Equador e o Retorno ao Brasil

Nossa segunda passagem pelo Equador deveria ser rápida. Entramos no país no dia 15/11/15 pela fronteira de Rumichaca e pretendíamos seguir direto para Quito, na manhã seguinte para Cuenca e no terceiro dia já cruzar para o Peru; isso porque tínhamos que retornar ao Brasil no dia 21/11/15 e compramos as passagens de Lima. Contudo, o Godzilla resolveu nos dar um susto (normal em viagens longas como essa) e acabou furando o nosso cronograma.

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Como contamos em um post anterior, rebocamos o Godzilla de Ibarra até Quito no dia 16/11/15 e apesar do Boris (dono do Talleres Faconza) ter reparado o Godzilla em tempo recorde (o carro foi liberado no dia 17/11/15 no fim do dia), seria praticamente impossível rodar os quase 1.900 quilômetros que separam Quito de Lima em apenas 3 dias. Isso sem mencionar que ainda precisávamos rodar um pouco com o Godzilla para ver se não ficaram sequelas do problema mecânico.

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O jeito foi ficar em Quito e comprar passagens de Quito para Lima para poder seguir ao Brasil. O custo dessas passagens extras foi um pouco alto, mas ficamos aliviados por ter uma opção viável para retornar ao Brasil, já que não teríamos como adiar nossos compromissos em São Paulo.

Com as passagens compradas e o carro arrumado, aproveitamos um pouco mais dessa cidade incrível. Tudo começou no dia 16/11/15 com um ótimo jantar com o Marcão, Cris e Caetano do Nosso Quintal. Pena que o Caetano não aguentou esperar o sushi (realmente demorou); mas já prometemos que em nosso próximo encontro levaremos todos novamente para comer um sushi.

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No dia seguinte (17/11/15) aproveitamos para dar uma volta pela parte nova de Quito. Compramos chocolates (considerados um dos melhores do mundo), ficamos sentados em um dos bares da Plaza Foch olhando o movimento e aproveitamos o conforto do hotel para descansar um pouco. No final do dia fomos buscar nosso companheiro de viagem que, além do reparo nas varetas, ganhou troca de óleo e filtros e uma belíssima e completíssima lavagem.

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No dia 18/11/15, já com o Godzilla, seguimos até Mitad del Mundo. O gigantesco monumento que marca a latitude 0°0′0″ fica a cerca de 40 km de Quito; distância excelente para testar o carro e ver se não ficaram sequelas do problema mecânico. Como já havíamos passado pelo marco oficial em dezembro de 2014, resolvemos seguir até o vizinho Museu Intiñan, que conta com várias exibições, além de um outro marco zero (supostamente o marco zero real, mas nosso GPS ainda dava uma leitura um pouco diferente).

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Do Museu Intiñan retornamos ao parque onde está situado o enorme marco da metade do mundo pois lá existem várias opções de restaurantes e lojinhas (um passeio super agradável).

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No dia 19/11/15 seguimos até o centro antigo de Quito, caminhamos por suas ruazinhas estreitas e fizemos um passeio que deixamos de fazer em nossa visita anterior à cidade, conhecer o palácio presidencial. A sede do governo do Presidente Rafael Correa pode ser visitada na companhia de um guia oficial, basta deixar um documento e comparecer no horário marcado.

Infelizmente o Presidente Rafael Correa não estava, mas pudemos passear por alguns salões do palácio, onde ocorrem reuniões ministeriais e recepções oficiais; nos corredores estão expostos alguns presentes recebidos pelo Presidente da República de autoridades do mundo todo. Muito interessante.

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A noite fechamos nossa passagem por Quito com uma visita à Churrascaria Botafogo. Comemos uma picanha com mandioca frita e batemos um papo com o dono e chef do restaurante, Richard, que esteve no Brasil há pouco tempo para experimentar o verdadeiro churrasco brasileiro. Ficamos sabendo que ele esteve no Fogo de Chão de São Paulo, então temos certeza que ele experimentou uma ótima carne com um grande serviço.

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No dia 20/11/15 arrumamos nossas coisas e seguimos para o Aeroporto de Quito, de onde partiria nosso voo para Lima. No caminho para o aeroporto, conhecemos o Luis que estava com sua namorada Silvia e sua irmã Ana. Paramos no acostamento para bater um papo e o Luis nos contou que seu pai tinha uma Defender igualzinha a nossa e que já tinha feito uma viagem por toda América do Sul. Ele disse que seu pai ficaria super contente de nos conhecer e nos convidou para almoçar em sua casa; nós, seguindo o lema do convite feito, convite aceito, nem pensamos duas vezes antes de aceitar.

Chegando na casa, fomos recebidos pelo Fernando e sua esposa Marlene com um grande abraço, como se fôssemos da família. O Fernando nos levou para conhecer sua Defender, que fica guardada em uma garagem especial (claro!) e depois almoçamos todos juntos. Apesar de não ser a primeira vez que isso acontece, ainda ficamos surpresos como um carro pode unir pessoas tão diferentes!

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Depois do almoço seguimos para o Aeroporto e depois de um voo de 2h30 até Lima, uma noite no hotel do aeroporto de Lima e um voo de 5h30, chegamos em São Paulo. Nossa passagem por São Paulo foi super corrida e por isso não avisamos ninguém.

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No meio de toda a correria, conseguimos encontrar com a família Atmani do Planet Khmissa (família do Marrocos que está viajando pelos 5 continentes a bordo de um motorhome). Sabíamos que eles estariam perto de São Paulo nesse mesmo período, mas eles haviam dito (sabiamente) que não entrariam em São Paulo (o plano inicial era seguir pela praia). Qual não foi a nossa surpresa quando eles disseram que estavam em Barra Mansa/RJ a caminho de São Paulo pela Dutra.

Imediatamente pensamos que seria um pesadelo para eles entrar em São Paulo com um Motorhome e resolvemos dar uma ajuda. Encontramos com eles em um posto da na entrada de São Paulo pela Rodovia Airton Senna e os guiamos pelas Marginais e Avenida dos Bandeirantes até a casa dos pais da Liene. Ufa! Não foi fácil, mas deu tudo certo. Foi muito engraçado ver um motorhome estacionado em frente ao prédio.

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Jantamos, bebemos e colocamos o papo em dia e no dia seguinte oferecemos nossa casa para que as crianças pudessem estudar. Esse tempo que passamos juntos foi super curto e corrido, mas muito intenso. Ficamos super contentes com a visita e esperamos retribuir em breve visitando-os em Casablanca.

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Também encontramos um tempinho para visitar nossos amigos recém chegados do Alasca, Amabry e Rosely do Vamos pro Alasca. Novamente convite feito é convite aceito, e lá fomos nós até Campinas para comer e ficar; estava tudo ótimo (obrigado Rosely e Castro) e de quebra ainda ganhamos a companhia deles na volta para São Paulo, pois demos uma carona para o casal até o Aeroporto de Congonhas.

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Depois de uma semana super agitada, retornamos no dia 28/11/15 a Lima e depois de mais 12 horas no aeroporto seguimos até Quito, onde o Godzilla nos esperava ansioso para seguir a viagem de volta para casa. No dia 29/11/15 passamos uma vez mais por Cuenca e aproveitamos para encontrar com o nosso amigo Colón e sua namorada Montserrat.

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Agora é hora de encarar o horroroso trânsito do Peru e seguir rumo ao Brasil. Nos próximos dias vamos dirigir direto seguindo pelas cidades da Costa até Nasca (passando por Lima) e de lá para Puerto Maldonado (passando por Cusco), de onde cruzaremos para o Brasil pelo Acre. A viagem está chegando ao final, mas ainda temos mais de 8.000 km para cumprir; e vamos para São Paulo!

 

2 comentários em “Equador e o Retorno ao Brasil

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