A Nicaragua foi uma grata surpresa. As cidades de Granada e León valem a visita e o custo por aqui torna tudo mais interessante. Nas cidades optamos por hotéis, mas nas praias e no interior o camping é uma ótima opção. Vejam onde ficamos e o que achamos.
PLAYA MADERA (22/02/15)
Camping sem nome (coordenadas 11.29754, -85.91471). Um camping pé na areia (e haja areia) vizinho do hostel Matilda. Tem uma infraestrutura muito precária, mas é bem tranquilo. Banheiro sujo e banho frio e salgado (água salobra), sem internet ou eletricidade. Cuidado onde você monta a barraca/estaciona o carro – pode ser o banheiro dos macacos da região. A senhora que administra o camping foi extremamente grosseira pois estávamos utilizando uma tomada (sem autorização) para carregar alguns equipamentos.
Nossa classificação – Péssimo
GRANADA (24/02/15)
Hotel La Gran Francia (http://www.lagranfrancia.com). Situado em um bonito casarão colonial na praça principal de Granada. O hotel tem piscina, quartos com ar condicionado, TV e wifi. O estacionamento fica a 2 quadras e é pago a parte (cerca de 5 USD por dia).
Nossa classificação – Muito bom
MASAYA (26/02/15)
Hotel Monimbo (http://www.hotelmonimbo.com). Um hotel melhor por dentro do que por fora. A cidade de Masaya não é muito bonita e a primeira impressão desse hotel não é das melhores, mas não é um hotel ruim. O hotel tem garagem fechada, quartos com ar condicionado TV e wifi (um pouco lento). O único porém fica por conta do cheiro de cigarro do nosso quarto.
Nossa classificação – Bom
MANAGUA (27/02/15)
Hotel Holiday Inn Convention Center (http://holidayinn.com.ni). Um bom hotel em Managua. Fica em um bairro um pouco afastado do centro de Managua, mas o local é seguro. Conta com estacionamento fechado, piscina, restaurante e wifi.
Nossa classificação – Muito bom
LEÓN (02/03/15)
Hotel Flor de Sarta (http://www.hotelflordesarta.com). Um hotel novo localizado a poucas quadras da Catedral. Conta com quartos amplos e limpos, com ar condicionado e TV. O hotel tem piscina e wifi, mas não tem estacionamento. Deixamos o carro estacionado em frente ao hotel e nos pareceu tranquilo.
Nossa classificação – Muito bom
LEÓN (03/03/15)
Rancho Los Alpes (http://www.ecolodgelosalpes.com). Um ótimo lugar a cerca de 20 minutos do centro histórico de León. Tem quartos privativos, coletivos e área para camping (não é muito nivelada – foi difícil achar uma posição). Os donos Isa (brasileira) e seu marido Axel (nicaraguense) são muito simpáticos e solícitos. O hotel conta com restaurante, cozinha para hóspedes (pelo menos nós pudemos usar) e wifi (um pouco lento).
Nossa classificação – Bom
No dia 02/03/15 deixamos a capital nicaraguense com destino a León. Como mencionamos no post sobre Granada, a cidade de León disputou por muitos anos o título de capital nicaraguense com a cidade de Granada. Esse conflito teve um período bastante violento e só foi resolvido quando as duas cidades firmaram um acordo transferindo a capital para Managua em 1858.
Hoje a disputa entre León e Granada segue firme, mas não se trata do título de capital da Nicaragua. Hoje a disputa gira em torno do número de igrejas, edifícios e residências históricos em estilo colonial. Quem ganhou? É óbvio que fomos nós, os turistas, que temos a oportunidade de ver duas cidades muito bonitas e cheias de história.
León é a segunda maior cidade nicaraguense com uma população estimada em 201.000 habitantes e foi oficialmente fundada em 1524 por Francisco Hernández de Córdoba, mas a cidade foi realocada para a localização atual em 1610, após o abandono da cidade original hoje conhecida com o León Viejo.
Antes de chegar à cidade de León nós passamos pelo sítio arqueológico de León Viejo, que foi declarado patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2000. As ruínas da cidade de León ficam a cerca de 40 km da atual cidade, próxima ao vulcão Momotombo, e conta com um museu, além de guias que acompanham os visitantes e contam a história do lugar – muito interessante!
As ruínas de León Viejo só foram descobertas em 1967 e os trabalhos de escavação descobriram ruínas de 16 prédios que rodeavam a praça central e hoje são preservadas. Segundo nossa guia, a cidade de León Viejo foi abandonada em 1610 e transferida para a localização atual em razão de 3 acontecimentos:
O primeiro foi o assassinato do Bispo de León, Frei Antonio de Valdivieso em 1550. Conforme a crença popular, o assassinato de uma figura religiosa traria má sorte para a cidade; o segundo foi a crise econômica daquela que foi considerada uma dos mais prósperos entrepostos comerciais da América Central, causada pela má administração do seu governante; e terceiro e mais importante, um forte terremoto em 1610 praticamente destruiu e selou o destino da cidade.
No dia 26/02 deixamos Granada. Nossa primeira parada foi na Laguna de Apoyo que está situada entre as cidades de Granada e Masaya e foi declarada reserva natural em 1991. Apesar de ser uma reserva, diversos quiosques, hoteis e pensões lotearam as margens do lago e hoje disputam os turistas.
Saindo da Laguna de Apoyo fomos para a Cidade de Masaya, que é considerada a capital do folclore e do artesanato da Nicaragua. Nossa primeira parada foi no Mercado Municipal Ernesto Fernandez, que é o maior e mais popular da cidade. Lá se pode encontrar de tudo, de galinhas empalhadas a sapatos, passando por artesanato e comida (é claro); também aproveitamos para comer uma comida típica nicaraguense em um restaurante (se é que dá para chamá-lo de restaurante) indicado por locais.
Em seguida vistamos o Mercado de Artesanato, que fica no centro de Masaya e é bem mais organizado e turístico. Aqui também acontecem apresentações de dança e música todas as quintas à noite, mas justo essa quinta-feira foi dedicada à dança e música árabe – legal, mas não era o que nós esperávamos.
Na manhã seguinte (27/02) visitamos o Parque Nacional do Vulcão Masaya. Na realidade existem dois vulcões no parque, o Masaya e o Nindirí, com um total de 5 crateras, mas o Masaya o único dos 2 que se encontra em atividade. Esse vulcão é considerado um dos vulcões mais ativos e violentos da Nicaragua (a sua última erupção aconteceu em 2003) e segundo pesquisadores, uma das maiores erupções da Terra nos últimos 10.000 anos aconteceu no Masaya.
Popularmente o vulcão Masaya é conhecido como “Boca do Inferno” e muitos acreditam que ele é uma das 6 portas para o inferno (as outras são: Vulcão Hekla – Islândia; Vulcão Erta Ale – Etiópia; Caverna Xibalba – Guatemala; Caverna Hade – Grécia; e o Purgatório de Saint Patrick – Irlanda). Talvez por isso tenha uma cruz próximo a cratera fumegante do vulcão.
No começo da tarde chegamos em Managua. A capital da Nicaragua não tem grandes atrações e alguns bairros são pouco seguros para andar, mas mesmo assim decidimos ficar uns dias por aqui para recarregar as pilhas.
Managua foi quase totalmente destruída em um forte terremoto em 1972 e muitas regiões da cidade ficaram abandonadas por décadas; um exemplo do abandono é a Catedral de Managua, que foi uma das poucas construções que sobreviveram. Existe um projeto de revitalização em andamento, mas pelo visto serão necessários mais uns bons anos para sua conclusão.
O presidente da Nicaragua, Daniel Ortega, é um dos presidentes latino americanos simpatizantes do Bolivarianismo idealizado por Hugo Chávez. Ficamos impressionados ao ver um monumento a Simon Bolivar com as bandeiras da Nicaragua e Venezuela e a imagem do Hugo Chávez nos extremos da Avenida Simon Bolivar.
No dia 26/02/15 completamos 180 dias de viagem. Nesses 6 meses passamos por 11 países, mas cruzamos 19 fronteiras; rodamos 31.879 kms; consumimos 3.861 litros de diesel; fomos parados pela polícia 23 vezes; o Godzilla ficou 59 dias parado; dormimos 89 noites em hotéis, 37 noites em nossa barraca, 29 noites em hostels, 22 noites em casas de amigos ou apartamentos e 1 noite em um navio; tivemos 123 dias de sol, 105 dias de calor acima dos 20 graus e 18 dias de frio abaixo de 10 graus.
Vimos muitas coisas diferentes e até tentamos dizer o que foi melhor ou pior, mas é impossível comparar praia com montanha ou cidade com campo. No final entendemos que todas as experiências (boas e ruins) foram únicas e fazem parte dessa aventura cada uma a seu modo.
Mas se existe um legado dessa viagem, certamente são as pessoas que conhecemos. Como disse o Fausto do Zen Fome Vegano existem mais pessoas boas no mundo do que ruins, só não esperávamos encontrar tantas pessoas boas dispostas a receber dois estranhos (nós) em suas casas ou apenas curtindo a estrada como nós.
Chegamos à metade da viagem e ainda temos muito pela frente. Continuem zanzando com a gente!
No dia 24/02/15 deixamos a costa rumo à charmosa cidade de Granada. Fundada em 1524 por Francisco Hernández de Córdoba, La Gran Sultana como é conhecida por suas construções que lembram a arquitetura do norte da África e a região da Andaluzia, Granada é uma das cidades mais antigas do Novo Mundo.
Hoje Granada é uma cidade muito tranquila e gostosa para se caminhar, mas nem sempre foi assim. A cidade foi vítima de várias batalhas e invasões de piratas ingleses, franceses e holandeses; foi quase totalmente destruída em 1856 após um incêndio causado por ordem de William Walker; e mais recentemente disputou o título de capital da Nicaragua com a cidade de León, gerando até conflitos mais violentos, que só cessaram quando a capital federal foi transferida para Managua que está situada entre as duas cidades.
No dia 25/02/15 fizemos um walking tour pelo centro histórico de Granada e pudemos conhecer um pouco mais dessa incrível cidade. Nosso passeio começou pelo Parque Central e Catedral de Granada, que foi construída em 1915.
Em seguida visitamos a Plaza de la Independencia e a Casa de los Leones, que hoje funciona como um centro cultural com exposições, ateliês de pintura etc.

De lá passamos pelo Convento y Museo San Francisco, com seu enorme pátio interno cheio de palmeiras – muito bonito.
Visitamos também a Iglesia de La Merced que foi uma das poucas construções que sobreviveu ao incêndio provocado por William Walker e foi mantida sem pintura até hoje como uma forma de lembrar a tragédia.
Da torre da igreja é possível ver praticamente toda a cidade e ao fundo o Lago Nicaragua.
Finalizamos nosso passeio na Iglesia de Guadalupe após passarmos pela movimentada região do Mercado Municipal.
No final da tarde fizemos um passeio por Las Isletas, um arquipélago formado por 365 pequenas ilhas de origem vulcânica que surgiram com a explosão do vulcão Mombacho. Muitas dessas ilhas são particulares e têm construções luxuosas de veraneio de nicaraguenses e estrangeiros, outras têm restaurantes ou comunidades de pescadores, mas algumas delas permanecem intocadas, como a Isla de los Monos (Ilha dos Macacos), que abriga uma família de 5 macacos.
No domingo 22/02, após cruzarmos a Costa Rica em 2 dias, entramos no décimo primeiro país dessa viagem, a Nicaragua. Não tínhamos planejado passar muito tempo por aqui, mas conversando com outros viajantes e pesquisando mais sobre o país descobrimos uma Nicaragua incrível e não poderíamos perder a chance de explorar melhor esse lugar.
Entramos na Nicaragua pelo Paso Peñas Blancas, mas não foi fácil. Levamos cerca de 30 minutos para sair da Costa Rica e longas 2 horas e meia para entrar na Nicaragua. A burocracia em ambos os países é tão grande que vários “facilitadores” se oferecem para nos guiar pelas fronteiras em troca de uma “propina voluntária”.
| Passo a Passo da fronteira entre a Costa Rica e a Nicaragua
Saída da Costa Rica 1. Passar pela Aduana (prédio à esquerda antes da grade) 2. Imigração da Costa Rica Documentos necessários 1. Cópia do ingresso temporário (documento da aduana) Custos 1. Imposto de saída – 8 USD – Temos quase certeza que não seria necessário pagar (nenhum guia ou blog menciona), mas acabou entrando na conta 2. “Propina” do facilitador – 5 USD Entrada na Nicaragua 1. Passar pela fiscalização de saúde (apenas apresentamos o passaporte. Não solicitaram nada) 2. Passar pela fumigação 3. Pagar a taxa de entrada na cidade 4. Fazer a imigração 5. Fazer o seguro obrigatório do carro 6. Pagar a taxa de ingresso do veículo 7. Fazer a inspeção aduaneira 8. Passar pela aduana e fazer o ingresso do veículo 9. Passar pela inspeção policial Custos 1. Fumigação – 3 USD 2. Taxa de entrada na cidade – 1 USD 3. Taxa de ingresso no país – 12 USD 4. Seguro do veículo – 12 USD 5. Taxa de ingresso do veículo – 5 USD 6. “Propina” do facilitador – 20 USD |
Essa fronteira foi realmente muito complicada, mas ainda bem que não estávamos sozinhos. Em Libéria – Costa Rica, reencontramos o Amabry e a Rosely do Vamos Pro Alasca (https://www.facebook.com/vamosproalasca?fref=ts) e seguimos com eles rumo à Nicaragua.
Da fronteira dirigimos por mais 40 minutos até Playa Madera, na costa do Pacífico, onde ficamos acampados por 2 dias. Essa praia é incrivelmente bonita e deserta, mas a água estava muito fria e alguns macacos resolveram usar as árvores acima do Godzilla como banheiro, então já dá para imaginar como nosso carro ficou. Eca!!
Hoje (24/02), após lavarmos a sujeira dos macacos, seguimos para a pequena e charmosa cidade de Granada. No caminho, ainda paramos para ver a Ilha Ometepe, que está situada no meio do Lago Nicaragua e é formada por 2 vulcões (Concepción e Maderas). O Vulcão Concepción está em plena atividade; sua última erupção aconteceu em 9 de março de 2010, mas até hoje é possível ver a fumaça saindo da sua cratera.
É possível chegar à Ilha Ometepe por meio de uma balsa que transporta carros e motos ou barcos menores somente para passageiros, mas o custo para atravessar com o carro (cerca de 31 USD por trecho) torna o passeio muito caro e por isso decidimos apenas admirar os vulcões à distância.
(lavando a sujeira dos macacos!)
(Vulcão Concepción à esquerda e Madera – menor – à direita)
(almoço servido na praça de Granada – comida de rua, mas não era por quilo!)
Infelizmente não pudemos conhecer a Costa Rica, mas quem sabe um dia não retornamos com mais calma e mais dinheiro para curtir essa que é considerada a jóia da América Central. Com isso, seguem os números da Costa Rica:
GPS
| Km total rodado | 602 |
| Km médio/dia | 301 |
| Dias com o carro parado | |
| Paradas policiais | 1 |
Diesel
| Litros consumidos | 68,00 (aprox) |
| Autonomia média Km/L | 8,82 |
| Litro mais caro (USD) | 0,89 |
| Litro mais barato (USD) | 0,89 |
| Valor médio diesel (USD) | 0,89 |
Calendário
| Data inicial | 20.02.15 |
| Data final | 22.02.15 |
| Número de dias total | 2 |
| Províncias (Estados) | 2 |
Clima
| Condição | Dias |
| Sol | 2 |
| Nublado | |
| Neve | |
| Chuva | |
| Sol/Chuva | |
| Calor > 20 | 2 |
| Normal | |
| Frio < 10 | |
| Frio < 0 |
Acomodação
| Condição | Dias |
| hotel | 2 |
| acampamento | |
| hostel | |
| casa |
A Costa Rica é um país caro. Hotéis, restaurantes e tudo mais que se possa imaginar tem preços acima da média. Como ficamos muito pouco tempo e precisávamos reorganizar a viagem, acabamos ficando em hotéis. Vejam onde ficamos e o que achamos:
JACÓ (20/02/15)
Hotel Amapola (http://www.hotelamapola.com). Um resort com piscina, casino e restaurante. Tem estacionamento fechado e coberto e wifi (ruim). Os quartos são amplos, com TV, ar condicionado e frigobar. Achamos caro para o que oferece, mas as outras opções que vimos em Jacó eram piores ou mais caras.
Nossa classificação – Bom
LIBÉRIA (21/02/15)
Best Western Las Espuelas (http://www.hotellasespuelas.com). Um ótimo hotel situado a beira da Panamericana. A cidade está parecendo um canteiro de obras em razão da duplicação da Panamericana. Muito pó e muito movimento, mas mesmo assim o hotel estava super tranquilo. Quarto limpo e amplo, com ar condicionado, TV e wifi (muito bom). O hotel tem piscina, restaurante e estacionamento.
Nossa classificação – Muito bom
5 dias – esse foi o tempo que a nada simpática e muito menos gentil oficial de imigração nos concedeu para circularmos pela Costa Rica. Só percebemos isso quando o oficial da aduana nos questionou por que só pedimos 5 dias se vamos entrar de carro na Costa Rica. Acontece que não pedimos, simplesmente ganhamos!
Até tentamos pedir uma extensão desse prazo, mas com toda má vontade do mundo a oficial que fez a nossa entrada explicou que a única possibilidade seria fazer a saída da Costa Rica, entrada no Panamá, saída do Panamá e novamente a entrada na Costa Rica. Questionada sobre o novo prazo ela disse que se nós tivéssemos condições de preencher os requisitos de imigração (quais requisitos???), poderíamos ter um prazo maior, mas ela não garantiria nada.
Uma pena! Foi o que dissemos. Gostaríamos de ter ficado pelo menos 12 dias na Costa Rica, mas ficamos tão chateados com esse episódio que decidimos não ficar nem os 5 dias e cruzar direto a Costa Rica rumo à Nicarágua. Dos doze dias inicialmente previstos ficaremos dois ou três e veremos a Costa Rica da janela do Godzilla.
Sobre a fronteira, cruzamos pelo Paso Canoas, que é bem feio e tumultuado com muitos caminhões e pessoas circulando. Levamos cerca de 20 minutos para fazer a imigração e aduana do Panamá e 1h30 para fazer a imigração da Costa Rica e a aduana. Ao entrar na Costa Rica é necessário fazer um seguro (35 USD por 3 meses) e passar pela fumigação (sem custo). Em ambos os lados não houve muita gentileza.
Após a complicada travessia de ferry da Colômbia para o Panamá e de um esperado reencontro com a família no Carnaval, fechamos nossa passagem pelo primeiro país da América Central.
Com isso, seguem os números:
GPS
| Km total rodado | 1.473 |
| Km médio/dia | 87 |
| Dias com o carro parado | 8 |
| Paradas policiais | 3 |
Diesel
| Litros consumidos | 152,86 |
| Autonomia média Km/L | 9,64 aprox. |
| Litro mais caro (USD) | 0,642 |
| Litro mais barato (USD) | 0,629 |
| Valor médio diesel (USD) | 0,636 |
Calendário
| Data inicial | 03.02.15 |
| Data final | 20.02.15 |
| Número de dias total | 17 |
| Províncias (Estados) | 7 |
Clima
| Condição | Dias |
| Sol | 11 |
| Nublado | 2 |
| Neve | |
| Chuva | 1 |
| Sol/Chuva | 3 |
| Calor > 20 | 17 |
| Normal | |
| Frio < 10 | |
| Frio < 0 |
Acomodação
| Condição | Dias |
| hotel | 10 |
| acampamento | 5 |
| hostel | 1 |
| navio | 1 |
Vejam onde ficamos no Panamá e o que achamos:
COLON (04/02/15)
Meliá Panama Canal (http://www.melia.com/es/hoteles/panama/colon/melia-panama-canal/index.html). Hotel muito bom situado em um bairro mais tranquilo de Colon (que tem fama ser uma cidade perigosa). Tem de tudo, piscina, bar, caiaques, quadras etc. Os quartos são grandes, mas escuros.
Nossa classificação – Muito bom
SANTA CLARA (06/02/15)
XS Memories (http://www.xsmemories.com). Um hotel, cabaña, restaurante e camping próximo da Ruta Panamericana. Apenas um banheiro e chuveiros externos (com água fria). Wifi (um pouco lento) e piscina. A área para camping tem tomada e água, o que é muito prático para RVs.
Nossa classificação – Bom
PLAYA VENAO (09/02/15)
Eco Venao (http://ecovenao.com). Um hostel com cabañas e área para camping. A área de camping é apenas para barracas e não é muito nivelado, então fizemos o melhor possível para parar o carro. O hostel é enorme e fica a poucos metros de uma praia (tranquila durante a semana) muito boa para surf, além de trilhas e cachoeiras. Chuveiro apenas com água fria e wifi (razoável).
Nossa classificação – Razoável
LA PINTADA (11/02/15)
La Pintada River Inn (http://www.lapintadainn.com). Um hotel pequeno (8 quartos) em um local muito tranquilo. A limpeza do quarto não estava um primor. Os quartos tem ar condicionado, TV a cabo e frigobar. O hotel tem piscina, wifi, cavalos e um riacho próximo. O pôr do sol é fantástico daqui.
Nossa classificação – Razoável
CIDADE DO PANAMÁ (12/02/15)
Hard Rock Hotel Panama Megapolis (http://www.hrhpanamamegapolis.com). Um hotel muito grande com o conceito do Hard Rock. Conta com diversos bares (um com um palco para shows), restaurantes (buffet e a la carte), loja etc. etc. Estava muito cheio, mas não incomodou. O hotel fica em um complexo com um shopping e próximo a outros shopping muito bom. Os taxis do hotel são absurdamente caros e para pegar um taxi comum só indo até a rua.
Nossa classificação – Ótimo
SANTIAGO DE VERAGUAS (18/02/15)
Hotel Gran David (http://www.hotelgrandavid.com). Um ótimo hotel em uma cidade improvável. Piscina, restaurante, wifi (um pouco lento) e um estacionamento enorme e aberto. Quartos simples, mas limpos com ar condicionado e TV a cabo. Não tem café da manhã.
Nossa classificação – Bom
BOQUETE (19/02/15)
Pension Topas (http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g298424-d1140209-Reviews-Pension_Topas-Boquete_Chiriqui_Province.html). Uma pensão pequena administrada por dois estrangeiros muito simpáticos. Quartos com banheiro privativo e coletivo e área para camping. É possível dormir no carro, mas o estacionamento é pequeno.
Nossa classificação – Razoável
No dia 11/02 deixamos a Península de Azuero para retornar à Cidade do Panamá, onde passaríamos o Carnaval. No caminho ainda paramos para conhecer a Cidade de La Pintada. Passamos um final de tarde muito agradável em um pequeno hotel fazenda e no dia seguinte (12/02) visitamos a fábrica de charutos Joyas de Panama.
(belo fim de tarde em La Pintada)
Essa pequena fábrica de charutos é administrada pela Cubana Miriam Padilla e seu filho, e emprega diretamente cerca de 80 pessoas (maior empregador da região). A capacidade máxima de produção é de 22.000 charutos por dia, mas eles trabalham apenas conforme a demanda, então no dia que visitamos apenas um único empregado enrolava as folhas de fumo.
No dia 12/02 chegamos à Cidade do Panamá e fomos direto para o Hard Rock Hotel. Não, não estamos esbanjando! A surpresa é que a nossa família viria do Brasil para passar o feriado conosco. Eles só iriam chegar no dia 14/02 (sábado), então aproveitamos os dois dias por aqui para fazer coisas simples, fomos ao cinema, jantamos em um restaurante legal, fomos a um bar com música ao vivo. É engraçado como essas coisas “normais” fazem falta quando estamos em uma viagem como essa.
E assim, no dia 14/02 eles chegaram. Para o Carnaval vieram os pais, irmãos e cunhado da Liene. Detalhe, essa é a primeira vez que nós 7 viajamos juntos. Até dissemos que foi necessário ficar quase 6 meses longe deles para que pudéssemos viajar todos juntos…rs
Tiramos o sábado para colocar o papo em dia, contar um pouco da nossa viagem e matar as saudades de todos. No fim do dia ainda encontramos com o Roy e a Michelle do Mundo Por Terra (http://www.mundoporterra.com.br) e jantamos todos juntos em um restaurante do hotel.
No domingo (15/02) fizemos um city tour pela Cidade do Panamá, começando pelas eclusas de Miraflores, que é a entrada do Pacífico para o Canal do Panamá. Em Miraflores são apenas 2 eclusas que elevam os navios 16 metros acima do nível do mar (8 metros cada eclusa); de lá os navios navegam até a terceira eclusa (Pedro Miguel) que os eleva mais 10 metros até o nível do lago Gatún.
O centro de visitantes conta com um museu e dois decks de onde se pode observar a passagem dos enormes navios, mas por estar muito próximo à Cidade do Panamá, fica lotado de turistas e mal conseguimos achar um espaço no guarda corpo para observar as eclusas; bem diferente do Gatún Locks (eclusas de Colón – Lado do Atlântico), que são menos movimentadas, mas não menos impressionantes.
Toda essa área era controlada pelos Estados Unidos, que considerava o canal e uma faixa de 8,1 km de cada margem como território norte americano, sendo proibido o acesso de panamenhos. O que nos chamou a atenção foi a diferença sócio-econômica entre o lado controlado pelos americanos (rico) e o lado panamenho (sensivelmente mais humilde).
(grafite que representa a luta do povo panamenho pela desocupação do canal)
Fechamos o city tour no Casco Antiguo, que é um bairro da Cidade do Panamá erguido em 1673 após a quase completa destruição do bairro Panamá Viejo por piratas em 1671. O bairro foi considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO em 2003, entretanto muitos prédios ainda se encontram ocupados por invasores (na maioria mulheres com crianças e idosos), o que impede a conclusão das obras de restauração.
E assim passamos o Carnaval. O melhor desse feriado foi rever a nossa família, mas como tudo que é bom dura pouco, na terça-feira (17/02) eles retornaram ao Brasil e nós em breve seguiremos em frente em nossa jornada.
No dia 06/02 deixamos a cidade de Colón em direção à costa do Oceano Pacífico. No caminho paramos 3 noites em um camping próximo a Playa Santa Clara onde conhecemos um simpático casal de californianos, Thomas e Angela, que estão viajando há 5 anos pelas Américas a bordo de um motor home e ainda pretendem viajar por mais 2 anos.
Em seguida, no dia 09/02 partimos rumo à Playa Venao. A cerca de 350 km da Cidade do Panamá, essa pequena e tranquila vila é bastante frequentada por surfistas de todos os cantos do mundo atrás das constantes ondas, água quente e calor. O boom imobiliário parece que ainda não chegou por aqui. O clima é de total tranquilidade, quebrada apenas por macacos e pássaros que fazem a festa logo cedo e no final da tarde.
E por falar em boom imobiliário, aqui ele foi provocado por estrangeiros (em especial americanos e canadenses) que decidiram curtir sua aposentadoria um pouco mais abaixo de Miami. Segundo a publicação Modern Maturity, da American Association of Retired Persons, o Panamá é o melhor lugar das Américas para curtir a aposentadoria. Ainda, a revista Fortune e a International Living citam o Panamá entre os top 5; e a Conde Nast Traveler entre os top 6 lugares nas Américas para se ter uma segunda casa.
O resultado de toda essa publicidade, aqui se fala mais inglês do que em Miami…
No dia 04/02/15 inauguramos um novo capítulo de nossa viagem, a América Central. Infelizmente nossa primeira impressão não foi muito boa, já que ficamos mais de 7 horas no porto de Colon aguardando a liberação dos carros, isso sem mencionar toda a grosseria e falta de preparo dos agentes portuários.
11 carros (1 Panamá; 3 Brasil; 2 Suíça; 2 França; 1 Alemanha; 1 Argentina; 1 Chile – dirigido por Australianos) e 2 motos (1 México; 1 Austria – pilotada por um romeno surdo-mudo – legal!) aguardando a liberação das autoridades panamenhas.
Após muita confusão deixamos o porto de Colon perto das 20h para entrar oficialmente no nono país, o Panamá. Nossa porta de entrada foi a feia e perigosa cidade de Colon, então tratamos de fechar os vidros e seguir direto para o hotel que fica situado em um bairro mais seguro.
O nosso hotel em Colon (hoje um confortável e tranquilo Meliá) também merece uma menção honrosa, já que ocupa o histórico prédio da Escola das Américas (School of the Americas em inglês), que era um instituto do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, fundado em 1946.
No auge da guerra fria em 1961, seu objetivo oficial passou a ser a “formação de contra-insurgência anti-comunista” e muitos ditadores latino-americanos famosos por seus crimes contra a humanidade como o General Leopoldo Galtieri – Argentina e Manuel Noriega – Panamá, passaram por aqui dando à escola o apelido de escola de ditadores.
No dia 05/02/15 ficamos em Colon para conhecer a entrada do Atlântico para o Canal do Panamá. Essa incrível obra de engenharia data do início do século 20 e até a entrega definitiva ao governo panamenho em 1999 pertencia aos Estados Unidos da América, que foi responsável pela conclusão de suas obras.
O Oceano Atlântico é ligado ao Lago Gatun 26 metros acima do nível do mar por 2 conjuntos de 3 eclusas cada, chamados Gatun Locks. Cada câmara do Gatun Locks tem 33,53 metros de largura por 320 metros de comprimento, sendo bombeados ou drenados 101 mil metros cúbicos de água em aproximadamente 8 minutos em cada travessia.
De um cômodo centro de visitantes é possível acompanhar o movimento de enormes navios graneleiros, de containers ou de transporte de veículos (os 3 mais comuns) que passam quase raspando nas paredes do canal. Na realidade tudo é milimetricamente calculado e existe até uma nomenclatura específica para navios chamada Panamax, que define a classe de embarcações que são capazes de cruzar o canal do Panamá.
(imagem da internet – navio no Gatun Locks em 1914)
(navio no Gatun Locks em 2015)
Saindo do Canal do Panamá visitamos o Fort San Lorenzo, que está situado dentro do parque de mesmo nome e é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1981. Esse forte construído pela primeira vez no final do século 16 pelos espanhóis tinha como objetivo proteger o caminho real e a Cidade do Panamá dos constantes ataques de franceses e ingleses. Ele foi destruído e reconstruído algumas vezes até ser abandonado em meados do século 18.
Durante a ocupação Norte Americana, o forte San Lorenzo integrava a área do Fort Sheridan, base Norte Americana que protegeu o Canal do Panamá durante a segunda guerra mundial e depois servia como escola para o treinamento de soldados em selvas (muitos soldados das forças especiais que lutaram no Vietnam realizaram seu treinamento nessa base).
Apesar da importância histórica do local, infelizmente a impressão que tivemos é de total abandono. Apesar de pagarmos 5 USD/pessoa para entrar no parque, o forte estava totalmente abandonado, com sinais de danos provocados por um incêndio e com muito lixo acumulado por todos os lados. Uma pena!
Como mencionamos em um post anterior (https://zanzando.com/2014/10/28/ferry-xpress-2/), as Américas são conectadas por uma rede de estradas conhecida como Ruta Panamericana, que são totalmente trafegáveis, exceto por um pequeno trecho entre a Colômbia e o Panamá conhecido como Darien Gap.
Apesar do Panamá estar a menos de 20 horas de distância de barco, por diferentes razões nunca houve um serviço constante de ferry entre os dois países e a única opção para quem quer atravessar com o carro é despachá-lo em um navio, serviço que é demorado, com um alto custo e muitas vezes não muito seguro.
Por tudo isso todos nós ficamos muito felizes quando, há alguns meses, uma empresa chamada Ferry Xpress anunciou o início das operações do Ferry Adriático, com capacidade para 500 carros e mais de 1.300 pessoas, que faria viagens regulares entre Cartagena e Colón.
(Ferry Xpress – solução ou pesadelo?)
Com o ferry poderíamos embarcar o carro em Cartagena em um dia e no dia seguinte sair dirigindo pelo Panamá. Não obstante o custo poderia ser até 75% mais baixo do que o custo de atravessar para o Panamá da forma convencional (navio para o carro, e avião ou navio para as pessoas).
Contudo, o que parecia ser uma ótima notícia se tornou um tormento. O ferry fez apenas umas poucas viagens, ainda no final do ano de 2014, transportando veículos. Depois, alegando problemas técnicos no porto de Colón, a empresa interrompeu o transporte de veículos (carros e caminhões) até segunda ordem.
Desde o início de dezembro estamos acompanhando essa novela e praticamente toda semana existe a expectativa de que o serviço de transporte de veículos seja retomado, o que não ocorreu até agora, gerando uma enorme ansiedade e um pouco de stress entre os viajantes.
Quando chegamos em Cartagena no dia 23/01 encontramos outros 7 carros (14 pessoas de diferentes nacionalidades) que estavam aguardando notícias do ferry e todas as vezes que nos encontrávamos a conversa era sempre a mesma: será que vamos conseguir embarcar nessa terça ou na próxima quinta?
Como não houve resposta, no dia 28/01 decidimos nos juntar e despachar os carros em containers para o Panamá. Apesar de ser mais caro, ainda poderíamos reduzir um pouco o custo dividindo um container de 40 pés entre dois carros. E assim, conseguimos fechar 3 containers com 6 carros.
Para cuidar dos trâmites aduaneiros escolhemos o Luis Rota e a Sonia Garcia da Enlace Caribe, que foram muito atenciosos e rápidos (contatos e procedimentos abaixo).
| Procedimento para despacho de carro em container
Para o despacho do carro em um container de Cartagena ao Panamá, na quarta-feira da semana anterior ao embarque é necessário iniciar os preparativos com a assinatura das cartas e autorizações, bem como reconhecer firmas e autenticar os documentos em um cartório (tudo providenciado com a ajuda da Enlace). Com os documentos prontos, a Enlace toca todo o processo e faz a reserva do container, paga as taxas portuárias etc. Na terça-feira da semana seguinte o carro tem que ser levado ao porto onde será fumigado (custo de aprox. 35,00 USD) e colocado dentro de um container (apenas o proprietário poderá entrar no porto). Na quinta-feira o container é carregado no navio e na segunda-feira da outra semana o container estará disponível para retirada no porto de Colón. Os custos totais por carro em um container de 40 pés (cabem 2 carros) seriam de USD 1.263,00 por carro, sendo USD 1.050,00 antes do embarque na Colômbia e USD 213,00 para o desembaraço do container no Panamá. Enlace Caribe Calle 28, 26-47 – oficina 103 Manga – Cartagena de Índias – Colômbia Tel.: +57 (5) 660-8960 Fax: +57 (5) 660-9495
Luis Ernesto La Rota R. Sonia Garica |
Contudo, no dia 29/01 recebemos a informação de que algumas pessoas tinham conseguido emitir as passagens para a viagem do Ferry de terça-feira 03/02, junto com os carros. Isso gerou um sentimento misto de euforia e ansiedade. Por um lado ficamos contentes de poder embarcar no Ferry, mas por outro lado não tínhamos certeza que a empresa deixaria embarcar os carros em razão dos “problemas técnicos” do porto de Colón.
Somente no final da tarde do dia 30/01 recebemos uma confirmação formal de que a travessia da terça-feira aconteceria, mas segundo a empresa Ferry Xpress essa viagem foi uma exceção, sendo que o serviço regular somente será retomado em algumas semanas, após a conclusão de algumas obras no porto de Colón.
| Procedimentos para embarque do carro no Ferry em Cartagena:
1) Confirmada a travessia compre a passagem para os passageiros e veículo 2) Passe no escritório da Rozo (despachante da Ferry Xpress) para fazer o conhecimento de embarque e pagar a taxa 3) Passe no DIAN com o formulário de saída de veículo de turista preenchido (fazer 2 cópias do formulário de saída, passaporte, carimbo de entrada na Colômbia, documento do veículo, formulário de ingresso do carro emitido pelo DIAN ao entrar na Colômbia) 4) No dia do embarque leve o carro ao terminal de cruzeiros de Cartagena e aguarde do lado de fora 5) Faça a fumigação do veículo e pague a taxa 6) Ingresse no terminal de passageiros e siga as instruções 7) Passe pela rigorosa vistoria da polícia colombiana (inclusive com cães farejadores) 8) Passe pela inspeção sanitária 9) Aguarde a liberação da aduana (DIAN) 10) Faça a imigração colombiana 11) Leve o carro para o Ferry Para providenciar os itens de 1 a 3 levamos cerca de 4 horas já que os lugares estão distantes uns dos outros. No dia do embarque (itens de 4 a 11) chegamos no terminal perto das 13h e somente conseguimos embarcar no ferry às 20h. Procedimentos para desembarque do carro em Colón: 1) Desembarque o carro do Ferry 2) Aguarde a entrega do conhecimento de embarque pela empresa Ferry Xpress 3) Aguarde a entrega do Seguro Obrigatório (também providenciado pela Ferry Xpress) 4) Aguarde a vistoria policial e cão farejador 5) Faça a imigração panamenha 6) Faça a aduana panamenha Chegamos em Colón às 13h e desembarcamos às 13h30, mas só conseguimos sair do porto com tudo liberado às 20h. Os custos foram de: Passagens (carro e 2 passageiros) – 656,00 USD Cabine para 2 pessoas no Ferry – a partir de 52 USD Rozo (despachante Ferry Xpress) – 25,00 USD Fumigação – 35,00 USD Seguro obrigatório Panamá – 20,00 USD |
Os custos do ferry são muito mais baixos e o ganho de tempo é inegável, mas a falta de organização e a falta de educação de ambos os lados (Colômbia e Panamá) são capazes de tirar do sério até um monge budista! Ao todo levamos cerca de 14 horas para realizar a saída da Colômbia (7 horas) e entrada no Panamá (7 horas), além das 18h de viagem no ferry. Também sofremos 2 dias com muita má vontade e MUITAS informações desencontradas. Detalhe, éramos apenas 10 carros atravessando para o Panamá!
Como mencionamos acima, oficialmente o ferry não está transportando veículos por questões técnicas, mas pessoalmente acreditamos que a falta de um acesso para os veículos não é o real motivo para essa suspensão. Ainda que seja, não parece haver qualquer movimentação para realizar as obras necessárias. Assim, sugerimos a todos que pensam em cruzar para o Panamá nos próximos meses que acompanhem as notícias sobre o ferry e estejam preparados para esperar ou tenham um plano B.
Nossa passagem pela Colômbia foi mais rápida do que gostaríamos que fosse em razão da travessia para o Panamá. As estradas são duras, cheias de curvas e muito tráfego, mas as paisagens são muito bonitas. Como diz a propaganda o maior perigo na Colômbia é querer ficar, e nós bem que gostaríamos, mas vai ficar para uma próxima.
Com isso, seguem os números da Colômbia:
GPS
| Km total rodado | 3.219 |
| Km médio/dia | 146 |
| Dias com o carro parado | 9 |
| Paradas policiais | 3 |
Diesel
| Litros consumidos | 348,19 |
| Autonomia média Km/L | 9,24 aprox. |
| Litro mais caro (USD) | 0,941 |
| Litro mais barato (USD) | 0,856 |
| Valor médio diesel (USD) | 0,889 |
Calendário
| Data inicial | 12.01.15 |
| Data final | 03.02.15 |
| Número de dias | 22 |
| Departamentos (Estados) | 14 |
Clima
| Condição | Dias |
| Sol | 15 |
| Nublado | 1 |
| Neve | |
| Chuva | 3 |
| Sol/Chuva | 3 |
| Calor > 20 | 20 |
| Normal | 2 |
| Frio < 10 | |
| Frio < 0 |
Acomodação
| Condição | Dias |
| hotel | 17 |
| acampamento | 2 |
| casa/convidado | 2 |
(abaixo da esquerda para direita – Liene, Rosely, Michelle, Roy – bravo com a demora do Ferry, Matias – sendo solidário a indignação do Roy, Candelaria e Castro)
Como ainda é impossível cruzar o Darien Gap (https://zanzando.com/2014/10/28/ferry-xpress-2/) de carro, Cartagena na Colômbia acaba sendo o ponto de encontro de muitos overlanders que estão indo para o norte ou vindo do Panamá ou de outros países.
Muitos viajantes passam dias ou semanas em Cartagena não apenas em razão do seu valor histórico e belezas naturais, mas também para organizar o envio do carro para o próximo destino; ou o recebimento deste para iniciar a viagem pela América do Sul.
Esse “entrave” nos permitiu reencontrar o Castro e a Rosely do Vamos pro Alasca (http://www.vamosproalasca.blogspot.com | http://www.facebook.com/vamosproalasca), que nós conhecemos no Chile, ainda no começo de novembro, a caminho de San Pedro de Atacama; e com quem vínhamos falando por email/facebook sobre o envio do carro para o Panamá.
Também conhecemos o Roy e a Michelle do Mundo por Terra (http://www.mundoporterra.com.br | http://www.facebook.com/MundoPorTerraUmaFascinanteVoltaAoMundoDeCarro?fref=ts), que estão em sua segunda volta ao mundo a bordo de uma Land Rover Defender 130 modificada chamada Lobo da Estrada.
No acampamento ao lado do Hotel Hilton de Cartagena também conhecemos o Matias e a Candelaria, um casal de argentinos que saiu de Azul em março de 2014 a bordo de uma perua Toyota e têm se mantido na estrada com o dinheiro do artesanato que eles fazem.
Desejamos a todos uma ótima viagem e esperamos revê-los muitas outras vezes!
* * *
The Darien Gap is still a natural barrier to cross from Colombia to Panama driving. As a result the city of Cartagena in Colombia is a meeting point of many overlanders that are heading north or coming from Panama or other countries.
Many travelers spend days or weeks in Cartagena not only because of its historic value and beaches, but also to organize the shipment of car to the next destination or await its arrival to start the trip through South America.
This “deadlock” allowed us to bump again with the Brazilian couple Castro and Rosely from Vamos pro Alasca (http://www.vamosproalasca.blogspot.com | http://www.facebook.com/vamosproalasca) that we have met on early November in Chile on the way to San Pedro de Atacama.
We have also met Roy and Michelle from Mundo por Terra (http://www.mundoporterra.com.br | http://www.facebook.com/MundoPorTerraUmaFascinanteVoltaAoMundoDeCarro?fref=ts) that are on their second world trip on a heavily modified Land Rover Defender 130 named Lobo da Estrada.
At their camping close to Hilton Cartagena we have also met Matias and Candelaria, a couple from Argentina that left the City of Azul in March 2014 on a Toyota van and are selling their handcrafts to support their trip.
We wish you all a great trip and we hope to see you again many times.
No dia 23/01/15 chegamos em Cartagena de Índias ou simplesmente Cartagena. Situada no norte da Colômbia, na costa caribenha, essa cidade com cerca de 1 milhão de habitantes é a quinta maior cidade colombiana e um dos mais importantes portos da Colômbia.
A cidade de Cartagena foi fundada em 1533 por Pedro de Heredia e desde 1984 é considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em razão do centro histórico protegido por muralhas e seus fortes. Os principais pontos turísticos da cidade são o centro histórico, o bairro do Guetsemaní e o Forte de San Felipe de Barajas, que nós visitamos em nossa breve passagem pela cidade.
Nosso primeiro passeio foi pelo centro histórico, que é cercado por uma muralha construída para proteger a cidade após Cartagena ser invadida e pilhada por Francis Drake em 1586. Graças à sua posição geográfica (em uma baía de águas rasas) e ao sistema de defesa do qual também faz parte o Forte de San Felipe de Barajas, Cartagena resistiu a inúmeras investidas posteriores de ingleses, franceses e de piratas.
Os principais pontos do centro histórico são a Plaza de San Pedro Claver onde está situada a igreja de mesmo nome, o Palácio da Inquisição, situado na Plaza Simón Bolivar, a Catedral de Cartagena, a Igreja de Santo Domingo, o prédio da Universidade de Cartagena e os Conventos de Santa Teresa (hoje o hotel Charleston) e Santa Clara (hoje o hotel Sofitel), mas é muito legal ficar perdido pelas ruas do centro (tirando o calor que estava demais).
Uma boa dica para quem quiser conhecer o centro histórico e ouvir um pouco da história da cidade, sem gastar muito, é fazer o free tour cartagena (https://www.facebook.com/freetourcartagena), que tem como ponto de partida o Museu Naval e percorre as principais atrações em uma caminhada de aproximadamente 1h30.
Em seguida conhecemos o Castillo de San Felipe de Barajas que está localizado fora da Cidade amuralhada e servia como defesa contra uma invasão por terra. Esse imenso forte tinha inúmeros túneis que serviam para confundir e emboscar os inimigos, isso se eles sobrevivessem à pesada artilharia dos canhões e mosquetes dos soldados espanhóis. A engenharia empregada na construção do forte impressiona até hoje.









































































































































































