Como diz o guia Lonely Planet, simplesmente ignore a massa de turistas que passa por Tikal diariamente e não deixe de visitar um dos maiores e mais impressionantes sítios arqueológicos Mayas e, sem dúvida, a principal atração da Guatemala.
Descoberta oficialmente em 1853 e declarada Patrimônio da Humanidade em 1979, Tikal era a capital de um dos mais importantes estados Maya. Apesar de algumas de suas construções datarem de 600 A.C., Tikal atingiu o auge de sua importância, influência e poder durante o período clássico, que data de 200 a 900 D.C.
Durante esse período a cidade dominou a região política, econômica e militarmente, interagindo com outras metrópoles Mayas como Teotihuacan localizada no México. Estima-se que Tikal e algumas cidades satélites chegaram a ter uma população total de 425.000 habitantes em pouco mais de 25 quilômetros quadrados.
Hoje podemos ver apenas uma parte do que era o centro de Tikal, com seus templos com mais de 44 metros de altura, mas mesmo assim é necessário praticamente um dia inteiro para percorrer a área arqueológica, que tem aproximadamente 16 quilômetros quadrados (veja quadro abaixo com dicas para o passeio em Tikal).
Nós passamos um dia e meio em Tikal e visitamos:
– Pirâmides Gêmeas e templo do complexo Q – utilizada, segundo nosso guia, para observações astronômicas e rituais;
– Templo I ou Templo del Gran Jaguar (45 metros de altura) – onde foi descoberta a tumba do governante Ah-Cacao e é considerada até hoje a mais rica de todas as tumbas Mayas já descobertas. Esse é o cartão postal da Guatemala
– Templo II (38 metros de altura) – conhecido com o Templo das Máscaras. Construído por volta do ano 700 D.C. em homenagem a esposa do governante Ah-Cacao;
– Acrópoles – que estava localizada ao lado direito de quem olha o Templo I de frente. Seria como complexo residencial onde viviam os governantes e nobres;
– Necrópoles ou Acrópoles Norte – que estava localizada ao lado esquerdo de quem olha o Templo I de frente, onde eram enterrados os governantes de Tikal;
– Templo III (55 metros de altura). Foi a última edificação de Tikal, erguido em 810 D.C., já durante o declínio da cidade. Também chamado de Templo del Sacerdote Jaguar;
– Templo IV (65 metros de altura). O mais alto templo de Tikal é conhecido com o Templo de la Serpiente Bicéfala. Foi erguido por volta do ano 745 D.C. e hoje é um dos templos mais concorridos para subir, de onde se pode ver o nascer e pôr do sol, além de algumas outras construções de Tikal;
– Palacio de las Ventanas ou Palácio de los Murciélagos. Construído por volta de 800 D.C., servia como residência;
– Mundo Perdido – Complexo que reúne as construções mais antigas de Tikal, com pirâmides cuja construção data de 600 A.C. Também era um importante centro de observação astronômica;
– Plaza de Los Siete Templos;
– Templo V – A primeira grande pirâmide construída em Tikal por volta do ano 600 D.C.;
– Palacio de las Acanaladuras – Complexo residencial com 29 câmaras abobadadas;
– Templo VI ou Templo de las Inscripciones – Templo que continha a maior quantidade de hieróglifos em suas paredes;
Não podemos dizer que Tikal é um passeio barato, mas é realmente imperdível. Abaixo deixamos algumas dicas que podem ser úteis para quem pretende conhecer esse lugar incrível.
| Dicas de Tikal
1. A entrada para as ruínas custa 150 GTQ* por pessoa (para estrangeiros) e é cobrada na entrada do parque a 17 km das ruínas. Se você chegar após as 15h o ingresso é valido também para o dia seguinte. 2. Para assistir o nascer ou pôr do sol é necessário pagar mais 100 GTQ* por pessoa. 3. Existem 2 áreas de campings a 50 GTQ* por pessoa/noite, uma do parque e outra no hotel Jaguar Inn. O Jaguar Inn conta com uma infraestrutura um pouco melhor e wifi. 4. Se camping não for a sua, existem 3 hotéis no parque, mas é bom fazer a reserva com antecedência. 5. Existem poucas opções para comer dentro do Parque, então é bom vir preparado. Também é uma boa ideia carregar água. 6. Traga repelente e protetor solar. * preços da data que visitamos |
Após as impressionantes ruínas de Copán em Honduras, seguimos em frente a caminho de Tikal que é uma das maiores e mais importantes ruínas Mayas, mas esse é assunto para outro post.
Antes de chegar em Tikal paramos para conhecer outro sítio arqueológico Maya chamado Quiriguá. No auge do seu desenvolvimento no século 8, a cidade tinha uma população de aproximadamente 2 mil pessoas e era um importante entreposto comercial entre as cidades da costa do Atlântico, Tikal e Copán.

Quiriguá foi por muito tempo uma cidade vassala de Copán, mas com a derrota, captura e execução do governante de Copán Uaxaclajuun Ub’aah K’awiil ou simplesmente “18 Coelhos”, Quiriguá se rebelou e conquistou sua independência.

O sitio arqueológico é menor que Copán, mas as estelas (totens) da Plaza Central são impressionantes, chegando a medir 10 metros de altura (muito maiores que as estelas de Copán).

Ao fundo da Plaza Central está localizada a Acrópoles, mas ainda existem muitas construções que necessitam ser escavadas, como o campo onde eram disputadas as partidas de bola e prédios anexos.
Hoje (26/03/15) visitamos as Ruínas Mayas de Copán, que foram declaradas patrimônio da humanidade pela Unesco em 1980, mas para chegar lá tivemos primeiro que cruzar a fronteira para Honduras, já que o sítio arqueológico está localizado no Município de mesmo nome, a cerca de 11 km da fronteira com a Guatemala.
A primeira dúvida era o que fazer com o Godzilla. Deixar em Chiquimula – Guatemala e ir de ônibus, atravessar para Honduras de carro, parar o carro na fronteira? Bom, nesse ponto existem algumas questões que determinam o que fazer.
Deixar o carro em Chiquimula e pegar um ônibus até a fronteira é totalmente viável, mas a viagem leva cerca de 2 horas (o normal é 45 min.) já que o ônibus faz várias paradas pelo caminho; a segunda opção, cruzar de carro também não é muito interessante pois além da burocracia da fronteira, temos que pagar 35 USD pelo ingresso do carro em Honduras; assim, optamos por dirigir até a fronteira, deixar o carro em um estacionamento e cruzar a pé para Honduras.
A fronteira se chama Paso El Florido, distante cerca de 50 km da cidade de Chiquimula e a 11 km das ruínas de Copán. Conversamos com os oficiais da aduana da Guatemala e pudemos deixar o carro estacionado na área da aduana (muito bom). Depois fizemos os trâmites de saída da Guatemala, que na realidade se limitaram a um papel escrito “2 brasileños” e nos autorizava a cruzar a fronteira até Copán.
Em seguida passamos pela imigração de Honduras e pagamos novamente a taxa de 3 USD por pessoa para ingressar no país. Da fronteira pegamos uma van (custo 25 lempiras por pessoa – aprox. 1,20 USD) até as ruínas. Na volta pegamos um tuc-tuc até a cidade (1 USD por pessoa) e a van (20 lempiras) até a fronteira.
Em Copán optamos por contratar um guia que fez um tour de quase 3 horas pelas ruínas. O custo do guia foi de 35 USD, que dividimos com o Amabry e a Rosely do Vamos pro Alasca. Para ingressar nas ruínas se pagam outros 15 USD por pessoa e mais 7 USD para visitar o museu onde estão algumas peças originais que foram retiradas do local que foram encontradas com o intuito de protegê-las. Têm alguns outros passeios (túnel construído pelos Mayas), mas não fizemos.
Copán atingiu o seu auge entre 426 e 822 D.C. Durante esse período a cidade chegou a ter 25 mil habitantes e ocupava uma área de aproximadamente 250 quilômetros quadrados. Muitas construções ainda não foram descobertas ou escavadas, mas hoje podemos visitar uma área de aproximadamente 1 quilômetro quadrado, que concentra as mais importantes construções, como a praça central, a quadra onde se disputava um jogo com uma bola de 3kg, a acrópoles e a zona residencial da nobreza.
Em Copán se conta muito a história do governante Uaxaclajuun Ub’aah K’awiil, que significa 18 coelhos (todos os nobres Mayas tinham seus nomes associados a animais). Ele foi um dos governantes que melhor detalhou a história de Copan em Estelas (tótens de pedra) e na escadaria de hieróglifos situada na Acrópoles.
O jogo de bola dos Mayas era disputado por 2 equipes de 3 a 5 jogadores que utilizavam as cabeças, ombros, cintura e joelhos para golpear a bola que pesava mais de 3 quilos (incrível). Pés e mãos não eram permitidos. Não entendemos como funcionava a marcação dos pontos, mas achamos muito interessante o fato do capitão do time perdedor ser sacrificado após o jogo (devia ser uma partida disputadíssima!).
Saindo das ruínas visitamos o Museu de Esculturas, que fica em um prédio ao lado do centro de visitantes. Lá estão montadas diversas estelas e fachadas de prédios que pertenciam à cidade de Copán que foram retiradas de seus locais originais e levados para o museu para protegê-los da ação do tempo.
Achamos o valor do museu (7 USD por pessoa) um pouco caro pelo que ele oferece e também não sabemos se concordamos com a retirada das peças de seus locais originais, mesmo que seja com o intuito de preservação das peças, mas de todo modo é muito interessante.
Apesar do custo relativamente alto dos ingressos e do calor absurdo (chegou a 39 graus, mas a sensação era de muito mais) esse é um passei0 que vale muito a pena, diríamos que é imperdível para quem visita a região.
Hoje (24/03/15) da nossa base em Antigua, visitamos a capital federal da Guatemala, Nueva Guatemala de La Asunción ou simplesmente Cidade da Guatemala. A maior cidade do país com cerca de 2.2 milhões de habitantes é relativamente nova.
A Cidade da Guatemala foi fundada em 1776 por ordem da coroa espanhola, após o forte terremoto de 1773 ter quase destruído a antiga capital da capitania da Guatemala. O centro antigo (Zona 1) da capital concentra a maior parte das construções em estilo colonial, mas não se compara a Antigua.
Visitamos no centro o Palácio Nacional, sede do governo federal, e a Catedral Metropolitana, que ficam na Praça Central ou Plaza de Armas.
Os destaques da nossa visita à capital ficaram para os museus que visitamos. O primeiro foi o Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, que apesar de não ser grande tem uma incrível coleção de peças Mayas, além de uma exibição sobre as diferentes culturas que formam esse interessante país.
Em seguida visitamos o Museu de Trajes Indígenas Ixchel. Lá pudemos ver os diferentes trajes que são utilizados pelas tribos que vivem na Guatemala. É possível identificar a origem das pessoas apenas pelas cores, tramas, desenhos dos seus trajes; muito legal! Infelizmente não pudemos tirar fotos dentro do museu, então ficam apenas alguns registros que encontramos na internet.
Continuamos em Antigua, mas não estamos criando raízes. Decidimos ficar e fazer os passeios pelas redondezas a partir daqui pois seria mais fácil. Na segunda-feira (23/03/15) fizemos um passeio pelos povoados próximos à cidade de Antigua.
Nosso primeira parada foi na Cerro San Cristóbal, de onde se tem uma vista muito bonita de Antigua e os vulcões que a cercam. No alto do cerro existe um restaurante orgânico que leva o mesmo nome, mas nós não ficamos para experimentar a comida.
Todas as verduras e legumes servidos no restaurante são cultivados na horta que fica no fundo do restaurante, ao lado de um bonito orquidário. Também existe um pequeno santuário dedicado a San Simón, que é um santo da crença popular venerado pelos Mayas e pelos populares.
Em seguida visitamos o povoado de Santa Maria de Jesus, que todas as terças e domingos tem um grande mercado de rua onde se encontra de tudo, mas como era segunda-feira não havia muito movimento. Santa Maria também é o povoado onde mais se ouve o Kaqchikel (uma das línguas Mayas), falado por mulheres, homens e crianças e impossível de se compreender.
O próximo povoado foi o de San Juan del Obispo, que é famosa por ter uma das primeiras igrejas católicas da Guatemala e também a residência do primeiro Bispo da Guatemala, Francisco Marroquín, razão pela qual o povoado leva o nome de San Juan del Obispo (São João do Bispo em português). Hoje a casa do Bispo Francisco Marroquín foi transformado em um pequeno museu.
Nossa peregrinação continuou por San Pedro Las Huertas, que tem uma bonita igreja em estilo colonial, mas o que mais nos chamou atenção foi o local público para lavar roupa. Nós vimos outros lugares como esse pela Guatemala, mas nenhum sendo utilizado, então foi muito interessante.
O último povoado que visitamos foi a Ciudad Vieja, anteriormente conhecida como Santiago de Los Caballeros de Guatemala e segundo local da capital da capitania da Guatemala. Aqui também se encontra a primeira Catedral da Guatemala.
De acordo com a história, a primeira capital da Guatemala também chamada de Santiago de Los Caballeros de Guatemala foi fundada em 1524, mas foi transferida para o local da Ciudad Vieja em 1527 após um conflito com os povos indígenas locais. Mais tarde, em 1541 foi novamente transferida para o local da Antigua Guatemala, após a erupção do vulcão de água, que destruiu a Ciudad Vieja. Por fim, após o terremoto de 1773 foi finalmente transferida para a atual localização da Cidade da Guatemala.
Voltando para Antigua ainda visitamos o templo de San Simón, que como dissemos acima, é um santo da crença popular venerado pelos Mayas e por populares. Muitas pessoas pedem saúde, prosperidade nos negócios ou mesmo que os ajudem a chegar aos EUA (nós vimos uma placa de agradecimento por esse feito) e em troca oferecem a San Simón cigarros, bebida, charutos e dinheiro.
Do lado de fora do templo são feitas as oferendas que se assemelham ao rituais de macumba que vemos no Brasil, inclusive com o sacrifício de animais. Muito interessante, mas um pouco sinistro.
Para fechar o passeio, já na Cidade de Antigua, passamos no Cerro de La Cruz, de onde se tem outra bela vista da cidade de Antigua, sua ruas de paralelepípedo e construções coloniais.
Na quinta-feira (19/03/15) saímos de Antigua para conhecer o Lago de Atitlán, a cerca de 1 hora de carro. No caminho paramos na cidade de Chichicastenango, que todas as quintas e domingos recebe um grande mercado de rua que ocupa vários quarteirões do centro da cidade, onde se pode comprar artesanato, encontrar comidas típicas, entre muitas outras coisas.
Mas o mais legal do mercado é observar as pessoas com seus trajes típicos bem coloridos carregando bacias ou sacolas na cabeça, bebês amarrados nas costas.
No meio de toda essa muvuca está localizada a igreja católica de San Tomás que tem aproximadamente 400 anos. Essa construção seria apenas mais uma igreja católica em estilo colonial como tantas outras que vimos, se não fosse o fato dela ter sido construída sobre as ruínas de um importante templo pré-hispânico Maya.
Na porta da igreja ficam diversos K’iche’ (líderes espirituais Mayas) queimando incenso e consultando as pessoas que ingressam na igreja sobre o propósito de suas visitas. Apesar de ser uma igreja católica, o local é utilizado até hoje para cerimônias Mayas que incluem velas e sacrifícios de aves. Cada um dos 18 degraus da escada que leva até a igreja representa um mês do calendário Maya.
O lado de dentro da igreja é ainda mais impressionante. Velas espalhadas pelo chão e muitas pessoas rezando em língua nativa não para Santos católicos mas sim para deuses da cultura Maya. Sem dúvida essa foi uma das igrejas mais diferentes e mais impressionantes que visitamos até hoje.
No começo da tarde chegamos ao Lago de Atitlán, que muitos dizem ser um dos lagos mais bonitos do mundo. Contudo o tempo estava para lá de fechado e mal conseguíamos ver os vulcões San Pedro e Tolimán na margem oposta do lago.
Além do mal tempo, o camping onde ficamos só poderia nos receber por uma noite (eles tinham um evento marcado para o sábado que aconteceria na área do camping), então decidimos voltar na sexta-feira para Antigua e acompanhar as celebrações que antecedem a semana santa, mas esse é assunto para um próximo post.
No dia 16/03/15 cruzamos a fronteira da Guatemala, nosso décimo quarto país, e seguimos direto para Antigua Guatemala, ou simplesmente Antigua, e ficamos encantados com a nossa primeira parada na Guatemala.
Fundada em 1543 e declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979, Antigua foi a Capital da Capitania Geral da Guatemala (que incluía Costa Rica, Nicaragua, Honduras, El Salvador, Belize e o estado mexicano de Chiapas) e uma das mais importantes cidades da América Central, até que a Coroa Espanhola ordenasse a mudança da capital para a atual Cidade da Guatemala em 1776, após um devastador terremoto ocorrido em 1773.
No auge de seu desenvolvimento em 1770, Antigua chegou a ter mais de 60.000 habitantes, inúmeras e belíssimas igrejas, conventos e casas, mas após a mudança da capital para a Cidade da Guatemala, a cidade ficou praticamente abandonada por mais de um século, chegando a ter apenas 9.000 habitantes em meados de 1850.
Hoje, com cerca de 35.000 habitantes, Antigua é uma cidade vibrante, sofisticada e muito charmosa. Quando as pessoas começaram a retornar para a cidade na metade do século 20, diversas medidas foram tomadas para preservar as construções em estilo colonial barroco e as ruas (todas de paralelepípedo). Atualmente um conselho de arquitetura aprova toda e qualquer construção na cidade, incluindo as cores que podem ser utilizadas para pintar os imóveis. Muito legal!
No dia 17/03/15 fizemos um walking tour por Antigua e pudemos ver várias igrejas e conventos, além de casas e outras construções históricas que hoje são hotéis e restaurantes. Muitas construções históricas sofreram danos irreparáveis ao longo dos anos em razão dos constantes terremotos que ocorrem na Guatemala, mas todas as ruínas são tombadas e preservadas.
Um fato interessante sobre as igrejas: todas foram construídas com a nave principal no sentido leste-oeste, sempre com a entrada voltada para o oeste, isso porque a igreja dizia ser a luz que faltava aos Maias, em clara alusão à importância que o sol tinha para essa cultura.
Outra curiosidade sobre as igrejas de Antigua: apesar da riqueza de detalhes do exterior, o interior é bastante simples. Essa discrepância é resultado da mudança da capital para a atual Cidade da Guatemala; quando a coroa espanhola determinou a mudança da capital, apesar dos protestos, não restou alternativa à igreja católica senão retirar todas as obras de arte, adornos etc e levá-las para a nova capital.
Para nós o destaque em Antigua ficou com as igrejas (mais de 37) e de todas que visitamos gostamos da:
Iglesia de La Merced
A Catedral de Antigua
O convento e igreja das Capuchinas
A igreja e convento de São Francisco
Hoje (16/03/15) entramos no décimo quarto país de nossa viagem, a Guatemala. Deixamos El Salvador pela aduana de Las Chinamas, no final da Ruta de Las Flores e ingressamos na Guatemala pelo paso fronterizo de Valle Nuevo. Os trâmites foram relativamente tranquilos, no total levamos 1 hora para sair de El Salvador e ingressar na Guatemala.
De diferente tivemos que colar um adesivo no parabrisa do Godzilla, que identifica que passamos pela aduana e o veículo ingressou legalmente no país, recolhendo a taxa de 160 quetzales (aproximadamente 22 USD).
Da fronteira seguimos direto para Antigua Guatemala, que é uma das principais atrações turísticas do país. Ficaremos aqui alguns dias para conhecer a cidade e explorar suas belas igrejas e construções coloniais.
El Salvador foi o país com a temperatura média mais alta até agora. Apesar dos muitos problemas que viveu em um passado recente tem um povo muito receptivo e amável. Também tem uma história pré-hispânica riquíssima, tendo sido habitado por muitas civilizações Mezoamericanas sofisticadas, como os Cuzcatlecs, Lencas e Mayas.
Com isso, seguem os números:
GPS
| Km total rodado | 911 |
| Km médio/dia | 83 |
| Dias com o carro parado | 5 |
| Paradas policiais | 1* |
* A parada policial aconteceu em Honduras no dia que cruzamos da Nicaragua para El Salvador
Diesel
| Litros consumidos | 128,43 |
| Autonomia média Km/L | 7,09* |
| Litro mais caro (USD) | 0,782 |
| Litro mais barato (USD) | 0,755 |
| Valor médio diesel (USD) | 0,769 |
* Aproximado
Calendário
| Data inicial | 05.03.15 |
| Data final | 16.03.15 |
| Número de dias total | 11 |
| Departamentos (Estados) | 12 |
Clima
| Condição | Dias |
| Sol | 11 |
| Nublado | |
| Neve | |
| Chuva | |
| Sol/Chuva | |
| Calor > 20 | 11 |
| Normal | |
| Frio < 10 | |
| Frio < 0 |
Acomodação
| Condição | Dias |
| hotel | 2 |
| acampamento | 4 |
| hostel | 5 |
| casa |
A exemplo do que aconteceu na Nicaragua, não tínhamos a menor ideia do que esperar de El Salvador. Quando começamos a planejar a viagem reservamos apenas dois dias para cruzar o país e acabamos ficando 11 dias no total. Nossas acomodações em El Salvador foram muito baratas, mas nem por isso ruins.
Vejam onde ficamos e o que achamos:
PLAYA ESTERÓN (05/03/15)
Camping Rio Mar (13.17057, -88.06833). Um camping de frente para a praia com piscina, restaurante (apenas almoço), energia elétrica, água, banheiros e chuveiros frios. Tem quartos com ar condicionado disponíveis e não tem wifi. Durante o dia funciona como um clube aberto ao público (2 USD p.p. para passar o dia), mas era bem tranquilo.
Nossa classificação – Razoável
PLAYA EL ZONTE (07/03/15)
Surf Resort Horizonte (http://www.horizontesurfresort.com). Um hostel com quartos com ar e sem. Pudemos acampar no estacionamento que é fechado e bastante tranquilo e ainda usamos a energia elétrica do hostel, mas tivemos que negociar o valor do camping (inicialmente 20 USD que baixou para 10 USD). Wifi (super lento), restaurante, cozinha e piscina.
Nossa classificação – Bom
SUCHITOTO (09/03/15)
La Posada de Suchitlán (http://www.laposada.com.sv). Uma pousada com vista para o Lago de Suchitlán, a poucas quadras do centro histórico de Suchitoto. Estacionamento aberto, restaurante e wifi. Quartos com ar condicionado e TV. O staff do hotel é muito gentil.
Nossa classificação – Bom
SANTA ANA (10/03/15)
Hostel Casa Verde (http://www.hostalcasaverde.com). Sem dúvida o melhor hostel que ficamos até agora em razão de sua área comum e principalmente do staff comandado pelo proprietário Carlos Batarse, que é super legal e também mora no hostel. 2 cozinhas muito bem equipadas, bar (vinhos, cervejas, refrigerantes etc.), piscina, wifi e garagem (na verdade usamos uma área do hostel que parecia um salão de eventos, mas coube o Godzilla). Quartos privativos com e sem ar condicionado limpos e com TV.
Nossa classificação – Ótimo
JUAYÚA (13/03/15)
Hostel Casa Mazeta (http://casamazeta.com). Um hostel simples mas confortável a poucas quadras do centro de Juayuá. Os quartos não têm ar condicionado ou TV, mas são bem arejados. Tem garagem fechada para 2 carros (o Godzilla entrou), wifi, cozinha comum e áreas de convivência bem legal.
Nossa classificação – Razoável
CONCEPCIÓN DE ATACO (15/03/15)
Finca El Carmen (http://www.elcarmenestate.com/hotel-overview.html). Um hotel fazenda situado em uma fazenda de café e próximo do centro de Ataco (15 min. caminhando). Os quartos ficam em uma casa com 115 anos e são bastante confortáveis. O hotel tem café da manhã, wifi e estacionamento coberto (coube o Godzilla). A fazenda oferece um coffee tour, passeio a cavalo ou de quadriciclo, tirolesa etc. Muito agradável para dormir ou simplesmente passar o dia.
Nossa classificação – Muito bom
Concepción de Ataco, a nossa última parada em El Salvador. Hoje 15/03/15 saímos de Juayúa e seguimos para Ataco, ainda na Ruta de las Flores. Essa será nossa última noite em terras salvadorenhas e por isso decidimos ficar em um hotel fazenda que ocupa uma casa construída há mais de 100 anos.
A fazenda também processa e comercializa o café gourmet Ataco e é possível fazer um tour guiado pelas instalações e conhecer o processo desde o recebimento dos grãos até o armazenamento para comercialização, passando pelos processos de fermentação, secagem e triagem dos grãos.
Esse processo foi bem diferente do que vimos em Salento – Colômbia. Lá acompanhamos o início do processo com o cultivo dos pés de café e colheita dos grãos. Aqui vimos o que acontece com os grãos quando eles saem dos produtores e são processados para consumo interno ou exportação. Muito interessante!
Em seguida caminhamos até a cidade de Ataco e exploramos um pouco o seu centro. A cidade é muito parecida com Juayúa, com ruas de paralelepípedo e casas em estilo colonial e na praça central também havia algumas barracas de comida, mas nada comparado ao Festival Gastronômico de Juayúa.
Com isso fechamos com chave de ouro a nossa passagem por El Salvador. Amanhã é dia de cruzar mais uma fronteira, inaugurar um novo capítulo nessa viagem e explorar um novo país: a Guatemala!
Como mencionamos em nosso post anterior, ficamos em Juayúa para aproveitar o festival gastronômico que acontece todos os fins de semana ao redor da Catedral de Juayúa. O festival é muito interessante, com várias barracas de comidas, doces e artesanato, mas esperávamos encontrar mais comida de rua e não pratos feitos, mas mesmo assim estava muito gostoso.
Depois de comer caminhamos um pouco pelo centro da tranquila Juayúa, que foi fundada em 1577 e ainda conserva boa parte de seus casarões em estilo colonial. A maior atração da cidade é a estátua do Cristo Negro, que fica na Catedral e foi feita por Quirio Cantano no final do século 16.
Atrás da Catedral está o mercado municipal e uma feira permanente onde se pode encontrar de tudo. Ali também vimos vários restaurantes servindo comida tradicional, mas somente locais comendo.
Uma coisa que nos chamou a atenção desde que entramos em El Salvador são as lojas com grades nos balcões. É muito comum ver farmácias, mercadinhos e lojas com uma grade separando o público do lojista, isso quando não existem seguranças privados armados vigiando o comércio (comuns em postos de gasolina e supermercados).
Aí vem a pergunta: El Salvador é seguro? Bom, até 1992 El Salvador estava mergulhado em uma sangrenta guerra civil e o país ainda sofreu bastante nas mãos da violenta gangue Mara Salvatrucha ou MS-13, que surgiu nas ruas de Los Angeles e acabou se espalhando pelo país após a deportação de vários de seus integrantes dos EUA.
Apesar de tudo isso, em nenhum momento nos sentimos inseguros andando por El Salvador, então nos parece um pouco exagerada toda essa preocupação com segurança. Segundo alguns salvadorenhos com quem conversamos, essas medidas são o reflexo do violento passado e ainda deve levar um tempo para que as pessoas mudem seus hábitos (assim esperamos).
Hoje, sexta-feira 13, finalmente saímos do confortável e agradável hostel de Santa Ana para pegar a Ruta de las Flores, como é conhecido o trecho entre Sonsonate e Concepción de Ataco. Paramos na metade do caminho em uma cidade chamada Juayúa, onde todos os fins de semana tem um incrível festival gastronômico, mas esse é assunto para um próximo post.
Antes de chegar em Juayúa, paramos nas Ruínas de Tazumal, que é parte de um sítio arqueológico Maia pré-colombiano, situado na região de Chalchuapa. Algumas construções do sítio arqueológico de Chalchuapa datam de 2.000 A.C., mas em Tazumal, especificamente, as construções datam de 250 a 900 D.C.
Tazumal foi um importante complexo cerimonial e tinha uma ligação importante com a cidade Maia de Kaminaljuyu na Guatemala, fortalecendo assim a influência e o poder da cidade Maia de Teotihuacan (próxima à Cidade do México) sobre a costa do Pacífico na Guatemala e El Salvador.
Em Tazumal é possível ouvir a explicação de um guia, mas como haviam grupos de estudantes, a preferência era deles e pudemos apenas pescar algumas informações sobre o sítio arqueológico, sua função e importância; mesmo assim foi muito legal.
No dia 10/03/15 deixamos Suchitoto em direção à Santa Ana, já mais próxima à fronteira com a Guatemala. No caminho paramos no sítio arqueológico Joya de Cerén, que é considerado patrimônio histórico da humanidade pela Unesco desde 1993 e, segundo o guia Lonely Planet, é a Pompéia da América Central.
A associação que o guia faz com a cidade italiana que foi coberta pela erupção do vulcão Vesúvio se deve ao fato de Cerén também ter sido vítima de uma violenta erupção do vulcão Loma Caldera ocorrida em 590 d.C. que cobriu a vila com 14 camadas de cinzas. O sítio arqueológico foi descoberto por acaso em 1976 durante obras de terraplanagem e seu estado de conservação impressiona.
Até agora foram descobertos cerca de 70 construções, incluindo armazéns, cozinhas, habitações para moradia, oficinas, estruturas religiosas e uma sauna ou casa de banho. No parque existem guias, mas no dia que passamos (terça-feira) não havia nenhum disponível (uma pena), então fizemos um passeio auto guiado, mas mesmo assim gostamos muito do que vimos. No final existe uma réplica da sauna com uma breve explicação de como era utilizada – muito legal!
À tarde chegamos em Santa Ana. Nossa ideia inicial era ficar apenas uma noite por aqui, mas encontramos um hostel surper legal, com uma estrutura comum muito boa e, principalmente, um staff nota 10. Carlos, o proprietário do hostel, nos recebeu tão bem que acabamos ficando 3 noites por aqui.
Apesar de Santa Ana ser a segunda maior cidade de El Salvador, com aproximadamente 275 mil habitantes, ela ainda mantém um clima de cidade pequena. Durante o dia é bastante agitada, mas à noite é quieta e muito tranquila. Em Santa Ana não tem muita coisa para fazer, mas ela serve como porta de entrada para quem chega da Guatemala e como um hub de onde os turistas partem para visitar outros pontos turísticos no norte de El Salvador.
Os principais pontos turísticos de Santa Ana estão localizados ao redor da Catedral. O que mais nos impressionou foi o Teatro Municipal, que ocupa um bonito prédio em estilo colonial totalmente restaurado. Em Santa Ana também pudemos provar as pupusas, que são tortilhas de milho recheadas com queijo ou cenoura ou carne de porco etc. O Carlos, dono do hostel, foi quem nos levou a uma pupuseria de Santa Ana que só abre no café da manhã e para o jantar – muito gostoso!
(Carlos – proprietário do hostel – à esquerda e um casal de amigos)
No dia 07/03/15 deixamos a Playa Esterón e seguimos para a Playa El Zonte, que é muito popular entre surfistas. Até encontramos um grupo grande de brasileiros que viajou até El Salvador só para surfar. As ondas até podem ser boas, mas praias como as nossas nós ainda não vimos.
Hoje (09/03/15) deixamos a costa para visitar um pequeno e charmoso povoado chamado Suchitoto, que fica na beira do lago Suchitlán. No caminho cruzamos a capital San Salvador, mas não paramos, apenas desviamos do pesado e tumultuado tráfego e seguimos em frente.
As ruas de paralelepípedo, casas em estilo colonial e uma bonita e restaurada igreja dão a Suchitoto um charme todo especial. Além disso, por ser segunda-feira, a cidade estava super tranquila, o que só tornou o passeio mais agradável. Logo que chegamos passamos no Lago Altitlán, que funciona como um centro turístico com piscina, lojas de artesanato (estavam fechadas) e restaurantes; em seguida caminhamos pelas ruas tranquilas da cidade e fechamos o dia em um restaurante bem agradável em frente à praça central.
Em Suchitoto conhecemos o Jilani (http://jilaniauxameriques.blogspot.com) que mora em Paris e está viajando há quase 10 meses a bordo de um Renault Trafic. Ele começou sua viagem no Canadá, foi até o Alasca e agora está descendo rumo a América do Sul, tendo passado pelo México, Belize e Guatemala. Antes de deixar a América Central, ele vai encontrar com a esposa na Costa Rica.
Apesar do rápido encontro, pudemos pegar algumas dicas dos países que estão por vir e demos algumas outras dos países que já passamos. Essa é a parte mais legal de ser um overlander!
Jil, boa viagem e se você passar pelo Brasil não deixe de entrar em contato.
Safe travels!
* * *
In Suchitoto we have met Jilani (http://jilaniauxameriques.blogspot.com) who lives in Paris, but is traveling for the last 10 months on a Renault Traffic. He started the trip in Canada and went to Alasca before coming down through Mexico, Belize and Guatemala. Before leaving Central America, he will meet his wife in Costa Rica.
It was a brief chat but we were able to share tips from the countries we have visited. This is the best part of being an overlander!
Jil, enjoy your trip and if you visit Brazil do not hesitate to contact us.
Safe Travels!
Antes de sair da Nicaragua passamos em um camping onde estavam o Amabry e a Rosely do Vamos pro Alasca. Chegamos para ficar apenas um dia, mas acabamos ficando dois e foi ótimo pois no dia seguinte chegaram a Chirsta e o Johann (http://chrigikoelbi.ch), um casal da Suiça que está há quase 5 anos na estrada e já passaram por lugares remotos como a Mongólia com seu Toyota Land Cruiser.
Nós conhecemos esse casal super legal em Cartagena, quando estávamos resolvendo a novela do Ferry, mas nem lembramos de tirar uma foto com eles, então ficamos muito felizes com esse reencontro.
Eles farão uma pausa na viagem agora em abril e retornarão para a Suíça do México, onde deixarão o carro. Esperamos reencontrá-los antes disso, mas se não for possível certamente faremos uma visita à eles na Suíça.
Johann e Christa, foi um prazer enorme! Good luck and safe travels!
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Before we leave Nicaragua we went to a camping where Amabry and Rosely from Vamos pro Alasca were camped. We arrived to stay a single night but we ended up staying 2 nights and it was a great decision. On the next day Christa and Johann (http://chrigikoelbi.ch) from Switzerland arrived. They are on the road for almost 5 years now and have visited remote places like Mongolia with its Toyota Land Cruiser.
We have met this super cool couple in Cartagena when we were dealing with the ferry crossing, but we forgot to take a picture with them. That’s why we were so happy to meet them again.
They are going to do a long pause on their trip as of April and will return to Switzerland from Mexico, where the car will stay parked. We hope to see them again before that, but if it is not possible we will pay a visit to them in Switzerland.
Johann and Christa, it was a pleasure meeting you! Good luck and safe travels!
Na quinta-feira (05/03/15) deixamos a Nicaragua rumo a El Salvador, mas para chegar ao nosso destino tivemos que cruzar Honduras em um trajeto de pouco mais de 150 km beirando o Oceano Pacífico sem nada interessante para ver.
Nós optamos por não ficar em Honduras em razão da situação em que o país se encontra, mas muitos overlanders que conhecemos passaram por Honduras sem qualquer problema e muitos outros planejavam cruzar o país para não entrar em El Salvador e, assim, economizar duas fronteira. Enfim, como aprendemos que é melhor confiar em nossos instintos, saímos cedo e seguimos direto até El Salvador.
Nossa primeira fronteira foi a de Guasaule, que separa a Nicaragua e Honduras. O processo de saída foi tranquilo, apesar da fama que a Nicaragua tem de ser uma das saídas mais complicadas. Levamos pouco mais de 30 minutos para passar pela imigração e aduana e seguimos para Honduras.
Em Honduras o processo foi simples e rápido, apesar de ser bastante caro. Para ingressar com o carro em Honduras, pagamos USD 35,00, além da taxa de 3 USD por pessoa que pagamos na imigração. Cópias e mais cópias do documento do carro, passaporte, carteira de motorista etc., mas ainda assim foi melhor do que esperávamos e em mais 30 minutos entramos no país.
Levamos 2 horas para cruzar Honduras por uma estrada sofrível, cheia de buracos e mal sinalizada (que saudade das estradas argentinas). No caminho vimos diversas barreiras da polícia e do exército, mas fomos parados apenas em uma. Chegando em El Amatillo fizemos nossa saída de Honduras e a imigração em El Salvador, que tomaram cerca de 30 minutos.
A aduana de El Salvador está afastada cerca de 3 km do prédio da imigração e é relativamente difícil de ver, mas não se preocupe pois o policial que controla o acesso ao país vai indicar que você errou o caminho e deve retornar. A aduana foi bem mais demorada (1 hora e 30 min.) e a essa altura a temperatura já estava beirando os 36 graus, então já dá para imaginar como foi esperar a documentação, mas no fim deu tudo certo e perto das 14h estávamos a caminho da praia.
Ficamos as duas primeiras noites em El Salvador em um camping na Praia Esterón, na companhia do Amabry e Rosely do Vamos pro Alasca, que estão seguindo com a gente desde que deixamos a Costa Rica. Comemos peixe frito por USD 3,00 e descansamos uns dias longe do computador (não havia wifi) e das câmeras e agora estamos prontos para explorar um pouco mais El Salvador.
A Nicaragua é um país que nos surpreendeu. As belezas naturais e as cidades históricas de Granada e León vão ficar na nossa lembrança. É um país relativamente barato e com um povo muito simpático.
Com isso, seguem os números:
GPS
| Km total rodado | 510 |
| Km médio/dia | 46 |
| Dias com o carro parado | 5 |
| Paradas policiais | 2 |
Diesel
| Litros consumidos | 58,87 |
| Autonomia média Km/L | 8,66 aprox. |
| Litro mais caro (USD) | 0,890 |
| Litro mais barato (USD) | 0,890 |
| Valor médio diesel (USD) | 0,890 |
Calendário
| Data inicial | 22.02.15 |
| Data final | 05.03.15 |
| Número de dias total | 11 |
| Províncias (Estados) | 6 |
Clima
| Condição | Dias |
| Sol | 11 |
| Nublado | |
| Neve | |
| Chuva | |
| Sol/Chuva | |
| Calor > 20 | 11 |
| Normal | |
| Frio < 10 | |
| Frio < 0 |
Acomodação
| Condição | Dias |
| hotel | 6 |
| acampamento | 4 |
| hostel | |
| casa |









































































































































































































































