Puno e o Lago Titikaka

No dia 29/11/14 saímos de Arequipa com destino a cidade de Puno, que fica às margens do Lago Titikaka – sua maior atração. Entretanto, para chegar a Puno, passamos por uma cidade chamada Juliaca. Pela descrição do Frommer’s  transcrita abaixo já dá para imaginar como é, então imagine ficar perdido por quase 1 hora nesse lugar, mas sobrevivemos…

“Dicas – Em Juliaca, aterrisse correndo

Juliaca, local do aeroporto regional, talvez seja a cidade mais desgraçada de todo o Peru. Se você está voando para Juliaca no caminho para Puno, não passe tempo por lá. A cidade é caótica e é uma confusão feiosa de casas inacabadas, estradas de terra esburacadas, e ruas cheias de lixo, entupidas com carroças vendendo artigos e ciclotaxis. Como se isso não fosse o suficiente, Juliaca também tem a reputação de ser extremamente perigosa. A única razão pela qual recebeu um aeroporto é porque Puno está fechada por montanhas e os políticos locais tinham o cofre de Lima sob uma camisa de força.”

(Frommer’s Peru 4 edição, 2010, Stalin Alta Con. Com. Ltda., pg. 286)

Deixando Juliaca de lado, o Lago Titikaka é considerado o lago navegável mais alto do mundo (3.812 metros de altitude) e o maior volume de água da América do Sul, com uma área de 8.372 km quadrados e uma profundidade máxima de 281 metros. A maioria dos turistas que visitam Puno fazem um passeio de barco para conhecer as Ilhas Flutuantes de Uros e a Ilha Taquile, e nós não somos diferentes. Hoje (30/11/14) fizemos um passeio de dia inteiro para conhecer as duas ilhas.

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As Ilhas Flutuantes de Uros são impressionantes balsas feitas à mão de uma espécie de palha chamada totora, que é posta sobre uma espécie de cortiça que é retirada das partes mais rasas do lago. Em cada balsa (são cerca de 90 ao todo com mais de 1000 habitantes) vive uma ou mais famílias, com suas casas, fogões, abrigos etc. Segundo o guia que nos acompanhou, essas balsas duram cerca de 25 anos e depois começam a afundar. Assim, uma nova balsa terá que ser construída e todos se mudam para lá com todos seus pertences, inclusive as casas.

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Essa comunidade sobrevive basicamente do que eles tiram do lago e do turismo… Palavras como “amiga”, “amigo” e “compra por favor” são repetidas de forma quase insistente, mas ainda assim foi muito interessante conhecer essa comunidade. Também demos uma volta em um barco de totora – muito legal!

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Em seguida visitamos a Ilha Taquile, que é a segunda maior ilha do Lago Titikaka (a maior fica do lado boliviano) onde também almoçamos um peixe grelhado com sopa de quinua (estava delicioso) mas, além da comida, o grande destaque dessa ilha fica com a tecelagem, que muitos dizem ser a melhor de todo Peru.

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Os habitantes dessa ilha se vestem de forma totalmente diferente. Os homens usam cintos e gorros que indicam sua idade e estado civil (até mesmo os que têm namorada devem usar o gorro de uma forma específica) e as mulheres usam saias coloridas e xales com pompons, que da mesma forma servem para indicar sua idade e estado civil.

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Nossa passagem por Puno foi breve, levaremos uma terrível lembrança de Juliaca mas uma ótima lembrança de Puno e do Lago Titikaka. Amanhã é dia de arrumar as coisas e seguir para Cusco de onde, se o tempo permitir e não chover, queremos visitar novamente o vale sagrado.

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