No sábado (17/01/15) chegamos à capital da Colômbia. O caminho continua sendo um sobe e desce intenso com curvas que não acabam mais, local perfeito para uma pedalada – não?
Nós já estivemos em Bogotá outras vezes, mas não poderíamos deixar de passar para rever nossos amigos Hernando, Martha Lucia e Maria Paula. Eles gentilmente nos receberam em sua casa e apesar do pouco tempo que passamos juntos, conseguimos matar as saudades dessa incrível família.
No domingo acordamos cedo e após um ótimo café da manhã com Arepa e Tamales típicos da região de Santander, fomos até o Lago Guatavita a cerca de 1h de Bogotá. Esse lago circular com diâmetro de aproximadamente 400 metros e águas esverdeadas era considerado como um local sagrado pela civilização précolombina dos Muiscas, e atrai milhares de turistas em razão da sua ligação com a lenda do El Dorado.
Nesse local os Muiscas celebravam um ritual onde o seu chefe tribal – Zipa (chamado “El Dorado” pelos Espanhóis) era coberto de ouro e mergulhava nas águas do lago para se purificar, deixando no seu fundo todo o ouro. Além disso, oferendas com ouro e esmeraldas eram atiradas no lago pelo povo como parte da cerimônia.
Em razão disso, muitos acreditam que existe um verdadeiro tesouro em ouro e pedras preciosas no fundo lamacento do lago, mas as tentativas de dragar seu fundo trouxeram apenas umas poucas peças em ouro e pedras preciosas. Hoje o local funciona como um parque e o acesso é restrito às trilhas e mirantes com a companhia de um guia, o que é muito legal.
(as pessoas do centro foram sacrificadas e atiradas no lago em um ritual muito legal…kkkk)
O mais legal da lenda envolvendo esse lugar é que El Dorado foi por muito tempo considerado uma cidade, depois um reino e mais tarde um império de riquezas inimagináveis. Muitos conquistadores espanhóis como Francisco Orellana e Gonzalo Pizarro partiram em expedições pela bacia amazônica atrás dessa lenda. Como resultado dessas expedições, em 1541 Francisco Orellana foi a primeira pessoa conhecida a navegar toda a extensão do Rio Amazonas.
Hoje, Eldorado ou El Dorado é o nome de inúmeros lugares, cidades (especialmente em locais de mineração), shows de TV, filmes etc. Aqui na Colômbia, El Dorado é o nome dado pelos europeus ao chefe tribal dos Muicas. No museu do ouro de Bogotá existe uma peça (uma das mais bonitas em nossa opinião) que retrata essa cerimônia, mostrando o Zipa ao centro coberto de ouro.
(El Dorado – Museu do Ouro – Bogotá – imagem da internet)
Após a visita ao Lago Guatavita visitamos o povoado de Guatavita. Apesar do seu estilo colonial, as construções têm apenas 40 anos. A razão disso é que o antigo povoado de Guatavita foi inundado quando da construção da represa que abastece a Cidade de Bogotá. Mesmo assim é muito agradável caminhar pelo seu centro, com restaurantes, lojas de artesanato e museus.
Com esse incrível passeio fechamos um fim de semana muito agradável. Hernando, Martha Lucia, Maria Paula e David (que nos emprestou seu quarto mesmo sem saber), obrigado pela ótima acolhida. Esperamos revê-los em breve. Um grande abraço, Dan e Liene
No dia 13/01/15 saímos de Popayan para conhecer a zona cafeeira da Colômbia. Escolhemos a cidade de Salento, que fica próximo ao Valle de Cocora e é considerada a mais antiga (foi fundada em 1850) e, provavelmente, a menor cidade da Província de Quindio.
O boom do café colombiano começou no início do século 20 e atingiu o seu ápice em 1959 quando o bigodudo Juan Valdéz e sua mula se tornaram o ícone da Federação Colombiana de Café. Apesar da competição com o café mais barato e de menor qualidade do Vietnam, o café arábico de alta qualidade da Colômbia ainda emprega 570.000 pessoas e representa cerca de 1.6 bilhões de dólares de receitas anuais para o país.
Em Salento conhecemos a Finca (fazenda) Don Elías, que em uma área com pouco mais de 4 hectares, produz cerca de 4 toneladas de café orgânico (arábico e colombiano) tipo exportação por ano. Apenas duas safras são colhidas por ano, a primeira entre março e abril e a segunda entre outubro e novembro.
Por ser um café orgânico, nessa fazenda não são utilizados quaisquer tipos de insumos ou pesticidas químicos. O combate às pragas é feito com métodos naturais (plantando árvores e plantas aromáticas ou frutíferas) e a fertilização da terra é feita por meio de plantas e cascas do próprio café que são usados como adubo.
Após a colheita, que é totalmente manual, é retirada a casca do café em uma máquina também manual semelhante a um moedor. Em seguida, os grãos de café são deixados em um tanque para fermentar, sendo os grãos que sobem à superfície retirados e utilizados como adubo, por serem considerados de baixa qualidade.
Só após a fermentação os grãos vão para a secagem, onde permanecem de 8 a 25 dias (dependendo do tempo – úmido ou seco), sendo mexidos pelo menos 15 vezes ao dia. Após a secagem a casca do grão de café é retirada em outro moedor e 70% da sua produção é enviada às fábricas de processamento. Os 30% restantes são torrados e comercializados diretamente pela fazenda.
Achamos o processo todo muito rudimentar, mas muito interessante; e o melhor desse passeio foi provar um delicioso café da Finca Don Elias. Não é a toa que o café colombiano é considerado um dos melhores cafés do mundo.
Em nossa primeira parada na Colômbia ficamos em um hotel muito agradável. Lá conhecemos o gentil e atencioso proprietário do hotel Patrice e a família do Ernesto Vila Mejía de Ibagué – Colômbia. Ficamos um bom tempo batendo papo enquanto comíamos uma pizza e foi muito legal para pegar algumas dicas do que ver e fazer na região.
No dia seguinte (13/01/15) fechamos a mala seguimos para a charmosa cidade de Popayán. As estradas por aqui são de pista simples e mão dupla, com incontáveis curvas e um sobe e desce que parece não ter fim. Hoje saímos de 2.500 metros em Pasto, chegamos a pouco menos de 500 metros no meio do caminho e terminamos em 1.700 em Popayán. O trajeto de pouco mais de 250 km levou boas 5 horas para ser percorrido, mas isso não importa, pois a paisagem compensa.
Antes de chegar ao nosso destino ainda paramos no meio do nada para dar um banho no Godzilla. Desde o Peru temos visto esses lava-rápidos na beira da Panamericana e como já fazia um bom tempo que o Godzilla não tomava um banho (desde Lima – Peru), decidimos parar para testar o serviço; o Godzilla agradeceu!
(colando a nona bandeirinha da viagem)
Fundada em 1537 Popayán ainda mantém muitas construções em estilo colonial no seu centro histórico, todas pintadas de branco, o que deu à cidade o apelido de La Ciudad Blanca. Aqui aproveitamos uma das dicas dadas pela família do Ernesto e comemos alguns pratos típicos colombianos no pequeno café Mora Castilla – muito bom.
Ainda no dia 12/01/15 encontramos o carioca Fausto e seu amigo espanhol Alejandro do Zenfome Vegano (https://www.facebook.com/zenfome.vegano?ref=ts&fref=ts). Eles estão viajando há quase 6 meses pela América do Sul a bordo de uma Kombi com placas de Teófilo Otônio – MG e sete pranchas de surf.
Como já dá para imaginar, para dois surfistas de carteirinha, estar longe do mar a mais de 3.000 metros, com chuva e um frio perto dos 10 graus é muito sofrimento, então nos despedimos e seguimos nossos caminhos. No dia seguinte (13/01/15) cruzamos com eles novamente a caminho de Popayan, ainda longe da praia.
Esperamos que muito em breve vocês reencontrem o mar e o calor.
* * *
On 01/12/15 we have also met the carioca Fausto and its Spanish friend Alejandro from Zenfome Vegano (https://www.facebook.com/zenfome.vegano?ref=ts&fref=ts). They are traveling for almost 6 months through South America on a Volkswagen Kombi with Teófilo Otônio – MG licenses and 7 surf boards.
As you can imagine, for two surf addicted, being far from the ocean at 3.000 meters, with rain and a temperature around 10 degrees is a true nightmare, so we said goodbye to them and we follow our paths. On the next day (01/13/15) we bumped again on the way to Popayan, but still far from the beach.
We hope you reach the beaches and the warm weather soon.
No dia 12/01/15, no Santuário Las Lajas em Ipiales – Colômbia, conhecemos o casal Martin McGowan e Nicole Cardozo do My Overland Adventure (http://myoverlandadventure.com). Nós já estávamos em contato com eles há algum tempo, mas nosso encontro no Santuário foi totalmente por acaso.
Eles deixaram sua casa no Reino Unido há 4 anos e meio a bordo de um Toyota Land Cruiser 1998 com a direção do lado direito. A Nicole tem um papel fundamental na estrada, já que o Martin não tem visão para ultrapassar os carros na estrada. O volante do “lado errado” também gera algumas situações engraçadas, como o policial pedindo os documentos do carro e habilitação para a Nicole e não para o motorista Martin.
Além da sua aventura, o Martin e a Nicole ainda mantém um site para overlanders (http://overlandsphere.com). Trata-se de uma comunidade de pessoas que já viajaram, estão viajando ou irão viajar pelos 4 cantos do planeta. Nessa comunidade, o Martin desempenha um papel muito legal, ajudando outros viajantes.
Nós ficamos muito contentes em conhecê-los pessoalmente.
Safe travels my friends!
* * *
On 01/12/15 at the Sanctuary Las Lajas in Ipiales – Colombia we have met the couple Martin McGowan and Nicole Cardozo from My Overland Adventure (http://myoverlandadventure.com). We were already in contact with them, but our meeting at the Sanctuary was a total coincidence.
They have left their home in UK four and half years ago on a Toyota Land Cruiser 1998 with the steering wheel on the right side. Nicole has a fundamental role on the road since Martin is not able to see the coming traffic on overtakes. The steering wheel on the “wrong side” also causes funny situations like the police asking the documents of the vehicle and driver’s license to Nicole and not to the driver Martin.
In addition to its adventure, Martin and Nicole also maintain a website for overlanders (http://overlandsphere.com). It works as a community for people who have, are or will travel through the globe. In this community Martin has a nice role assisting other travelers.
We were very happy to meet you.
Safe travels my friends!
Hoje (12/01/15) entramos no oitavo país dessa viagem rumo ao Alasca e último país da América do Sul, a Colômbia. Cruzamos pelo Paso Fronterizo Puente Internacional de Rumichaca, que separa a cidade de Tulcán no Equador da cidade de Ipiales na Colômbia e é a principal e mais movimentada fronteira entre os dois países.
Os trâmites de saída do Equador e entrada na Colômbia foram incrivelmente rápidos. Ouvimos muitas histórias sobre o rigor da fiscalização na fronteira em razão do narcotráfico, mas conosco foi super tranquilo e em menos de 40 minutos estávamos com os passaportes carimbados e liberados para entrar na Colômbia.
Muitos falam que a Colômbia é perigosa em razão das FARCs e do narcotráfico, e a notícias que circulam na mídia internacional não ajudam muito a melhorar a reputação desse país, mas na realidade o maior perigo da Colômbia é querer ficar. Nós já estivemos na Colômbia outras vezes, mas nunca fomos além da Catedral de Sal que fica em uma cidade próxima à Bogotá, e em todas as vezes que visitamos o país nos sentimos super seguros.
Ao contrário do que aconteceu no Equador, onde entramos sem saber ao certo o que esperar e saímos com vontade de ficar, já entramos na Colômbia com a certeza de que erramos ao planejar ficar tão pouco tempo por aqui e se depender das paisagens e da simpatia das pessoas, como o policial (não foi uma parada policial) que encontramos perto de Pasto, vai ser ainda mais difícil sair desse país.
Hoje também foi um dia de encontros inusitados. O primeiro foi no Santuário Las Lajas, uma magnífica igreja em estilo neogótico construída no início do século XX em um cânion na cidade de Ipiales.
Lá encontramos por acaso o casal inglês Martin e Nicole, com quem vínhamos falando pelo facebook. Foi um encontro muito legal e ficamos um bom tempo falando sobre nossas experiências nas estradas.
Saindo do santuário seguimos até a cidade de Pasto e passamos na Laguna de La Cocha, onde encontramos uma kombi com placa de Teófilo Otonio. Ao volante estava o carioca Fausto e no carona o seu amigo espanhol Alejandro. Eles estão fazendo a rota do calor, praias, ondas, cervejas e chicas, mas quando nos encontramos estávamos a quase 3.000 m e a temperatura beirava os 10 graus, então já dá para imaginar o sofrimento dos dois.
No fim do dia paramos em Pasto, nossa primeira parada oficial em terras colombianas.
Apesar da enorme vontade de ficar, saímos de Quito no dia 11/01/15 com destino à fronteira com a Colômbia. Nossa primeira parada foi no Mercado de Otavalo, que concentra um enorme número de barracas que vendem artesanatos, roupas, redes, chapéus Panamá, colchas, toalhas etc. Esse mercado abre todos os dias, mas o dia de maior movimento é sábado – interessante.
De Otavalo seguimos para Tulcán onde passamos a última noite no Equador. Na manhã seguinte (12/01/15), antes de cruzarmos a fronteira com a Colômbia visitamos o principal ponto turístico da cidade, o cemitério de Tulcán. Apesar de soar estranho, o cemitério de Tulcán atrai milhares de turistas todos os anos em razão do seu incrível jardim.
O cemitério em si não é muito bonito, uma mistura de lápides com gaveteiros verticais, mas o que chama atenção são as diversas figuras geométricas, labirintos, animais, anjos e pessoas todas caprichosamente podadas. Parece até que fomos transportados para o filme Alice no País das Maravilhas ou Edward Mãos de Tesoura. Que jeito incrível de fechar a passagem por esse país maravilhoso.
O Equador foi um dos pontos altos da viagem até agora. O baixo custo do combustível, a gentileza dos equatorianos, as belezas naturais e a rica história desse país deixaram uma impressão muito positiva. Ficou um gostinho de quero mais, mas temos que seguir em frente. Quem sabe um dia não retornamos ao Equador para explorar ainda mais esse incrível país.
Com isso, seguem os números do Equador:
GPS
| Km total rodado | 2.657 |
| Km médio/dia | 111 |
| Dias com o carro parado | 9 |
| Paradas policiais | 0 |
Diesel
| Litros consumidos | 348,33 |
| Autonomia média Km/L | 6,03 aprox. |
| Litro mais caro (USD) | 0,273 |
| Litro mais barato (USD) | 0,269 |
| Valor médio diesel (USD) | 0,272 |
Calendário
| Data inicial | 19.12.14 |
| Data final | 12.01.15 |
| Número de dias previstos | 24 |
| Número de dias total | 24 |
| Províncias (Estados) | 13 |
Clima
| Condição | Dias |
| Sol | 15 |
| Nublado | 6 |
| Neve | |
| Chuva | |
| Sol/Chuva | 3 |
| Calor > 20 | 15 |
| Normal | 8 |
| Frio < 10 | 1 |
| Frio < 0 |
Acomodação
| Condição | Dias |
| hotel | 14 |
| acampamento | 8 |
| hostel | 2 |
Curiosidades
| itens encontrados* | 1 |
* Encontramos a credencial de mergulho que tinha sumido em Bonito, ainda no começo da viagem.
No Equador passamos o Natal e o Reveillón e tivemos a chance de ficar em diversos tipos de acomodações. Vejam onde ficamos e o que achamos dos lugares onde passamos.
CUENCA (19/12/14)
Rioné Hotel (http://www.rionehotel.com). Um ótimo hotel situado fora do Centro Histórico (cerca de 2km), com quartos modernos, estacionamento, wi-fi e café da manhã. A rua é tranquila e tem alguns bares e restaurantes próximos.
Nossa classificação – Ótimo
GUAYAQUIL (22/12/14)
Hostal Suites Madrid (http://www.hostalsuitesmadrid.com). Um hotel situado no centro de Guayaquil com wi-fi, estacionamento (grátis), quartos com ar condicionado e cozinha para os hóspedes. A localização não é das melhores, mas durante o dia dá para sair a pé e caminhar pelo centro de Guayaquil.
Nossa classificação – Ruim
GUAYAQUIL (24/12/14)
Wyndham Guayaquil (http://www.wyndham.com/hotels/ecuador/guayaquil-guayas/wyndham-guayaquil/hotel-overview). Na véspera do Natal mudamos para um hotel 5 estrelas situado às margens do Rio com restaurante, estacionamento, wi-fi etc. Os quartos com vista para o rio são melhores.
Nossa classificação – Ótimo
PUERTO LÓPEZ (26/12/14)
Hospedaria Punta Piedrero (http://www.puntapiedreroecolodge.com). Pousada com área para camping. Fica um pouco afastada do centro de Puerto López, mas não é longe. A noite é razoavelmente tranquilo e tem infraestrutura para receber overlanders com banheiros limpos, mas sem cobertura na parte do chuveiro (se estiver frio não vai ser bom), cozinha para os hóspedes e wi-fi.
Nossa classificação – Razoável
MONTECRISTI (28/12/14)
Hotel Cabañas Balcones del Cerro (http://www.hotelbalcondelcerro.com). Um hotel com piscina, estacionamento, quartos amplos com ar condicionado e wi-fi (um pouco lento). Não tem restaurante (apenas café da manhã) e fica distante do centro em uma longa e íngrime ladeira.
Nossa Classificação – Muito bom
SANTO DOMINGO DE LOS COLORADOS (29/12/14)
Hotel del Pacifico (Av 29 de Mayo 510 Santo Domingo de Los Colorados). Santo Domingo é a quarta maior cidade do Equador, mas nem por isso tem hotéis bons. Ficamos no Hotel del Pacífico, que fica no centro de Santo Domingo em uma avenida muito movimentada (parece a 25 de março). O quarto é pouco ventilado e um pouco sujo. O hotel tem wi-fi e estacionamento.
Nossa classificação – Ruim
MITAD DEL MUNDO (30/12/14)
Hotel El Crater (http://www.elcrater.com/hotel-overview.html). Esse hotel está localizado a 30 minutos de Quito e a 10 minutos de Mitad del Mundo. Possui apenas 12 quartos, restaurante e galeria de arte. Todos os quartos têm vista para a cratera do vulcão Pululahua e para a cidade de Mitdad del Mundo, mas são muito claros. O hotel é muito tranquilo, mas está afastado de tudo; tem wi-fi, estacionamento, TV a cabo e aquecimento.
Nossa classificação – Muito bom
PARQUE NACIONAL COTOPAXI (02/01/15)
Hotel Cuello de Luna (http://www.cuellodeluna.com). Esse hotel está situado próximo à entrada principal do Parque Nacional Cotopaxi a cerca 1.5km da Ruta Panamericana. Tem uma área gramada grande onde é possível acampar. Os banheiros têm água quente, mas não estavam muito limpos. O hotel tem um restaurante e wi-fi (lento).
Nossa classificação – Ruim
TIGUÁ (03/01/15)
Posada de Tigua (Quito y Julio Hidalgo El Remanso C1, Tigua 593, Ecuador). Um excelente B&B localizado entre Lacatunga e Quilotoa. A pousada é tocada por uma família super simpática que faz de tudo para você se sentir em casa. Pudemos acampar no estacionamento em frente a pousada. Banho quente e restaurante. Não tem internet.
Nossa classificação – Bom
RIOBAMBA (04/01/15)
Hostel Oasis I (http://oasishostelriobamba.com). Hostel localizado próximo ao centro de Riobamba. Eles têm outra propriedade localizada a cerca de 7 quadras onde é possível acampar, mas como não havia ninguém mais lá resolvemos ficar em um quarto normal. Quartos com TV e banheiro privativo. O hostel tem cozinha, wifi e estacionamento (minúsculo).
Nossa classificação – Bom
RIO VERDE (06/01/15)
Pequeño Paraiso (http://pt.pprioverde.com). Esse hotel/camping fica em Rio Verde (cerca de 20 min. de Baños). Tem infraestrutura para camping e quartos. Os donos estão super acostumados a receber overlanders (eles eram overlanders profissionais) e são super simpáticos. O local está muito próximo a estrada, então é um pouco barulhento, mas tem um ótimo custo benefício.
Nossa classificação – Bom
TENA (07/01/15)
Hotel Casa Blanca (http://www.casablancatena.com). Apesar do aspecto estranho do lado de fora, tem um bom espaço, com quartos amplos e limpos, cozinha comum muito bem equipada, máquina de lavar roupa e secadora (sem custo adicional), garagem fechada (2,60m de altura) e wi-fi (um pouco lento). Os donos falam inglês fluente. É uma ótima opção em Tena.
Nossa Classificação – Muito bom
QUITO (08/01/15)
Hostal Zentrum (http://hostalzentrum.com). Um hostal muito bem localizado no bairro de Mariscal. Próximo a bares, restaurantes, baladas etc. É possível acampar na pequena área em frente à casa, mas fica muito próximo a uma rua movimentada e é bem barulhento. Banho quente, wi-fi muito bom, cozinha comunitária (minúscula) e um dono muito simpático. A entrada tem limite de altura (2,60m).
Nossa classificação – Bom
TULCÁN (11/01/15)
Hotel Palácio Imperial (http://www.hotelpalacioimperial.com). Um ótimo hotel na fronteira do Equador com a Colômbia. A diária não é tão barata, mas existem poucas opções decentes na cidade. O hotel tem estacionamento, restaurante (comida chinesa), wi-fi e os quartos são limpos, amplos e arejados.
Nossa classificação – Muito bom
Deixamos Rio Verde no dia 07/01/15 pela Ruta de las Cascadas a caminho de Quito, a capital do Equador. Ainda dormimos uma noite em Tena pois apesar das distâncias não serem tão grandes, a estrada serpenteia por vales e montanhas, o que torna a viagem muito mais longa.
No caminho conhecemos o Francisco Millingalle, um artesão local que confecciona as tradicionais máscaras equatorianas utilizadas em algumas festividades como o Carnaval e a noite de Reveillón. Como não dá para carregar tudo, nos contentamos com uma pequena máscara de tigre que será pendurada em nossa árvore de natal.
Chegamos em Quito no dia 08/01/15 e de cara trombamos com uma churrascaria chamada Botafogo. É lógico que a vontade de comer arroz com feijão e picanha falou mais alto e paramos para almoçar. Lá conhecemos o Richard, que nos recebeu muito bem e ficamos um tempo batendo papo com ele.
No dia 09/01/15 fizemos um city tour em um ônibus double deck pela cidade de Quito. O percurso de 3 horas passa pelas principais atrações turísticas de Quito, como o Jardim Botânico, a Plaza Foch, a Basílica, o El Panecillo e o teleférico. Foi muito legal, mas é impossível descer em todos as paradas; quem sabe se o ticket fosse válido por 2 ou 3 dias.
No dia 10/01/15 resolvemos explorar melhor Quito, começando pelo Teleférico, que tem uma vista privilegiada (está a 4.100 metros) de toda região metropolitana de Quito com seus mais de 2.1 milhões de habitantes, além de ser muito popular para praticantes de downhill e hiking.
Saindo do teleférico seguimos para o centro histórico de Quito onde passamos o resto do dia explorando as suas charmosas ruas, igrejas, museus, restaurantes e lojas. As construções do centro histórico estão super bem preservadas e como resultado, Quito é reconhecido como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco desde 1978.
Os destaques do nosso passeio ficaram para a Basílica, o Palácio Presidencial, a Catedral, a Igreja e Convento de São Francisco, a Igreja da Companhia de Jesus, o Museu da Cidade e a Calle La Ronda. O passeio é muito agradável e super seguro, pena que não podemos ficar mais.
Agora é hora de seguir em frente, cruzar uma nova fronteira e explorar as belezas e riquezas culturais da Colômbia.
No dia 02/01/15 saímos de San Antonio para seguir sentido Sul pela Avenida de los Volcanes, nome dado pelo cientista Alexander Von Humboldt ao vale interandino do Ecuador que se extende por mais de 300 km de comprimento e 50 de largura, desde a Província de Imbabura (ao Norte) até o extremo Sul do país.
A Avenida dos Vulcões é formada por mais 70 vulcões (alguns inativos) que fazem parte da cordilheira dos Andes no Equador e foram formados pelo choque das placas tectônicas do Oceano Pacífico com as placas continentais. A lista dos mais altos vulcões do Equador é extensa (10 deles estão acima dos 5.000 m), mas em nossa passagem visitamos os seguintes (por altura):
Chimborazo (6.310 m) – localizado dentro da Reserva Florestal de Chimborazo, é o ponto mais alto do Equador e, como os equatorianos gostam de dizer, o ponto mais próximo do Sol. Visitamos El Gran Coloso no dia 05/01/15; deixamos o Godzilla estacionado a 4.850m e fizemos um caminhada de mais 45 minutos para chegar ao segundo refúgio, situado a mais de 5.000m. Apesar das nuvens e do frio, a vista é incrível.
Cotopaxi (5.897 m) – segundo pico mais alto do Equador, está situado dentro do Parque Nacional de Cotopaxi, que em Kichwa (língua nativa) significa cone da lua. Visitamos esse vulcão, que é famoso por sua beleza (dizem que tem o cone perfeito) e por ser um dos vulcões ativos mais altos do mundo, no dia 03/01/15. Por ser fim de semana o parque estava lotado e no dia anterior chegaram a fechar a entrada (nós não conseguimos entrar) em razão do excessivo número de visitantes. Segundo os guias de viagem, esse é um dos parques mais visitados no Equador.
Tungurahua (5.016 m) – no dia 06/01/15 visitamos esse vulcão que é um dos mais ativos do Equador (entrou em atividade em 2000 e continua até hoje). Seu nome em Kichwa significa “garganta de fogo” e ele está localizado dentro do Parque Nacional Sangay e próximo a cidade de Baños. É possível chegar até a metade do caminho de carro por uma estrada sofrível e do final dela são mais 3 horas de caminhada. Como estava muito nublado, nós decidimos não seguir a pé, mas deu para ver o rio de lava formado pela violenta erupção de 2000.
A região de Baños também é conhecida como a Ruta de las Cascadas, em razão do grande número de cachoeiras. Após sairmos do vulcão visitamos o Pailon del Diablo, cuja vista (e a subida) é de tirar o fôlego.
Quilotoa (3.914 m), cuja lagoa formada em sua cratera tem uma beleza única. Visitamos esse vulcão no dia 04/01/15 após passar uma noite incrível em uma pousada familiar na vila de Tiguá, onde tivemos a oportunidade de conhecer os outros hóspedes em um animado jantar.
Pululahua (3.400 m), onde passamos o ano novo e nosso ponto de partida no dia 02/01/15. Como esse vulcão está inativo, a cratera hoje é uma grande área rural, mas nem por isso diminui a incrível sensação de estarmos na boca de um vulcão.
Saímos de Montecristi no dia 29/12/14 e antes de chegar à cidade onde passaríamos a virada de 2014/2015, ainda ficamos uma noite em Santo Domingo de Los Colorados, que apesar de ser a quarta maior cidade do Equador, é feia, tumultuada e com pouquíssimos hotéis decentes.
Assim, no dia 30/12/14 chegamos em San Antonio de Pichincha, que está localizada a 30km de Quito na latitude 0°0′0″. Para marcar o local da latitude zero, no final da década de 70 foi construído um monumento com 30 metros de altura com os pontos cartesianos e uma linha que divide os hemisférios norte e sul (lembramos do Chuí e da placa toda deteriorada dizendo que o Brasil começava lá).
Hoje esse monumento faz parte de um gigantesco complexo chamado Ciudad Mitad del Mundo que tem um centro de convenções, lojas, restaurantes, capela, museus (o melhor e mais importante é o Museo Etnográfico Mitad del Mundo), um planetário que tem apresentações a cada meia hora (muito legal) e uma praça onde estavam acontecendo apresentações de danças típicas do Equador.
Algumas curiosidade sobre a metade do mundo: dizem que aqui é mais fácil colocar um ovo em pé (havia um sobre uma mesa para quem quisesse provar a teoria) e também dizem que seu peso é menor na metade do mundo (segundo a Liene deu uma diferença de quase 1kg).
Entretanto, ficamos um pouco decepcionados ao saber que o monumento não está localizado exatamente na latitude zero. De fato, as coordenadas do monumento são 0°0′ 7″ S, 78°27’21” W, sendo o que a real latitude zero está a cerca de 300 metros ao norte no museu Inti Ñan (Museu do Sol), mas quem liga para isso…
Aqui também passamos o Reveillón, na beira da cratera do vulcão Pululahua. Não pulamos onda, nem ficamos badalando até altas horas, mas fomos brindados por uma vista incrível da cratera, de San Antonio e mais ao fundo Quito. Ano novo, hemisfério novo – agora é hora de ver a água girar ao contrário e admirar estrelas diferentes – quais serão as surpresas que 2015 nos reserva?
Um feliz 2015 para todo mundo! Que esse seja um ano de grandes desafios e realizações!
Saímos de Puerto López no dia 28/12/14 com destino a cidade de Montecristi, na província de Manabí. Essa cidade de pouco mais de 70.000 habitantes é famosa pela produção dos tradicionais chapéus de palha toquilla, também conhecidos como Chapéus Panamá.
Parece que tudo em Montecristi gira em torno da produção do chapéu Panamá, que desde 2012 é considerado legado cultural intangível pela Unesco. Na rua principal (calle 9 de julio) existem inúmeras lojas e ateliers que fabricam e vendem desde os modelos mais tradicionais até os mais modernos e coloridos.

O chapéu Panamá, apesar de ser um produto legítimo do Equador, leva esse nome pois no final do século 19 os produtos vindos da América do Sul eram despachados para o Panamá e de lá seguiam para a América do Norte, Europa e Ásia. Ainda, em 1904 o Presidente Norte Americano Theodore Roosevelt visitou as obras do Canal do Panamá usando um chapéu de palha toquilla, o que ajudou a fixar o nome e aumentar sua popularidade.
A qualidade do chapéu Panamá depende do número de pontos por centímetro quadrado e, quanto maior a quantidade de pontos, melhor o chapéu. O chapéu com a classificação mais alta segundo a Fundação Montecristi leva o nome de Montecristi Superfino e pode levar de 2 a 4 meses para ser feito – dizem que ele é capaz de passar por uma aliança quando enrolado, além de ser a prova d’água.
A produção desse chapéu ainda é totalmente artesanal, mas a quantidade de artesões que são capazes de fazer um Montecristi Superfino é cada vez menor em razão da situação econômica do Equador e da competição com os chineses – uma pena, mas nós já garantimos o nosso!
No dia 26/12 deixamos Guayaquil e o conforto do Wyndham com destino à costa do Equador. Nossa parada foi em Puerto López a cerca de 200km de Guayaquil. Ao contrário da vizinha Montañita, que é considerada a Meca do surf no Equador, Puerto López é super tranquila, quase preguiçosa.
Aqui também reencontramos a família Atmani, Anouar, Kika, Meïssa, Mehdi e Maya do Planet Khmissa. Ficamos muito felizes com esse reencontro e também por conhecer o Ben, a Mimi e a Zoé, uma família de franceses que está viajando pela América do Sul há 14 meses e em breve retornarão para casa.
Há quase 2 semanas o ponto de ônibus era sua sala de estar e jantar e a praia de Puerto López o seu jardim. Para a família Atmani esse foi o merecido descanso após o sofrido norte do Peru e para a família do Ben, Mimi e Zoé foi a oportunidade de passar novamente o Natal com a família Atmani (eles passaram as festas de 2013 juntos na Argentina).

No pouco tempo que passamos juntos (em sua sala de estar), demos muita risada, vimos as crianças surfar, atualizamos os acontecimentos dos últimos dias no Peru e conhecemos outras pessoas. O ponto de ônibus acabou se transformando em um ponto de encontro para turistas e locais que paravam pela curiosidade de ver o trailer do Marrocos e um gigantesco caminhão da França.
Esse ano passamos o Natal de uma forma totalmente diferente, em uma festa do Hotel Wyndham em Guayaquil. Foi muito divertido, mas ao mesmo tempo difícil pois pela primeira vez passamos o Natal longe de nossas famílias e amigos.
Nessa época do ano normalmente estamos tão ocupados com tantos compromissos, festas, happy hours, almoços e jantares que não paramos para pensar no real significado das festas de fim de ano. Como esse ano estamos longe de casa e das nossas famílias e amigos, pudemos refletir sobre tudo aquilo que é realmente importante para nós.
Em muitos aspectos essa viagem é uma busca por respostas, mas a única certeza que temos é que as nossas famílias e amigos sempre estarão lá, a um vôo de distância, nos apoiando e torcendo para que tudo dê certo. Isso nos dá a tranquilidade que precisamos para seguir em frente.
Somos privilegiados por ter a oportunidade de jogar tudo para o alto e embarcar nessa aventura; mas somos ainda mais privilegiados por ter famílias e amigos tão incríveis. Nesse Natal renovamos os laços de amizade, carinho, respeito e amor e pensamos muito em todos os nossos familiares e amigos.
Esperamos que todos tenham tido um ótimo Natal e que venha o ano novo!
Hoje (21/12/14) pudemos passear por Santa Ana de Los Cuatro Ríos de Cuenca, ou simplesmente Cuenca. Como era domingo as ruas estavam super tranquilas e o ótimo tempo ajudou a fazer desse um dia muito agradável.
Iniciamos nosso passeio pelo Museu de Pumapungo, que é de graça. Esse Museu tem várias exibições diferentes e uma interessantíssima ala que fala sobre o povo equatoriano, mostrando as diferenças étnicas e culturais das diferentes regiões do Equador.
Atrás do museu está localizado o sitio arqueológico da cidade Inca de Tomebamba, que foi a segunda mais importante capital do império.
Saindo de lá percorremos várias ruas do centro histórico de Cuenca e admiramos as construções em estilo colonial, passamos pelo Museu del Sombrero que conta um pouco da história do famoso Chapéu Panamá, mas como estava perto da hora de fechar, não conseguimos explorar o lugar.
Também fizemos um city tour em um ônibus double-deck que percorreu as ruas do centro histórico e nos levou até o Mirador de Turi, de onde tivemos uma vista incrível da cidade.
À noite encontramos com o Colon e passamos novamente no Mirador de Turi para ver a cidade e depois jantamos no centro histórico, fechando com chave de ouro nossa passagem por Cuenca.
Nossa primeira parada em terras equatorianas foi em Cuenca, que é capital da província de Azuay e a terceira maior cidade do Equador com cerca de 500.000 habitantes.
Depois de Quito, Cuenca é a mais importante e bonita cidade colonial do Equador, cujo centro histórico data do século 16. Essa é uma cidade muito agradável e limpa, mas tivemos pouco tempo hoje (20/12/14) para percorrer suas ruas, pois a primeira providência foi arrumar o ar condicionado do Godzilla que quebrou novamente em Zorritos/Peru.
Em Cuenca conhecemos o Colon, que nos indicou a oficina para arrumar o ar condicionado. Ele tem uma Defender Series 2 que foi de seu avô e está pensando em comprar uma outra Defender para completar a família.
Também conhecemos alguns outros proprietários de Defenders de Cuenca (a grande maioria Series). O mais legal de ter uma Defender são as amizades que ela proporciona; se não fosse por ela não teríamos a chance de conhecer pessoas como o Colon ou o Toto (Mendoza/Argentina).
À tarde demos uma volta rápida pela centro de Cuenca e pudemos ver um pouco da incrível arquitetura colonial da cidade.






















































































































































































