Huanchaco e o Museo Tumbas Reales de Sipán

Depois de deixar a caótica Lima e passar pela não menos tumultuada Barranca, passamos 3 dias descansando em um camping em Huanchaco. Essa cidade ao norte de Trujillo é relativamente tranquila e ainda mantém um clima de cidade pequena, sem aquele amontado de taxis, vans e tuc-tucs para todos os lados.

Huanchaco também é famosa pelos caballitos de totora – canoas tradicionais feitas de palha (totora) – que são utilizados pelos pescadores locais; e pelo ceviche, que segundo o pesquisador da Universidade Ricardo Palma, Andrés Tinoco Rondan, foi criado aqui a partir de uma receita com peixes da região, limões de Yunga e pimenta do vale do rio Moche.

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Hoje (16/12/14) resolvemos levantar acampamento e seguir rumo norte até a cidade de Lambayeque, onde se situa o Museo Tumbas Reales de Sipán. Inaugurado em 2002, esse incrível e moderno museu tem sua arquitetura inspirada nas antigas pirâmides truncas da civilização pré-inca dos Moche, que dominou a região do século I D.C. ao século VII D.C.

A principal atração do museu é a tumba do Señor de Sipán, que foi encontrada por arqueólogos em 1987 e é considerada a mais importante descoberta arqueológica peruana dos últimos 50 anos. A riqueza dos ornamentos e tesouros foram chave para que os historiadores pudessem compreender melhor a cultura Moche.

Além da tumba do Señor de Sipán, diversas outras tumbas foram encontradas no local, inclusive a de seu antecessor, mas é na tumba principal que estão os maiores tesouros. No museu podemos ver uma representação fiel da tumba do Señor de Sipán como ela foi encontrada, com o rei ao centro, suas 3 mulheres, o chefe do exército, o sacerdote, uma criança, um vigia e um guarda, um cachorro e duas llamas.

A riqueza de detalhes, peças exibidas (cerâmicas, ouro, prata e bronze) e informações disponíveis nesse museu são impressionantes e chegam a destoar da pequena e poeirenta Lambayeque. Infelizmente não se pode tirar fotos, nem sequer carregar qualquer equipamento eletrônico dentro do museu (como câmeras e celulares). Assim, fica apenas o registro da parte externa do museu e algumas fotos que pegamos na internet.

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fotos da internet

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