região de Tikal não para de chover. Os locais dizem que é uma chuva totalmente fora de época, já que ainda estamos no período de seca, mas fora de época ou não, essas chuvas estão causando um estrago em lugares como a Isla de Flores, cujo calçadão (Malecon) e a rua que beira o lago estão alagados.

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Passeio no Malecon só a remo!

Hoje (01/04/15), dia da mentira, dissemos para nossa família que estávamos voltando e que chegaríamos na Páscoa (rs). Não dava para perder a oportunidade. Brincadeiras a parte, hoje visitamos nosso último sítio arqueológico guatemalteco, Yaxha. Assim como Tikal, as construções de Yaxha foram erguidas entre 600 A.C. e 900 D.C., sendo que no auge de sua glória a cidade tinha mais de 500 edificações e uma população estimada em 42.000 habitantes (terceira maior cidade da região).

Hoje é possível ver pouco mais de 10% das construções, mas a condição deles e o cuidado no processo de restauração impressionam. A entrada para o parque também inclui as ruínas de Nakum e Naranjo e ainda permite que você fique na área de camping; uma barganha.

Complexo Astronômico Menor

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Acrópoles Leste e templo 216

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Campo para o jogo de bola Maya

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Acrópoles Norte

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Plaza de Las Sombras

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Com esse passeio fechamos nossa passagem pela Guatemala. Amanhã é dia de cruzar a fronteira para o último país da América Central, Belize.